17 de setembro de 2020

A talho de foice…

As 7 maravilhas do Homem

 O Homem, ser andante, pensante e sentimentalista, resultado de milhões de anos de evolução, de aprendizagem e de experiência acumulada, nem sempre foi aquilo que hoje conhecemos. Neste longo processo de amadurecimento, que faz dele um ser racional e emocional, sofreu por diversas vezes mutações, derrotas, dissabores, e vitórias, sem que se tenha apercebido do que se tratava, ou de que forma a interação com o outro teria influenciado a sua forma de ser e de estar no mundo, onde viver em comunidade é a única forma de sobreviver. Através da arte, da cultura e do pensamento, o Homem tomou consciência no seu íntimo que, determinados sentimos e atitudes na interação com os outros alteravam por completo o comportamento destes, aumentado a autoestima e o prazer de se sentir bem, descobrindo a sensação de o que é ser feliz. Em resultado desta análise, descobre a humildade, que reside na virtude dos Homens que não tentam se parecer superior às outras pessoas, porque reconhecem que esta atitude não o torna pequeno, mas sim nobre. Contudo, a humildade não deve ser confundida com falta de ambição, que, é o defeito daquele que não tem atitude para prosperar e se tornar em alguém melhor. Uma pessoa humilde e ambiciosa tem por desejo ser melhor amanhã do que o é hoje, sem necessariamente estar acima das outras pessoas. Pela generosidade, é-lhe concedido a capacidade de dividir o que possui com o próximo, sem que isto lhe traga redução de poder ou riqueza, tornando-se mais humano, sensível às dificuldades e valorizando o trabalho, e não se limita apenas aos bens materiais, como também em dividir o seu tempo ou conhecimento com alguém que dele precisa, ou até mesmo prestar um conselho ou ajudar uma instituição de caridade. Na aplicabilidade destas virtudes descobre a honestidade, e esta é a que o torna verdadeiro nas suas ações e atitudes e que jamais permitirá utilizara esperteza para obter vantagem sobre o próximo. Na conjugação destas regras de vida, verifica-se o incremento da fidelidade que, sendo um ato de se ser fidedigno a algo que se combinou com alguém, ou que pelo menos que atenda as expectativas culturais, mantem-se firme aos ideais de carácter. No decorrer do processo de criação do ser humano, ele descobre que na prosperidade, possui o potencial da ascensão intelectual, emocional e material, ou seja, consegue progressivamente aprender mais, tornar-se emocionalmente melhor e adquirir bens materiais. A maioria das pessoas nos seus relacionamentos não procuraram pessoas ricas financeiramente, mas é espectável que o parceiro demonstre potencial para crescer em todas as esferas da vida. Contudo a dignidade, é a virtude de agir corretamente de acordo com a justiça e os direitos humanos, respeitando todos os códigos de ética e cidadania, e acima de tudo, nunca ferindo a moral e os direitos das outras pessoas, sendo uma virtude cada vez mais rara na sociedade em que vivemos. Não menos importante, ou talvez a característica ou virtude que, completa o processo de criação e formação do indivíduo, tornando-o num verdadeiro Homem, é a lealdade. Representada pela capacidade de se ser dedicado a um compromisso com o próximo, porém é muitas vezes confundida com a fidelidade, apesar de serem muito parecidas, não são sinónimos. Fidelidade é cumprir o combinado, lealdade é estar ao lado o tempo todo, apoiando mesmo diante das adversidades.
As palavras podem ser compradas em qualquer livraria, nunca a tua atitude, e é ela que te torna diferente, melhor, menos arrogante, mais sensível e disponível. Através da evidência destes valores podemos construir um mundo melhor, educar corretamente os nossos filhos, aconselhar um amigo, partilhar da nossa sapiência. A prática efetiva destas virtudes, ou maravilhas do Homem, irão contribuir para sentirmos o sabor da felicidade, nem que seja por instantes, serão os melhores da nossa vida.
 

Print

Categorias: Opinião

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima