Luís Brum apresenta-se pela primeira vez no Arquipélago

Até 8 de Novembro, no Centro de Artes Arquipélago, na cidade da Ribeira Grande, estará patente a Mostra “Exercícios de Memória”, do artista açoriano Luís Brum, natural da ilha Terceira.
Esta mostra vem sendo preparada nos últimos quatro anos e, de acordo com o autor, este trabalho está entre a escultura e a instalação e tem o papel como matéria-prima, onde Luís Brum procurou encontrar a beleza, de uma forma diferente, em que se celebra o livro como objecto, matéria e monumento.
O autor ajuda o visitante com uma possível interpretação da sua obra, desafiando cada um para a intuição de olhar para um livro, como objecto e matéria, e desconstruí-lo e passá-lo de um objecto que tem um sentido prático e utilitário e tentar transformá-lo num objecto estético.
“Hoje em dia, o livro é um objecto que se encontra em tensão com as tecnologias e novos meios de comunicação e de formação, pelo que acaba por ser um objecto totémico, que tem valor para além do conteúdo em si, mas acaba por se tornar num monumento, um objecto de arte por si só.”
Luís Brum é licenciado em Arquitectura Paisagista, tendo exercido no atelier de arquitetura OPR, em Barcelona, até 2010, altura em que regressou a Portugal e trabalha temas de intervenção urbana e eco-sociologia. 
O autor desta mostra, através da arte urbana, liga a arte e a arquitectura, com projectos como ‘Chão de Gente’, de 2011, mas trabalha também em artes gráficas. 
O autor já expôs no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo e participou no festival Walk&Talk, tendo feito parte da equipa em 2016 e este é o seu primeiro trabalho de escultura que está patente desde o dia 4 de Setembro na Ribeira Grande.
Luís Brum manifesta o seu fascínio pelo papel que usou da sua colecção pessoal, mas também folhas que encontrou na antiga Base Militar das Lajes, na Terceira, de uma antiga escola preparatória, e que fazem parte de um conjunto de memórias de uma escola, pelo que ao usá-las está a salvá-las, pois tem uma história da origem delas e quais foram os momentos por que elas passaram, o que acaba por ser uma função de novas memórias.
Com esta exposição, o autor espera que as pessoas encontrem a valorização de uma nova matéria e que as desafie a olhar para objectos do quotidiano de uma forma mais sensível, mais atenta e que permita perceber que a nossa sociedade é feita de camadas, de repetições, ou seja encontrar a beleza de uma forma diferente num objecto.
Trata-se de uma exposição que merece ser visitada no Centro de Artes dos Açores Arquipélago, onde poderá, no Piso 1 – Loja, deixar-se levar pela oportunidade de se confrontar com uma série de exercícios sobre como é que se pode reinterpretar a memória de um livro. Uma Mostra a não perder.
        
       

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