Santa Catarina lança a primeira conserva de atum maturado em Portugal e com técnicas ancestrais

As Conservas Santa Catarina apresentaram a nova marca Mestre Saúl, a primeira conserva premium portuguesa de atum maturado, criada em homenagem a Mestre Saúl Casimiro, homem de grande saber na arte das conservas, cujo contributo foi determinante para Santa Catarina na elaboração de um produto único.
Segundo informação da empresa, Mestre Saúl é a primeira marca portuguesa que entra no segmento das conservas de atum maturado, uma nova tendência da produção conserveira e que vem dar resposta aos consumidores mais exigentes, que procuram produtos seleccionados e exclusivos para uma experiência de degustação diferente. De acordo com informação disponibilizada pela empresa em comunicado, para a elaboração das conservas Mestre Saúl, o filete de atum seleccionado é “sabiamente” manipulado, de acordo com as técnicas ancestrais de curar o peixe em conserva e mantém-se em maturação mais de um ano em lata até estar pronto para ser consumido. O processo de maturação serve para agregar sabor sem intervir no ingrediente principal, ou seja, o atum. Este transforma-se com o tempo, as fibras ficam mais macias e o sabor mais suave e delicado. O atum maturado é degustado e apreciado no melhor estádio de conservação, sendo uma celebração do melhor atum dos Açores, fazendo jus ao mote da Mestre Saúl, “As coisas boas fazem-se esperar”.
A nova marca foi apresentada numa cerimónia realizada no supermercado do El Corte Inglês, em Lisboa, que contou com a presença do Ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, do Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Gui Menezes, do Presidente da Conserveira Santa Catarina, Rogério Veiros, do Director-geral do El Corte Inglés, Enrique Hidalgo e do Presidente da ANICP - Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe, José Maria Freitas.
Esta é uma nova linha de conservas gourmet da Santa Catarina, que decorreu no âmbito da campanha ‘Vamos conservar o que é nosso’, lançada pela Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe (ANICP).
Para apoiar o lançamento da campanha e para promover a marca e o produto, haverá um espaço promocional exclusivo Mestre Saúl nos supermercados do El Corte Inglés.
Na cerimónia, em Lisboa, o Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou, em Lisboa, que a fábrica Santa Catarina, na ilha de São Jorge, é “mais um exemplo do sucesso da aposta e da confiança que o Governo Regional sempre depositou na indústria conserveira e no saber fazer conservas nos Açores”.
“Este é um dia simbólico para o percurso que a Santa Catarina tem vindo a fazer e quer continuar a fazer, nomeadamente a cuidar do património dos Açores, a zelar pela exploração sustentável de recursos e a acrescentar valor”, disse o Secretário Regional.
Gui Menezes afirmou que, “apesar das dificuldades, a Santa Catarina é uma das empresas conserveiras que mais tem inovado nos Açores e tem mantido a qualidade e a tradição da nossa conserva”.
Neste sentido, frisou “o trabalho inexcedível de recuperação desta empresa” por parte dos seus trabalhadores e da administração.
Gui Menezes referiu que o Governo dos Açores adquiriu a Santa Catarina, que está a celebrar 25 anos, e que “nunca deixou cair” esta conserveira, acrescentando que o Executivo “está e estará sempre comprometido nesta aposta”, destacando a importância da indústria conserveira na Região, onde existem actualmente quatro fábricas, referindo que “gera, em média, cerca de 60 milhões de euros anuais e é responsável por mais de 700 postos de trabalho”.
Mais, referiu ainda o governante que este será “um ano recorde para a indústria conserveira” devido à situação de pandemia causada pela Covid-19, que fez aumentar o consumo de conservas, salientando “a sustentabilidade da pesca do atum” na Região, referindo que, desde 1998, esta pescaria tem “acompanhamento científico”, através do Programa de Observação para as Pescas dos Açores (POPA).
Este programa é “responsável pela certificação das conservas açorianas e da pesca de salto e vara nos Açores com os selos Dolphin Safe e Friend of the Sea”, disse, sublinhando que a pesca de salto e vara “é, talvez, a pesca mais sustentável do mundo e que menos impacto tem no ambiente”.
O titular da pasta das Pescas lembrou que, “mais recentemente, também com o trabalho da fábrica Santa Catarina, da Associação de Produtores de Atum dos Açores (APASA) e do Governo Regional, “o atum dos Açores conseguiu a certificação Naturland”. Trata-se de uma entidade alemã que defende práticas sustentáveis e é responsável pela certificação de produtos comercializados em mercados de alto valor.
“Esta é a imagem que queremos passar dos Açores e é uma imagem real”, assegurou Gui Menezes.
O Secretário Regional disse ainda que, “há a necessidade – e o Governo Regional tem feito essa pressão – de haver uma discriminação positiva em relação aos Açores no que respeita às quotas de pesca que vão ser discutidas em breve” em Bruxelas.
“Na realidade, considerando o [baixo] volume de capturas que fazemos e a forma como pescamos, penso que a União Europeia deve caminhar para privilegiar este tipo de práticas, a que hoje em dia os consumidores também dão importância, e que são fundamentais em termos de conservação dos oceanos”, frisou.
Neste sentido, referiu, segundo nota do GaCS, que o Governo dos Açores tem defendido a “diminuição” de dispositivos agregadores de peixe (FAD), usados na pesca do atum por cerco, e que “fazem alguma mossa nos recursos piscícolas”. Mais. “Os Açores estão no limite de distribuição de muitas das espécies de atum e pensamos que esses dispositivos prejudicam a migração dos atuns, afectando as nossas capturas”, disse.
Gui Menezes lembrou ainda que, em 2017, o Governo Regional organizou, na Horta, a Conferência Internacional sobre Pesca de Atum com Salto e Vara, “para valorizar este tipo de pescaria mais tradicional e sustentável, que tem influência na qualidade do atum e, consequentemente, no preço de primeira venda”.
 O governante adiantou que “um dos grandes projectos” do Executivo açoriano, que devido à Covid-19 sofreu atrasos na sua implementação, é a aposta na comercialização do atum fresco. “O atum dos Açores tem excelente qualidade, nomeadamente o patudo e o voador, e é preciso valorizar estas espécies que são capturadas com salto e vara”, afirmou Gui Menezes, citado pelo GaCS.                                                                                      

N.C.

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Autor: CA

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