Publicação de luxo elogia os Açores como “o arquipélago mais sustentável e mais seguro de 2020”

A publicação de viagens de luxo e de estilo de vida publicada pelo Condé Nast, Traveler, publica na edição espanhola que os Açores são “o arquipélago mais sustentável e mais seguro de 2020”. Na edição online da publicação de luxo, é feita uma pequena descrição das nove ilhas, acompanhada de uma fotografia alusiva a cada uma, e onde se dão algumas dicas sobre o que visitar. 
Começando pela ilha do Faial, “o coração do Atlântico”, começa por explicar-se que a marina da Horta é “um importante porto recreativo” e escreve a revista que o “curioso” Peter Café Sport é há mais de um século ponto de encontro de marinheiros e navegantes. Para quem gosta de windsurf, aconselha a Traveler, a Baía da Horta é o lugar ideal para praticar tal desporto. 
Segue-se a ilha de São Jorge, onde são elogiadas as 74 fajãs, quase todas na zona Norte da ilha. Muitas são “férteis hortas” onde se cultivam os produtos típicos do arquipélago e que se tornaram um dos principais atractivos turísticos. A “enorme beleza” da Fajã dos Cubres e do seu lago cristalino é “uma das mais espectaculares e um dos enclaves naturais mais emblemáticos de Portugal”. 
Entre “moinhos e faróis” surge a Graciosa com “penhascos vertiginosos, moinhos de vento com cúpulas vermelhas e influência do flamenco e vulcões negros e adormecidos”. A segunda mais pequena ilha do arquipélago, é referida como Reserva da Biosfera e elogiada a “pitoresca arquitectura popular” do único município: Santa Cruz. É também referido que o farol da Ponta da Barca é o mais alto do arquipélago. 
A Traveler destaca depois Santa Maria e o facto de ser a ilha mais antiga do arquipélago, sendo classificada como paleoparque. “Com o maior depósito fóssil a céu aberto do Atlântico Norte, ainda permanecem vestígios da história do Descobrimento”, entre eles a igreja onde Cristóvão Colombo foi à missa depois da sua viagem. Destaque ainda para o desértico Barreiro da Faneca, um lugar protegido e de grande interesse geológico. 
“Florida e linda” surge a ilha das Flores, a mais ocidental dos Açores, e as suas Sete Lagoas, “preciosas lagoas que se formaram dentro das antigas crateras vulcânicas que originaram a ilha”. Recebem os seus nomes devido à sua cor e forma, e a revista de viagens de luxo destaca duas: Lagoa Negra, assim chamada pela coloração das suas águas com uma profundidade de mais de 100 metros, e Lagoa Comprida, que estão juntas e rodeadas de uma floresta de laurissilva. 
Logo em frente o Corvo: “grandes essências em pequenos frascos”, referindo-se que a única estrada alcatroada da ilha conduz ao Caldeirão. Desde o miradouro do Caldeirão, pode-se observar as dimensões daquela cratera do vulcão que deu origem à ilha: 2,3 quilómetros de circunferência e 300 metros de profundidade. O Caldeirão onde, diz a lenda estão representadas todas as ilhas do arquipélago, está actualmente “coberto de erva” onde pastam algumas vacas e cavalos selvagens. “É, sem dúvida, o principal palco da ilha, com uma infinidade de possibilidades: desde percursos pedestres ao pára-quedismo”, refere a revistas que indica que a mais pequena ilha dos Açores é considerada “um dos melhores locais de toda a Europa para a observação de aves”.
Na Terceira, a cidade de Angra do Heroísmo, saltam à vista os feitos navais portugueses. Tanto à superfície, através do Museu de Angra do Heroísmo onde está exposta a história do arquipélago no Convento de São Francisco, como no mar, através do Parque Arqueológico da Baía de Angra do Heroísmo. É ali, conta a Traveler, que se pode ver o transatlântico brasileiro Lidador, que naufragou ali no século XIX. 
No grupo central, “o tecto de Portugal”, é assim apelidada a ilha do Pico. Além dos 2.351 metros de altura da Montanha do Pico e dos 15 mil habitantes da segunda maior ilha do arquipélago, destaca-se a indústria baleeira e a produção de vinho como as principais actividades económicas históricas. Hoje em dia, refere a revista, estas duas actividades são também dois grandes atractivos para os viajantes. 
Por fim, a Traveler destaca “as lágrimas dos amantes”, referindo-se a São Miguel. Na ilha que reúne metade da população do arquipélago, destaca-se a lenda das Sete Cidades e as lágrimas derramadas por amor que deram origem às lagoas Azul e Verde. O Miradouro da Vista do Rei é apontado como o melhor local para a vista panorâmica. Há ainda destaca para os vários jardins do século XIX que se podem visitar, bem como a “pitoresca” vila piscatória da Ribeira Quente e a ponta da Ferraria, uma zona de águas quentes que é usada desde o século XV.

C.D.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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