Inquérito feito a 81 empresas com sede nos Açores

Trinta empresa açorianas reduziram o número de pessoas ao seu serviço, 33 têm pessoal em teletrabalho e 3 estão temporiamente encerradas

Um inquérito da iniciativa das autoridades estatísticas nacionais (Instituto Nacional de Estatística e Banco de Portugal), realizou-se em todo o território nacional (recolha entre 20 a 26 de Julho), abrangendo 81 empresas com sede nos Açores.
Assim, verificou-se que nos Açores, no âmbito da pandemia COVID-19, relativo à primeira quinzena de julho deste ano, que a taxa de resposta global foi de 76,5%, representando 79,6% do pessoal ao serviço (NPS) e 79,9% do volume de negócios (VVN).
Segundo revelou o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA),  que cita o inquérito nacional, estas percentagens foram superiores às verificadas no conjunto do país (54,6% na taxa de resposta global, representando 59,0% do NPS e 69,0% do VVN da amostra).
No período de referência, os resultados da inquirição indicam que 98% das empresas açorianas que responderam ao inquérito mantêm-se em produção ou funcionamento, mesmo que parcialmente, enquanto que cerca de 2% das empresas encontravam-se temporariamente encerradas, não tendo sido reportadas empresas com encerramento permanente. A nível nacional 99% das empresas mantêm-se em atividade e apenas 1% encerraram temporariamente. Face à situação expectável sem pandemia, na primeira quinzena de julho, das empresas açorianas que responderam ao inquérito, 63% referiram que sofreram uma redução no volume de negócios, 29% afirmaram que o atual estado de pandemia não teve qualquer impacto no volume de negócios e 8% responderam que verificaram um aumento.
A nível nacional, 58% das empresas em funcionamento ou temporariamente encerradas reportaram um impacto negativo no volume de negócios. Das restantes empresas, 6% registaram um impacto positivo e 36% nenhum impacto.
Das empresas que declararam ter uma redução do Volume de Negócios, face à situação expectável sem pandemia, 15% referiram que esta tinha sido inferior a 10%, 30% que tinha sido entre 10% e 25%, 30% entre 26% e 50%, 6% entre 51% e 75% e 18% superior a 75%, mostrando uma melhoria da situação. Quanto à evolução do Número de Pessoas ao Serviço na primeira quinzena de julho, face à situação expectável sem pandemia, das empresas que responderam a esta questão, 25% declararam que o NPS teve uma redução, 75% não teve impacto e nenhuma reportou um aumento.
A nível nacional, 24% declararam que o NPS teve uma redução, 73% não teve impacto e 3% reportou um aumento. Em relação às empresas que declararam ter ocorrido uma redução no NPS, 21% declarou que esta foi inferior a 10%, 7% indicou situar-se entre 10% e 25%, 29% entre 26% e 50%, 21% entre 51% e 75% e 21% declarou ter sido superior a 75%.
Relativamente aos funcionários a trabalhar em regime de teletrabalho, 29% das empresas indicaram ter pessoal ao serviço neste regime (16% menos de 10%, 6% entre 10% e 25%, 6% entre 26% e 50% e 2% mais de 75%), enquanto que 69% referiu não ter pessoas em teletrabalho. 39% das empresas declararam ter pessoal em presença alternada nas instalações da empresa (16% menos de 10%, 6% entre 10% e 25%, 6% entre 26% e 50%, 5% entre 51% e 75% e 5% mais de 75%), enquanto que 61% indicaram não ter pessoas nesta situação. Relativamente às medidas implementadas para fazer face à pandemia, as empresas indicaram como principais medidas o Acesso a novos créditos com juros bonificados ou garantias do Estado (muito importante para 48% das empresas) e a Moratória ao pagamento de juros e capital de créditos já existentes (muito importante para 35% das empresas).

Empresas destacam layoff

O Layoff simplificado (muito importante para 33% das empresas) e a Suspensão do pagamento de obrigações fiscais e contributivas (muito importante para 25% das empresas), apesar de terem sido consideradas importantes, foram duas medidas menos valorizadas pelas empresas.
Quanto ao tempo que seria expectável as empresas permanecerem em atividade, numa situação de ausência de medidas adicionais de apoio à liquidez, 11% das empresas indicaram menos de um mês, 8% indicaram um período entre um mês e dois meses, 30% de três a seis meses e 51% das empresas um período superior a seis meses.
Relativamente à evolução dos preços praticados pelas empresas, face a uma situação espectável sem pandemia, 4% indicaram que estes aumentaram muito, 5% que aumentaram pouco, 76% que os preços mantiveram-se, 5% que diminuíram pouco e 9% que diminuíram muito. Desde o início da pandemia (decretada a 11 de Março), 10% das empresas que responderam indicaram que o NPS diminuiu, 86% que manteve-se e 3% indicaram que aumentou o número de pessoas ao serviço.
Caso não tivessem recorrido à medida de Layoff simplificado, 69% das empresas respondentes indicaram que teria havido uma diminuição do NPS, 31% que não se teria alterado o NPS.
Quanto à escala da diminuição do NPS, para 18% das empresas respondentes que recorreram ao layoff simplificado esta teria sido inferior a 5%, 9% entre 5% e 10%, 9% entre 11% e 15%, 9% entre 16% e 20% e 55% mais de 20%.
Com as alterações anunciadas para a medida do layoff simplificado, 31% das empresas respondentes que recorreram ao layoff simplificado pretendem manter o recurso ao layoff simplificado ou recorrer ao apoio à retoma progressiva, 31% das empresas pretendem recorrer ao incentivo extraordinário à normalização da actividade na sequência do termo do layoff simplificado e 38% das empresas não estarão em layoff simplicado e não pretendem recorrer a nenhum dos apoios.
Até ao final do ano, 2% das empresas respondentes indicaram planear reduzir os postos de trabalho, 90% manter e 8% aumentar os postos de trabalho.
O SREA como autoridade estatística regional, e delegação do INE para as estatísticas de âmbito nacional, coordenou a recolha de informação na Região. Nesta edição do inquérito, as respostas às questões, relembrando o SREA que o inquérito na sua génese teve como objetivo apurar dados para o país, não estando desenhado para apuramentos ao nível de Região, sendo os resultados apresentados referentes apenas às respostas obtidas, sem qualquer extrapolação.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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