Proposto à Comissão Europeia aumento das quotas de pesca do goraz e atuns voador e rabilho

 O Governo dos Açores, através das secretarias regionais do Mar, Ciência e Tecnologia e das Relações Externas, no âmbito de um processo de consulta pública da Comissão Europeia sobre possibilidades de pesca para 2021, propõe aumentar, em 5%, as possibilidades de captura de goraz (Pagellus bogaraveo).
 Neste sentido, são apontadas as várias medidas de gestão implementadas, entre as quais o aumento do tamanho mínimo de captura para o goraz, bem como o sistema de gestão de capturas desta espécie, baseado na distribuição das possibilidades de pesca por cada ilha do arquipélago e por embarcação.
 No documento enviado, salienta-se que as medidas implementadas e o modelo de gestão adoptado permitiram que, “nos últimos anos, o preço médio desta espécie tenha sofrido um aumento significativo, minimizando o impacto da redução do total admissível de captura (TAC) estabelecido na última década, que passou de 1.136 toneladas, em 2010, para 543 toneladas, em 2020”.
 O goraz representou, dentro das espécies demersais e de profundidade, no período compreendido entre 2015 e 2019, em média, cerca de 18% (526 toneladas) do total das capturas em peso e 37% (6,5 milhões de euros) do valor das descargas efectuadas nas lotas da Região.
 É também proposto um aumento de 10% ao limite de capturas actual dos imperadores (Beryx spp.), que “fazem parte das oito espécies mais importantes capturadas nos Açores e que representam cerca de 74% do total das descargas de espécies demersais e de profundidade”. 
“Os Açores dispõem da possibilidade de gestão de 85% da quota de imperadores, o que veio permitir ao Governo Regional a adopção de várias medidas que vieram possibilitar uma melhor gestão das capturas, conduzindo a um maior rendimento e a uma maior equidade na distribuição das capturas pelas embarcações da frota regional”, refere o documento enviado.
 No que respeita à captura de tunídeos, o Executivo açoriano reitera a discriminação positiva da pescaria por salto-e-vara, a manutenção da quota estabelecida para o patudo (Thunnus obesus), defendendo ainda que não sejam fixados máximos de captura para o bonito (Katsuwonus pelamis).
 É ainda proposto o aumento da quota estabelecida para o atum-voador (Thunnus alalunga) e para o atum-rabilho (Thunnus thynnus), “garantindo uma discriminação positiva para a pescaria artesanal de salto-e-vara”.
 No documento remetido à Comissão Europeia, é ainda proposta a manutenção do TAC para o chicharro (Trachurus picturatus), “conciliando os aspectos biológicos e socioeconómicos” desta pescaria.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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