Treze forças políticas apresentam-se nas urnas

Partidos vão ter mais de 1,2 milhões de euros para gastar na campanha eleitoral

São 13, as forças políticas que se apresentam nas urnas no próximo dia 25 de Outubro e que já apresentaram ao Tribunal Constitucional o que contam gastar durante a campanha eleitoral. Na página online do Tribunal Constitucional apenas não consta o orçamento previsto pelo Aliança, que concorre aos círculos eleitorais da Terceira e São Miguel. Na lista, agora divulgada pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, os orçamentos variam entre os zero euros, do Movimento Partido da Terra, e os 472 mil euros, do Partido Socialista. 
O Partido Socialista (PS) é o partido com o maior orçamento para gastar nesta campanha. São mais de 472.500 euros, provenientes da subvenção estatal (327.572,08 euros) na sua maioria, 120 mil euros de contribuição do partido e ainda 25 mil euros provenientes de angariações de fundos. A maior fatia do orçamento será gasta em propaganda, comunicação impressa e digital (170 mil euros), seguindo-se a rubrica comícios e espectáculos (100 mil euros) e em custos administrativos e operacionais (60 mil euros). Há ainda estruturas, cartazes e telas, que vão representar custos de 50 mil euros; brindes e outras ofertas (47.308 euros); e a concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado (45.263 euros). Relativamente à verba destinada a comícios em altura de pandemia, o director de campanha do PS, Francisco César, revela que esta rubrica “inclui as despesas com acções realizadas nos últimos meses, como foi o caso da iniciativa “Academia Geração” da Juventude Socialista e como é o caso de pequenos eventos que têm sido realizados. Com a situação de pandemia os custos aumentaram exponencialmente pois, seguindo o manual de boas práticas que criámos, temos de garantir, em qualquer evento, máscaras e desinfectante a acompanhar, para além dos meios telemáticos que é preciso disponibilizar para assegurar a participação das pessoas de forma não presencial”. Para além disso “a disposição de meios, por exemplo de caravanas ou de automóveis, mesmo os pessoais, devem ser contabilizados nesta rubrica”. O Partido Socialista informa ainda que comícios “da forma tradicional”, não irão ser feitos este ano, preferindo o partido ser “excessivo na prudência orçamental, do que negligente no seu cumprimento, daí os números que apresentamos à entidade das contas”.

PSD
O Partido Social Democrata (PSD) tem um orçamento de 350 mil euros para estas eleições. Sendo que 300 mil euros serão provenientes da subvenção estatal e os restantes 50 mil euros de contribuição do partido. Quanto a despesas, os Social-democratas prevêem gastar 100 mil euros em custos administrativos e operacionais e 80 mil euros na concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado. Seguem-se 70 mil euros destinados a brindes e outras ofertas, 60 mil euros destinados a propaganda e comunicação impressa e digital. O restante será dividido entre estruturas, cartazes e telas (35 mil euros) e comícios e espectáculos (5 mil euros). Embora fonte do partido garanta que não irão ser realizados comícios, esta verba será usada para a apresentação do programa eleitoral e possivelmente outro evento, sempre cumprindo as regras sanitárias exigidas pelas autoridades de saúde. 

CDS/PP
O CDS-PP apresenta-se às eleições de Outubro com um orçamento de 150 mil euros. A maior fatia do orçamento (80 mil euros) provém de contribuições do partido e 70 mil euros da subvenção estatal. A maior despesa apresentada prende-se com custos administrativos e operacionais – 40 mil euros -, seguindo-se 35.500 euros destinados a estruturas, cartazes e telas, e 35 mil euros destinados a propaganda, comunicação impressa e digital; repartindo-se o resto das verbas entre brindes e outras ofertas (15 mil euros), comícios e espectáculos (9.500 euros), concepção de campanha, agências de comunicação e estudos de mercado (5 mil euros) e outras despesas que implicarão gastos de 10 mil euros. 

BE
O Bloco de Esquerda (BE) apresentou ao Tribunal Constitucional um orçamento de 63.506 euros para as eleições de Outubro. O partido vai receber de subvenção estatal 53.360 euros, contribuindo o partido com 9.646 euros e 500 euros que chegam através de angariação de fundos. 
Com este orçamento, o Bloco de Esquerda prescindiu de gastar verbas na concepção da campanha e em brindes, sendo que serão os custos administrativos e operacionais que vão absorver a maior fatia das verbas disponíveis (28.686 euros). As estruturas, cartazes e telas terão custos de 13.l800 euros, a propaganda, comunicação impressa e digital custará 13.720 euros, restando 7.300 euros para comícios e espectáculos. Uma verba que foi contemplada antes de se saber o rumo que a pandemia ia tomar na Região e que, de acordo com fonte do partido, não significa que não possa efectivamente ser usada em eventos que cumpram todas as regras sanitárias em vigor na Região. 

