Roberto Andrade, líder da comissão administrativa

“Sou candidato à presidência do Sport Clube Praiense”

Já pode confirmar se é ou não candidato à presidência do Sport Clube Praiense, no acto eleitoral agendado para o próximo dia 18 de agosto?
“Resolvidas algumas questões que considerava fundamentais, posso dizer que, salvo algum volte face de última hora, sou candidato à presidência do Praiense. É um cenário que sempre deixei em aberto, embora mediante determinadas condições”.

Quais são as razões que o levam a assumir este projecto?
“As mesmas que me levaram a integrar a comissão administrativa, ou seja, contribuir para elevar o bom do Praiense, tanto dentro como fora das quatro linhas. Estamos a falar de um clube que é uma referência no contexto do desporto regional e que merece estar nos principais palcos.
A comissão administrativa que presentemente gere a coletividade tem dado o melhor de si em prol do Praiense, ultrapassando imensos obstáculos, denotando, para o efeito, uma grande capacidade de trabalho, diálogo e compreensão. Em todas as circunstâncias colocámos acima de tudo os legítimos interesses do Praiense e é assim que continuaremos a agir, caso sejamos eleitos, atendendo a que não podemos excluir a possibilidade de surgirem outras listas”.
No que diz respeito à equipa de futebol, teremos um Praiense capaz de lutar pela subida de divisão?
“Para já, é preciso entender o que vai acontecer com os processos em curso. Aguardamos com serenidade o parecer do TAD - Tribunal Arbitral do Desporto e, conforme referi em ocasiões anteriores, respeitaremos as decisões emanadas das entidades competentes. Há vários cenários em cima da mesa e, neste contexto, diria que está tudo em aberto.
Porém, em termos imediatos, o Praiense está a apontar baterias para o Campeonato de Portugal, embora não perdendo de vista a possibilidade de subir à Segunda Liga. Digamos que, em certa medida, estamos a trabalhar em dois tabuleiros. Há ainda lugares em aberto no plantel que serão preenchidos de acordo com o quadro competitivo em que ficarmos inseridos.
Caso fique, na realidade, inserido no Campeonato de Portugal, aquilo que posso assegurar a todos os praienses é que teremos um plantel competitivo, capaz de dignificar os pergaminhos do clube. Queremos lutar pelos três pontos em todos os jogos, embora respeitando os adversários. Seremos ambiciosos, mas a questão da candidatura à subida parece-nos algo prematura, até porque não conhecemos a real valia da concorrência.
O importante é pensar jogo a jogo, dando sempre o máximo todos os dias. As contas, como se costuma dizer, fazem-se no fim. Ninguém se pode esquecer que o Praiense está a formar um plantel de raiz, ou seja, não existe uma base de sustentabilidade que integre os novos atletas”.

Ainda assim, é um homem confiante de que é possível levar este barco a bom porto?
“Se não fosse uma pessoa confiante, jamais teria abraçado o projeto do Praiense. Tenho imensa confiança na equipa técnica, atletas, departamento médico, staff de apoio e restantes elementos que vão fazer parte da minha lista.
Por outro lado, conto com o apoio incondicional das forças vivas do concelho e dos apaniguados do Praiense. Se remarmos todos para o mesmo lado e denotarmos o sentido de responsabilidade que se exige, o futuro do Praiense será, com certeza, risonho”.

Composição da SAD

Entretanto, a empresa Galácticaviva Gestão de Carreiras Desportivas e Eventos, Unipessoal Lda., com sede na Póvoa de Varzim, é a nova acionista maioritária da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) do Praiense, uma vez que adquiriu os 70 por cento das acções que estavam na posse do espanhol Luís Oliver. O clube mantém os restantes 30 por cento.
A assinatura do contrato de compra e venda de acções relativamente à SAD foi efectuada no dia 30 de Julho, o que significa que Luís Oliver deixou de ter qualquer ligação com o emblema encarnado. 

DI/CA

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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