Obra vai custar 480 mil euros e começa no início do próximo ano

Centro Interpretativo da Agricultura Açoriana apresentado para valorizar os produtos regionais

Foi dado a conhecer o projecto do Centro interpretativo da Agricultura Açoriana que está orçado em 480 mil euros e cujo arranque está previsto para o início do próximo ano. Da responsabilidade do arquitecto Luís Almeida e Sousa, este centro foi desenhado com o intuito de manter a traça aproximada das moradias tradicionais da ilha e irá dispor de uma zona ampla para exposições e de uma sala de projecção de multimédia, entre outras valências. Este Centro Interpretativo da Agricultura Açoriana ficará localizado no recinto de Santana.
 Na cerimónia de apresentação, que teve lugar no parque exposições de São Miguel, o Presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro considerou que este projecto vai permitir dar a conhecer o trajecto feito por um sector que tem contribuído para a afirmação da Região no contexto nacional.
 “Este não é apenas, na ambição deste projeto, um espaço físico. O que aqui está em causa neste centro é bastante mais, na medida em que, através dele, será possível fazer o trajecto que a agricultura açoriana percorreu até aos dias de hoje”, afirmou.
Depois de felicitar a Associação Agrícola de São Miguel pela iniciativa de criar este centro, o Presidente do Governo considerou que o sector agrícola tem sabido, ao longo dos tempos, “modernizar-se, adaptar-se e manter-se na linha da frente do contributo que dá para a criação de riqueza, mas também para a afirmação da Região no contexto nacional e internacional”.
“Somos uma Região que, com cerca de 2,3 por cento do território nacional, produz mais de 35 por cento do leite que todo o país produz, cerca de 50 por cento de todo o queijo que o país produz, cerca de 20 por cento da carne que todo o país produz”, destacou Vasco Cordeiro, que associou a criação deste centro à valorização dos produtos agrícolas regionais.
 “Por detrás do leite, do queijo, da manteiga e de todos os outros produtos relacionados com a agricultura, há uma história feita de homens e mulheres que, ao longo do tempo, labutaram para fazer triunfar a sua vida, mas também para fazer triunfar este setor e a nossa Região”, sublinhou o Presidente do Governo, para quem este projecto é também uma forma de homenagear “todos aqueles que nos permitiram chegar até aqui”.
 Na cerimónia, o Presidente da Associação Agrícola de São Miguel, Jorge Rita, começou por destacar o papel que este Centro Interpretativo terá na valorização dos produtos da Região Autónoma dos Açores.
“Este espaço vai claramente de encontro às nossas pretensões. Se não existir uma valorização da história, não há produto na Região Autónoma dos Açores que não tenha dificuldade em se projectar para o futuro”, afirmou.
Jorge Rita explicou também o principal objectivo subjacente à criação deste novo espaço.
“Iremos divulgar e transmitir informação sobre a agricultura de uma forma transversal. O leite, a carne, as produções tradicionais e antigas e mesmo algumas que hoje já não existem mas que iremos manter a memória dessas mesmas produções. É este o objectivo claro deste espaço”, salienta.
O Presidente da Associação Agrícola da Ilha de São Miguel considera que este investimento constitui-se como uma clara aposta para o futuro, afirmando ainda, acreditar que o sector do turismo, fundamental para a valorização de uma estrutura deste tipo, irá retomar à normalidade.
“Pensamos que apesar do turismo hoje estar a passar por dificuldade devido à Covid, todos temos consciência de que irá ter a sua retoma tranquila e segura nos próximos anos. Nesse sentido há que preparar os próximos anos com novidades que para nós possamos ser interessantes esse nível”, destacou.
Para Jorge Rita, o objectivo fundamental deste e doutros projectos, como a Fábrica de Cerveja Artesanal e a loja de produtos tradicionais, que a Associação Agrícola implementa, têm como foco principal a valorização de toda a economia regional.
“Nós pretendemos que este projecto traga retorno para a economia da região e tudo o que se fizer em prol da economia da região tem sempre retorno para associação, para a cooperativa e para os agricultores. Nada melhor do que juntar as sinergias aqui presentes para que este espaço seja potenciado pela via da excelência”, realçou.
Jorge Rita fez também questão de reforçar aquele que será o caminho mais correcto para que a economia açoriana alcance o sucesso
“O caminho da Região é só um e está traçado: Produzir, transformar e comercializar excelência. Qualidade e diversificação, ao invés de quantidade, serão sempre o nosso forte e isto aplica-se a todos os sectores de actividade”, afirma
Jorge Rita destacou ainda que este Centro Interpretativo, projecto apoiado pelo Governo Regional, levará, em contraciclo económico, à criação de novo emprego.
“Este espaço irá criar 6 a 10 postos de trabalho. É fundamental destacar, numa altura de crise e em que só se fala de desemprego, que nós vamos aumentar o emprego aqui na instituição”, realça.

 

Luís Lobão

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Autor: CA

Categorias: Regional

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