A Terceira deverá dispor de uma nova fábrica de laticínios no final de 2021, com capacidade para laborar cerca de 70 milhões de litros de leite por ano, tal com o DI já havia noticiado.
De acordo com fontes contactadas pelo DI, o investimento da nova fábrica, que será construída em terrenos da Zona Industrial de Angra do Heroísmo, na Achada, será totalmente assegurado por capitais terceirenses de empresários ligados aos setores das rações e da produção agrícola.
A nova unidade fabril vai assegurar a transformação dos excedentes de leite produzidos na Terceira e deverá contribuir com cerca de cinco milhões de euros para a economia da ilha.
A laboração do leite na nova unidade destina-se à criação de produtos láteos destinados, sobretudo, ao mercado da exportação (continente e estrangeiro).
DI apurou, também, que trata-se de um investimento totalmente assegurado por capitais privados, não estando prevista a participação das associações representativas da lavoura da Terceira que chegaram a avançar com projeto para a construção de uma nova fábrica de laticínios, mas que não avançou por não terem sido garantidos os fundos da União Europeia para o financiamento do projeto.
A concretização do projeto de uma nova fábrica de laticínios da Terceira surge numa altura em que sobe de tom a contestação da lavoura às limitações à produção de leite por parte da Unicol/Pronicol que asseguram a laboração da quase totalidade do leite produzido na ilha.
A lavoura da Terceira produziu 154 milhões de litros de leite em 2019. Em maio deste ano, a Unicol decidiu aplicar uma penalização de 15 cêntimos ao preço do leite os produtores que excedam a sua quota.