Viagem pelo Casamento do Século XX em exposição no Nordeste

A Câmara Municipal do Nordeste inaugurou uma interessante mostra pelo ritual festivo do casamento entre a década de 1960 e os dias de hoje. Podemos encontrar na exposição indumentária, acessórios, objetos, registos fotográficos e de vídeo. 
A exposição ficará pela Sala de Exposições do Município durante dois meses (de agosto a setembro) de segunda a sábado. 
Esta exposição surgiu como um pequeno exercício de relação com a comunidade e de  valorização da memória coletiva. Quarenta indumentárias, quarenta memórias, numa mostra que pretende retratar o gosto da época da população nordestense. 
Não deixam, no entanto, de remeter para um período de transição importante em que o vestido branco começa a impor-se como norma e tradição. Na verdade, e ao contrário da visão popular mais moderna que olha para o vestido de noiva branco como tradição de longo tempo, este apenas surge como moda na segunda metade do século XIX. Era o fato preto, o traje domingueiro, que tipificava a forma de vestir numa ocasião social importante como o casamento. Aos poucos, o costume do vestido branco estende-se a outras camadas da população.
Os ramos de noiva e os bolos foram sofrendo alterações, década após década. Nos anos oitenta era rara a noiva que não via o seu ramo composto por avencas e flores da época e, na década seguinte, os ramos de flores artificiais ganharam fama, sendo na maioria das vezes oferecidos por familiares ou amigos que residiam nos Estados Unidos da América ou no Canadá.
Extinguiram-se costumes, como o cortejo nupcial, no qual os familiares e convidados da noiva acompanhavam-na a pé, desde a casa dos pais até à igreja. Renovou-se a decoração e surgiram novos rituais.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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