Projecto tem um custo aproximado de um milhão de euros

Ciclovia da Lagoa já tem ponte pedonal e vai estar concluída em Setembro

A construção da ciclovia na cidade da Lagoa, que ligará a Atalhada ao Portinho de São Pedro, estará concluída no próximo mês de Setembro. A garantia foi dada pelo vereador da Câmara Municipal, Nélson Santos.  
“O prazo inicial de entrega da obra era agora em Agosto. Estamos com sensivelmente 1 mês a um 1 mês e meio de atraso. Os 3 meses de pandemia resultam num mês de atraso para a conclusão da obra”, salientou.
O vereador que tem como competências no executivo as áreas do Ambiente e das Zonas Balneares e Orla Costeira referiu que, mesmo durante a Pandemia de Covid-19, as obras continuaram, admitindo no entanto que existiram ligeiros atrasos devido às limitações impostas à circulação aérea na região
“A obra em si nunca parou, mesmo durante a Pandemia. Obviamente que não teve o mesmo ritmo por várias circunstâncias e uma delas tem a ver com o facto de alguns trabalhos precisarem da vinda do exterior de equipas especializadas, nomeadamente para o passadiço e para a aplicação o pavimento. Mas elas sempre decorreram e continuam a decorrer”, destacou.
Nélson Santos acrescentou que aquando da inauguração ficarão a faltar alguns detalhes de pormenor como por exemplo a plantação das espécies vegetais, explicando a razão pela qual foi tomada essa opção.
“Durante a pandemia esta foi uma operação que não se conseguiu realizar e agora entramos no período de verão que não é a época propícia para estas espécies sobreviverem. Por isso adiamos a sua plantação para Outubro ou Novembro”, esclareceu.  
O Vereador da autarquia da Lagoa, questionado sobre possíveis problemas causados à obra devido a problemas ambientais, foi claro na resposta.
“Nenhum problema, antes pelo contrário. Esta é uma obra financiada e só por esse facto a Direção Regional do Ambiente emite um parecer sobre a mesma. Isto no que diz respeito ao processo de financiamento europeu, depois toda a sua intervenção tem uma licença da Direcção Regional dos Assuntos do Mar que consulta a Direcção Regional do Ambiente. Não houve nenhum entrave da parte da parte das autoridades ambientais à execução desta obra, antes pelo contrário”, afirmou.
Ainda na vertente ambiental e após uma polémica que ocorreu entre a Câmara Municipal e a Associação Amigos do Calhau, de que o Correio dos Açores deu nota em Junho passado, Nélson Santos refere que a Associação “pretendia que a fase final do passadiço na zona do cruzeiro fosse um caminho de pé posto e não a continuação da ciclovia. Para nós isso não faria qualquer tipo de sentido, passarmos de uma ciclovia de 3 metros para caminho de pé posto que era aquilo que existia e que ninguém usava”. O autarca explica também que essa questão “não foi colocada no devido tempo”, pela referida Associação, nomeadamente aquando da discussão pública do projecto e que actualmente, esse problema já se encontra esclarecido.
Num investimento orçado em cerca de 1 milhão de euros e que teve o seu início em Outubro do ano passado, o vereador revela que “esta foi uma obra bem planeada e entre aquilo que foram alguns trabalhos a mais e alguns trabalhos a menos, estamos com um desvio de aproximadamente 10 mil euros de trabalhos a mais o que me parece ser insignificante para a dimensão da obra”. Nélson Santos justifica que esse valor foi aplicado para impedir que as viaturas automóveis possam aceder à ciclovia.
“Estamos a falar da necessidade de, durante a execução da obra, fazer algum tipo de melhorias, principalmente ao nível de muros e vedações. Havia algumas zonas que iriam ficar completamente abertas, com um acesso muito facilitado por parte de veículos ao trajecto da ciclovia. A ciclovia e o seu pavimento não podem comportar cargas pesadas”, afirmou.
O vereador da autarquia lagoense esclareceu ainda que continua a não ser possível a construção de novas habitações na zona marginal a esta ciclovia, tal como está determinado no actual Plano de Director Municipal (PDM).
“Isto não é uma via de comunicação é uma ciclovia e isto não dá passagem ou ligação com o domínio publico. Todos os edifícios ou propriedades que estão ou que passam agora a ser atravessados ou marginalizados, pela ciclovia, se não era possível construir antes vai continuar a não ser possível construir agora”, explicou.
Nélson Santos confessa no entanto que o PDM vai ser alterado, algo que já estava a ser implementado e que nada tem a ver com este projecto.
“A alteração de PDM é algo que estamos neste momento a trabalhar mas que não se liga directamente com a ciclovia. Como já referi, a ciclovia não impede determinadas propriedades da capacidade de poderem ter construção. Todas as limitações do domínio público marítimo que existiam vão continuar a existir. Não é a ciclovia que vai mudar isso”, afirmou.
Para o autarca o mais importante não é valorização que beneficiará os proprietários de terrenos na zona marginal da ciclovia mas sim as vantagens que trará para o Concelho e para os seus moradores.
“É lógico que essas propriedades ficam valorizadas, tal como fica valorizado o próprio concelho. Não é uma valorização individual é uma valorização colectiva”, salientou.
Sobre a importância desta obra para a Cidade da Lagoa, Nélson Santos não tem dúvidas em destacar que a mesma se constitui como “uma viragem para o mar”.
“Efectivamente é a nossa obra emblemática de viragem para o mar e projecta muito daquilo que é uma ligação que não tinha. Eu não estou a dizer que é a única estrutura virada para o mar e há muito tempo que há outras intenções em conjunto com o Governo Regional”, afirmou.     

Luís Lobão

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Autor: CA

Categorias: Regional

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