Os ex-trabalhadores da COFACO do Pico, reunidos em Plenário, no Salão Nobre da Câmara Municipal da Madalena, do Pico decidiram enviar um abaixo-assinado ao Governo da República, para exigir o cumprimento urgente do artigo 55.º do Orçamento do Estado para 2020 e da Resolução da Assembleia da República n.º 242/2018, de 8 de Agosto, de apoio social aos trabalhadores da COFACO do Pico, que facilita o acesso, majoração de valor e prolongamento da duração de apoios sociais aos trabalhadores da fábrica COFACO do Pico, na Região Autónoma dos Açores, que se encontrem em situação de desemprego.
De acordo com informação disponibilizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Alimentação, Bebidas e Similares, Comércio, Escritórios e Serviços, Hotelaria e Turismo dos Açores, a aprovação destas medidas foi motivada pela preocupação suscitada com as consequências sociais do encerramento, na ilha do Pico, da empresa conserveira detentora da marca Bom Petisco.
O Presidente do Sindicato, Vítor Silva, refere que estas medidas devem ser aplicadas até ao final do mês e com atribuição dos respetivos retroativos ao mês em que os trabalhadores deixaram de auferir o subsídio de desemprego.
Os ex-trabalhadores da COFACO do Pico e as suas famílias, segundo o sindicato avançou à imprensa, “estão a passar por momentos difíceis, porque para além de estarem desempregados, uma parte significativa já perdeu ou vai perder o subsídio de desemprego nos próximos meses. Dos trabalhadores que perderam o subsídio de desemprego, alguns ficaram sem qualquer rendimento, porque não tiveram direito ao subsídio social de desemprego subsequente”.
Vítor Silva que assina o documento, diz que tendo em conta a situação, foi também decidido enviar uma cópia do dossier, para o Presidente do Governo Regional dos Açores, para que este possa interceder junto da Governo da República, solicitando o urgente cumprimento do artigo 55 do Orçamento de Estado para 2020 e da Resolução da Assembleia da República n.º 242/2018, de 8 de Agosto.
Para os ex-trabalhadores e para os picoenses em geral é essencial a majoração dos apoios sociais para os trabalhadores, para as suas famílias e para a economia da Ilha, possibilitando assim que não haja uma perda muito significativa do poder de compra e permitindo que o tecido empresarial tenha mais tempo e espaço para se adaptar e ultrapassar a situação, conforme remata Vítor Silva.
N.C.