29 de agosto de 2020

A guerra de fundo


                                             


 
Neste momento, a par da guerra contra o inimigo invisível, EXISTE, como conseqüência, a guerra dos fundos europeus.
Segundo li e ouvi, o Conselho Europeu chegou finalmente a acordo acerca do pacote financeiro indispensável  para o retomar da economia europeia .
No total vão ser atribuídos 1,82 biliões de euros e deste bolo vai caber a Portugal 45 milhões de euros, distribuídos pelos próximos sete anos, e dessa quantia que coube a Portugal, 15,3 milhões de euros serão em transferências a fundo perdido, e 29,8 mil milhões serão atribuídos em subsídios do orçamento da União Europeia a longo prazo(2021-2027.)
Tudo isto foi aprovado com o acordo dos 27 países que compõem a União Europeia e é de salientar que a resposta da União Europeia à crise gerada pela pandemia da Covid-19, é superior à dos Estados Unidos e da China
A má noticia, segundo a afirmação de Ursula Van der Layen, é que se vão verificar cortes no funcionamento dos programas europeus de saúde: Mas que triste paradoxo este, a saúde que está na origem da crise que dá origem ao plano de recuperação económica vai ser a menos financiada, de acordo com o Plano de Recuperação económica, QUE TEM COMO ORIGEM A DOENÇA.
Assim sendo, o valor que Portugal vai receber representa um aumento de 37 POR CENTO face ao quadro plurianual de 2014-2020; ora como este quadro plurianual não está incluído no Fundo de Recuperação devido à pandemia, Portugal, que dispunha de 32,7 mil milhões de euros, agora, com o Fundo de Recuperação, vai receber os 32,7 mil milhões do quadro plurianual, mais 37 por cento dos 32,7 mil milhões; ou seja, vão chegar aos cofres da Nação todos os dias cerca de 18 milhões de euros.
A única condição imposta a Portugal para beneficiar disso tudo é que que apresente um Plano de Recuperação que chegue a Bruxelas até ao mês de Outubro.
Aqui chegados, urge colocar as seguintes questões:
Quem vai controlar a aplicação dessas verbas?
Quais os critérios que vão ser seguidos na aplicação dessas verbas?
Que os euro cépticos reflitam um pouco com consciência e depois falem.
Se Portugal não tem aderido à então Comunidade Económica Europeia, seria hoje uma espécie de Cuba sem Fidel Castro, ou uma ditadura sem Salazar.
Defendo que a aplicação desse fundos deve ser feita sob supervisão europeia.
A prioridade das prioridades em Portugal, como a recente pandemia demonstrou, à saciedade é um investimento a sério no Serviço Nacional de Saúde.
Já ouvi doutos comentadores de quadrantes políticos e ideológicos diversos dizerem que Portugal poderia ser uma espécie de fábrica da Europa, apto para transferências de tecnologia e a ajudar empresas rentáveis.
Quem é que avalia se a empresa A é mais rentável do que a empresa B?
Nada disso.
A única forma de salvar as empresas é  libertá-las da carga fiscal que o Estado lhes impõe, asfixiando-as.
Portanto se o Estado não emagrece as empresas, não engordam; O nosso Estado está muito gordo e não vai querer emagrecer, porque isso implica comer menos aos cidadãos e ás empresas.
Comer menos, trabalhar melhor, brio naquilo que se faz e não para garantir o ordenado no fim do mês ou votos nas eleições.
A gente é posta neste mundo para ganhar votos ou para tornar a vida menos dura uns aos outros?
Se a política, e como disse Maquiavel, se não tem piedade, se a compaixão é uma mera figura de retórica, então o que é que andamos aqui a fazer?
Só se for esperar pela morte.
Ser pobre não é razão para as pessoas estarem à espera de consultas e cirurgias anos. Cuba é mais pobre do que Portugal, mas tem boa saúde, um melhor sistema de Saúde do que o nosso.
A vida não é fácil, nunca vai estar tudo na perfeição, mas se a gente só olha para o nosso umbigo e não ajuda quando pode, então a vida vale muito pouco.
Os indivíduos não existem para servir o Estado, o Estado e que existe para servir os cidadãos.
 

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Categorias: Opinião

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