PPM
Com um orçamento de 38 mil euros, o Partido Popular Monárquico (PPM) apresenta-se às eleições regionais de Outubro em todos os círculos eleitorais, concorrendo em coligação com o CDS-PP no Corvo com a iniciativa “Mais Corvo”. A maior parte destas verbas provém da subvenção estatal (228 mil euros), sendo o restante proveniente de contribuições do partido. A concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado (10 mil euros) e os gastos com estruturas, cartazes e telas (10 mil euros) serão os custos mais elevados do PPM. O partido destina ainda 7 mil euros a propaganda, comunicação impressa e digital; 6 mil euros para brindes e outras ofertas; 3 mil euros para os custos administrativos e operacionais da campanha e 2 mil euros para comícios e espectáculos.

CDU
A CDU – Coligação Democrática Unitária tem uma verba de 60 mil euros destinada à campanha para as próximas eleições regionais. 50 mil euros virão da subvenção estatal, 9 mil da contribuição dos partidos (PCP e PEV) e mil euros da angariação de fundos. Sem dinheiro previsto para a concepção da campanha, a CDU prevê gastar 30 mil euros em despesas administrativas e operacionais; 15 mil euros em propaganda, comunicação impressa e digital e 10 mil euros em estruturas, cartazes e telas. Para brindes e outras ofertas está descrita uma verba de 2.500 euros e para comícios, espectáculos e caravanas outros 2.500 euros. 

Mais Corvo
A coligação eleitoral (PPM e CDS-PP) “Mais Corvo”, que concorre apenas à mais pequena ilha do arquipélago, tem disponível um orçamento de 28 mil euros proveniente exclusivamente de subvenção da Assembleia da República. A maior despesa da coligação “Mais Corvo” será para brindes e outras ofertas (8 mil euros); propaganda, comunicação impressa e digital (6 mil euros); e concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado (5 mil euros). Comícios e espectáculos terão um custo estimado de 4 mil euros; estruturas, cartazes e telas 2 mil euros e os custos administrativos e operacionais representam 3 mil euros.

PAN
O Partido Pessoas – Animais – Natureza (PAN) tem um orçamento de 29.705,84 euros para esta campanha eleitoral, com verbas apenas provenientes da Assembleia da República através de subvenção estatal. O PAN não vai usar qualquer verba em comícios, mas vai gastar a maior parte do orçamento em despesas administrativas e operacionais (18.375 euros). A propaganda, comunicação impressa e digital vai absorver 3.925 euros do orçamento; enquanto as estruturas, cartazes e telas deverão gastar 3 mil euros. Os brindes devem custar 2.870 euros e a concepção da campanha e estudos de mercado representam custos de 1.535 euros. 

Chega
O partido Chega, que concorre aos círculos eleitorais do Pico, Graciosa, Faial, Santa Maria e da Terceira, tem um orçamento de 27.500 euros, disponível através da contribuição do partido. Sem verbas destinadas a comícios e espectáculos, a maior fatia do orçamento destina-se a propaganda, comunicação impressa e digital (14.500 euros); estrutura, cartazes e telas (4.750 euros) e a custos administrativos e operacionais (3.500 euros). Brindes e outras ofertas terão um custo de 2 mil euros, sendo que a concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercados representam custos de 1.500 euros e outras despesas serão pagas com 1.250 euros. 

Iniciativa Liberal
A Iniciativa Liberal, que concorre aos círculos eleitorais de São Miguel e Terceira, tem 6 mil euros para gastar nesta campanha eleitoral, sendo que 5 mil euros provêm de contribuição do partido e mil euros de angariação de fundos. Sem verbas destinadas a comícios, nem à concepção da campanha, a Iniciativa Liberal prevê gastar 4 mil euros em estruturas, cartazes e telas; mil euros para brindes e mil euros com custos administrativos e operacionais. 

PCTP/MRPP
Já o Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP) é dos que terá um orçamento menor para esta campanha, com 2.850 euros de receitas, apresentando-se às urnas apenas no círculo eleitoral de São Miguel. Sem subvenção estatal, por não ter nenhum deputado eleito, as receitas provêm de contribuição do partido (350 euros) e de angariação de fundos (2.500 euros). A maior fatia destas verbas vai ser usada pelo PCTP/MRPP para a concepção da campanha, agências de comunicação e estudos de mercado (750 euros); propaganda, comunicação impressa e digital (750 euros); e estruturas, cartazes e telas (750 euros). Sem verbas para brindes, estão destinados a comícios e espectáculos 200 euros, para os custos administrativos e operacionais estão previstos 200 euros e para outras despesas 200 euros. 

MPT
O Partido da Terra – MPT é o único partido que na declaração de orçamento para a campanha para as próximas eleições regionais, a 25 de Outubro, entregue no Tribunal Constitucional, não apresenta qualquer verba. Nem receitas, nem despesas.                       

                                            

Print
Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima