16 de setembro de 2020

Ao Estado a Que Chegamos

Como se pode constatar pela foto, tive eu, como proprietário, a expensas minhas, no dia três do corrente mês, de pagar quatro homens para limpar e, consequentemente, por transitável o Caminho do Tabuleiro, cuja manutenção julgo ser da responsabilidade da junta de freguesia de Ribeira das Tainhas, do concelho de Vila Franca do Campo. 
Afirmo que foram em vão as várias tentativas para que o IROA, (Instituto Regional de Ordenamento Agrário) pusesse mão e, garantisse assim o acesso aos proprietários que ali têm os seus terrenos e que, obviamente pagam IMI, para além de outros impostos, que deveriam ser, em parte, usados para estes fins. Até à data nem uma resposta, nem uma reacção,à carta que lhes enviei.
De referir que ali tenho “tão-somente” a maior produção de inhames deste concelho.
   É sem dúvida, no mínimo, uma falta de sensibilidade, de responsabilidade e um desinteresse enorme, por parte dos responsáveis, para um sector já de si bastante fragilizado, a agricultura. 
Provavelmente para estes Senhores o melhor seria importarmos em vez de produzirmos.
   Com “incentivos” destes vale a pena a dedicação, e este amor à agricultura, que me leva a ter a meu cargo alguns homens que têm mulher e filhos para sustentar?...
É este o estado a que chegamos! 
  

 Eduíno Manuel Simas Couto

Print
Autor: CA

Categorias: Opinião

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima