Venda de cimento na Região aumenta há quatro meses mesmo com a pandemia

O sector da construção civil foi dos que nunca parou durante a pandemia e mesmo durante o confinamento as obras que estavam programadas continuaram a bom ritmo. A prova disso é a venda de cimento que, mesmo num ano atípico, continuou a fazer-se e que até aumentou, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
De acordo com o Serviço Regional de Estatística (SREA), entre Janeiro e Agosto foram vendidas 81.525 toneladas de cimento nos Açores. No mesmo período do ano passado tinham sido vendidas 77.711 toneladas. 
A venda de cimento local foi a que revelou um aumento relativamente ao ano anterior, tendo sido comercializadas 72.557 toneladas em 2020 (enquanto em 2019 a comercialização de cimento local foi de 65.963 toneladas). Já a venda de cimento importado do continente registou decréscimo, já que foram vendidas 8.968 toneladas nos primeiros meses de 2020, enquanto no ano passado tinham sido comercializadas 11.747 toneladas no mesmo período. 
Ao nível da produção de cimento, foram produzidas 80.637 toneladas este ano, das quais 72.434 toneladas de produção local. Em 2019 foram produzidos, no mesmo período homólogo, 75.857 toneladas nos Açores, sendo 64.052 localmente. Relativamente ao cimento importado do continente, em 220, foram apenas registadas 8.203 toneladas, sendo que nos meses de Maio a Agosto não houve qualquer importação de cimento do continente. 
Para a AICOPA - Associação de Industriais de Construção Civil dos Açores, estes números vêm confirmar que o sector da construção civil não parou e que tem por isso uma perspectiva optimista face ao futuro. O segundo semestre de 2020 afigura-se positivo para os empresários da construção civil, conforme adianta a Presidente da AICOPA, Alexandra Bragança, que apesar da “perspectiva optimista” faz questão de lembrar que as empreitadas de obras públicas “não têm merecido a regularidade e a constância que gostaríamos”. 
Por se tratar de “um trabalho que se concentra em picos”, bem visível agora em período antes de eleições, Alexandra Bragança diz ter “consciência que depois poderemos vir a ter problemas e, por isso, estamos expectantes”.
Sendo a construção civil um dos motores económicos da Região, que emprega mais de 8 mil trabalhadores, os empreiteiros têm vindo a deparar-se com problemas ao nível da mão-de-obra qualificada. Optimista mas expectante, Alexandra Bragança apenas espera que o problema de saúde pública que todo o mundo atravessa não atinja o sector, onde as empresas têm vindo a tomar as devidas cautelas. C.D.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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