22 de setembro de 2020

Coisas do Corisco

Imbecilidade

Não é por acaso que estamos, económica e socialmente, aonde estamos; assim como o estado de pobreza que atingimos não foi por outra coisa que não fosse a incompetência dos nossos governantes que em vez de seguirem os conselhos daqueles que sabem, estupidamente inventaram a imbecilidade da improvisação que nos afastou de uma melhor qualidade de vida, fazendo-os  descurar o real valor de muitas coisas que nos davam fama e que ingloriamente deixaram que a personalidade azórica fosse derrubada por estrangeirismos medíocres, fazendo desaparecer a pureza da nossa cultura e da nossa natureza,  pela cor do dinheiro, a comida de engorda, e a perda de personalidade  da nossa gente.
Além disso, para mal dos nossos pecados, os Açores têm enterrado, de ano para ano, a sua genuína cultura, o orgulho e respeito da palavra assumida, assim como a religiosidade com que o trabalhador rural convivia com a terra produzindo sabores sem paralelo, dormindo na mesma cama onde germinava a frescura e sabor dos nossos alimentos.
Por tudo isso, há uma acusação  que eu não posso deixar de fazer, como técnico, e como filho vivente neste  arquipélago, o facto dos governos do PS terem, paulatinamente, conduzido os Açores para sucessivos erros, todos eles sob o signo da ignorância e da arrogância, com pesadas consequências para a cidadania açoriana, que vê escancararem-se as perigosas portas que têm dado acesso a uma pobreza nunca vista.
Mas nada disso me surpreende pois não há economia, por melhor que seja,  que resista à derrocada financeira com que as instituições públicas açorianas, sob a égide do Governo dos Açores, têm pulverizado a economia regional com os prejuízos que se vão acumulando ano após ano, e que nos empurram para o buraco financeiro que nos coloca praticamente na bancarrota.
Por exemplo, nasceu na cabeça oca dos nossos  Governantes a ideia peregrina de se construir enormes tanques reservatórios, para acumularem milhões de litros de água, para  bebida do gado, invertendo com uma medida de remendo, temporária, aquilo que deveria ser algo que corrigisse aquilo que de mal se fez.
Assim, a verdadeira medida seria corrigir-se aquilo que se destruiu com as estúpidas arroteias apenas com o propósito do chorudo subsídio, para transformar matos  e matas em pastagens manhosas. Por isso, a verdadeira medida, passará por, com coragem, se replantar, urgentemente, esses terrenos  que trarão   o retorno das imensas turfeiras que existiam outrora, que facilitarão a infiltração  das nossas águas pluviais, para abastecerem  os nossos  lençóis freáticos com água em abundância.
Outra grande asneira que eventualmente se está a cometer, prende-se com a introdução  de novas variedades de bananas que virão competir com a nossa saborosíssima banana anã, considerada internacionalmente, nos dias de hoje, como uma banana genuinamente  açoriana, com a sua própria identidade genética.
No meu entender, a possível competição com a produção da  nossa banana anã, reveste-se de 3 erros fundamentais, a saber:
Usufruindo a banana anã de subsídios para a sua produção e comercialização, com a introdução de outras variedades poderemos, eventualmente, perder o direito a esses mesmos subsídios com todos os avultados prejuízos daí resultantes; a substituição de uma banana de sabor distinto, como é a nossa banana anã, por uma outra invasora, apenas pelo enorme peso que  os seus cachos atingem, mas de sabor inferior, será o maior erro que o nosso governo poderá alguma vez cometer pela confusão que fomentará; penso também, por isso, que os produtores da nossa saborosa banana anã deveriam acabar com a experimentação de outras variedades e deixarem para os Serviços oficiais essas experimentações, dentro do seu saber, e da legalidade que proteja o contínuo reconhecimento internacional da nossa banana anã como um produto genuíno de qualidade geograficamente demarcado. Todo o resto seria um grande risco que tanto os produtores de banana anã, como a nossa própria  Região correriam sem benefício algum.     
Quero terminar manifestando a minha total surpresa, pelo descaramento como António Costa, este nosso controverso Primeiro Ministro, e Fernando Medina, aceitaram fazer parte da Comissão de Honra da candidatura de Luís Filipe Vieira, à presidência da direcção  do Benfica.
Mas se existiu falta de ética do Primeiro Ministro em aceitar fazer parte de tal comissão, ele tropeçou na idiotice de se colar a uma personalidade controversa como o presidente do Benfica é, acusado de vigarices de toda a ordem, quer desportivas, quer financeiras, tornando-o, até ser julgado, num indivíduo suspeito de crimes graves que não enaltecem ninguém senão àqueles que orientam as suas vidas na sombra de uma criminalidade vergonhosa. Como é evidente o reconhecimento do erro tropeçou noutro algo cómico e tão vergonhoso como o anterior quando, ao que se diz, Filipe Vieira desistiu de ter o Primeiro Ministro e o Presidente da Câmara de Lisboa na sua comissão de honra.
E mais uma vez Antonio Costa meteu água  esquecendo-se que era, para  além de benfiquista, o Primeiro Ministro de Portugal e de todos os portugueses. Só que está na sua natureza insistir em alguém sem tarelo.

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Categorias: Opinião

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