20 de agosto de 2020

Nótulas de Verão

 1.  Parece ter havido um milagre na baixa do desemprego dos Açores , quem o afirmou foi o conceituado Catedrático da Universidade dos Açores e presidente da Câmara do Comércio e Indústria de São Miguel e Santa Maria, Mário Fortuna. É que o milagre terá  mesmo acontecido pois que a “ população ativa perdeu 7 mil pessoas “ ! Já se vê que relativamente ao Emprego nos Açores há quase sempre uma guerrinha de números entre entidades, instituições e sindicatos e ninguém se entende, porque nada bate certo a não ser os programas que o governo vai criando pela mão do vice Serginho e que arruma com muitos indicadores que se estudam nos bancos da Universidade !

2. Uma ‘boa notícia ‘  a juntar-se a outras que passam despercebidas : fechou a Comissão da Dissuasão da Toxicodependência , responsável pelo acompanhamento de 400 consumidores de estupefacientes identificados em operações da PSP. Suzete Frias desculpa-se que aquela Comissão fechou por falta de pessoal administrativo e técnico e que a situação é temporária.  Realmente devem existir situações sociais mais graves e com maior prioridade, como por exemplo a entrega de casas e a concessão sistemática de subsídios e até o pagamento de viagens e refeições! Certamente não conhecem a cidade e muito menos algumas zonas e ruas mesmo nas barbas de todos , onde durante  todo o santo dia e pela madrugada se consome e se trafica em correrias loucas ! É fácil fechar por fechar  com fraca argumentação deixando ao deus-dará pobres doentes dependentes, cujo vício infelizmente lhes tomou conta da vida!

3.  Anda a simpática Secretária Andreia Cardoso numa roda viva nesta época pré eleitoral. Ora entrega casas, ora coloca primeiras pedras, ora assina a concessão de subsídios para obras como foi o caso do Lar da Santa Casa da Misericórdia de Angra que muito agradecida ficou, ora está na Maia a distribuir benesses para acudir à pobreza! E já foi noticiado que é em Setembro, um mês antes das eleições, que vão ser concedidos os primeiros apoios aos Cuidadores Informais, uma boa iniciativa que se regista com agrado, se não for enriçada  num processo burocrático de tal maneira exigente que muitos provavelmente irão perder a vontade de concorrer , como tem acontecido em muitos outros casos e em áreas  muito diversas. Nada se aligeira nesta santa terra no pressuposto que a desconfiança baila  no ar  , nem que seja para satisfazer uma refeição ou para ceder duas peças de roupa , e vão logo para o terreno as técnicas cansadas de estar sentadas numa secretária, agora com máscara, para conhecerem no terreno a vida toda, sem falhas de papéis, dos pobres utentes com visível necessidade! 
  Às Instituições da Região faltam apoios concretos, de forma prática, no terreno, sim, ali mesmo onde gemem os utentes e outros tristes choram, principalmente nos Lares, com menos subsídios e mais técnicos abalizados para a pedagogia e verificação de evidências, de procedimentos, de posturas, de atitudes e comportamentos , elevando-se o grau de humanismo e humanitude , e de competências de funcionalidade , porque as Inspeções andam desaparecidas, se calhar com medo da COVID, cansadas de relatórios e burocracias e de conjecturas sociais. O que vale é que  na sua ação não se vislumbram mais-valias para as Instituições nem para os utentes.

                 
                Espigão, Nordestinho, 
                 Agosto de 2020

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Categorias: Opinião

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