Taxas alfandegárias nos EUA não afectaram exportação do queijo de São Jorge

O sector cooperativo na ilha de São Jorge está bom caminho, apesar dos vários desafios com que se confronta, desde logo os efeitos da pandemia ou o agravamento das taxas alfandegárias dos Estados Unidos da América aos produtos lácteos europeus.
“A qualidade do queijo de São Jorge e a fidelização dos consumidores têm sido aspectos verdadeiramente determinantes para os resultados positivos que têm sido alcançados e que permitem afirmar que o sector cooperativo jorgense está no bom caminho”, referiu João Ponte, que falava, nas Velas, no final de uma reunião com a Direcção da UNIQUEIJO.
O governante salientou, por exemplo, que, ao contrário das preocupações iniciais, a verdade é que a UNIQUEIJO não registou quebras de vendas face ao agravamento das taxas alfandegárias aplicadas aos produtos lácteos europeus no final do ano passado pelos EUA, pelo que o consumo de queijo de São Jorge naquele país não foi afectado.
Também a pandemia trouxe desafios acrescidos ao sector, mas, apesar da quebra registada pela UNIQUEIJO nas vendas numa fase inicial, o balanço dos primeiros seis meses é muito satisfatório.
O Secretário Regional garantiu, citado pelo GaCS,  que o Governo dos Açores está permanentemente atento e empenhado na defesa da sustentabilidade do sector leiteiro no arquipélago, em geral, e em São Jorge, em particular. “Para a sustentabilidade do sector cooperativo é fundamental a manutenção do nível de produção registado actualmente na ilha de São Jorge, que ronda os 30 milhões de litros de leite”, considerou João Ponte, frisando que “esta foi a única razão para que a medida de conversão de explorações leiteiras em produção de carne de bovino não fosse aplicada em São Jorge”. E caso o Governo dos Açores tivesse alargado a São Jorge a aplicação desta medida, poderia colocar em causa a viabilidade económica das cooperativas e a sustentabilidade futura do sector leiteiro jorgense.
O governante desafiou ainda as organizações de produtores, bem como as indústrias de laticínios nos Açores, a aproveitar as medidas de apoio às acções de informação e promoção de produtos agrícolas disponibilizadas pela União Europeia em virtude da pandemia, no sentido de reforçarem a notoriedade das suas produções quer no mercado interno, quer em países terceiros, salientando que as candidaturas decorrem até final de Agosto.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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