Pela primeira vez na sua história

Santa Clara vence em Braga e soma duas vitória em dois jogos

Na difícil deslocação à ‘Pedreira’ de Braga, o Clube Desportivo Santa Clara conseguiu pela primeira vez na sua história, sair do Minho com uma vitória. Na segunda partida oficial da temporada, o técnico Daniel Ramos promoveu apenas uma alteração em relação ao onze que alinhou na primeira jornada frente ao Marítimo, lançando Jean Patric para o lugar de Costinha. O técnico insular inovou também no sistema táctico, apostando num sistema com 3 centrais, fazendo alinhar João Afonso, Mikel Villanueva e Mansur no eixo central da defesa. Daniel Ramos antevia uma deslocação difícil e logo aos 2 minutos, Paulinho já dentro da área e com o pé esquerdo rematou em jeito, obrigando Marco a desviar com a ponta da luva por cima do poste. A resposta do Santa Clara não tardou, e na primeira vez que chegou com perigo junto da baliza dos bracarenses, ao quinto minuto, marcou mesmo. Na insistência de um livre, Thiago Santana aparece em boa posição, e frente a Matheus atira com o pé esquerdo para o único golo da partida. Depois de ter bisado na semana passada, Santana regista o terceiro golo em dois jogos. A perder por um desde muito cedo, o Sporting de Braga foi à procura do empate e durante a primeira parte teve duas chances para igualar. Aos 14’, Marco parou em cima da linha de golo um livre que passou por baixo da barreira açoriana e aos 20’, os minhotos marcaram mesmo mas a equipa de arbitragem chefiada por Rui Costa anulou o lance, por considerar que um jogador do Braga estava em posição irregular aquando do remate de um colega. 
À passagem da meia hora, Thiago Santa assiste de trivela Carlos Júnior, que em boa posição dentro da área rematou ao lado. 
Ao intervalo, Daniel Ramos teve de tirar Thiago Santana de campo por lesão, lançando Crysan no seu lugar. No segundo tempo o Sporting de Braga carregou em cima da defensiva açoriana e aos 60 minutos o poste negou o empate a Ricardo Horta. Três minutos depois, um cruzamento rasteiro da esquerda atravessou a área do Santa Clara, mas Esgaio atirou ao lado. Pouco depois, João Afonso com um grande corte já dentro da sua pequena área impediu que Ricardo Horta encostasse para o empate. Nesta fase, o Braga sufocava os insulares e aos 70, depois de assistência de Galeno, de novo Horta no remate, mas Marco bem colocado entre os postes agarrou a bola. Aos 74 minutos, mais um bom lance dos bracarenses pela esquerda, bola colocada à entrada da área e Iuri Medeiros, entrado no segundo tempo, atirou com estrondo à trave. A última grande chance para o empate surgiu nos 5 minutos finais. Abertura para Esgaio na direita que cruza para aérea e, na recarga, a bola que levava selo de golo bate em Ricardo Horta e vai para fora.
No final, vitória sofrida do Santa Clara por 1-0 que apesar de alguma sorte, demonstrou também espírito de sacrifício e organização. Contas finais: duas vitórias em dois jogos e sem qualquer golo sofrido nas jornadas inaugurais. Na próxima jornada, a 3 de Outubro, o Santa Clara recebe no Estádio de São Miguel, o Gil Vicente

Reacções dos Treinadores

Daniel Ramos:
“É uma sensação muito boa porque me faz lembrar um pouco do passado. Na minha outra passagem começamos assim e acabamos por ir conquistando objectivos e recordes. Não sou muito de recordes, sou mais de conquistas diárias e semanais. Aquilo que estava a dizer a eles (jogadores), melhor do que hoje só alcançar as três vitórias. Temos ambição de querer fazer mais e manter os pés bem assentes na terra. Vamos perceber que durante o campeonato vão acontecer momentos em que estaremos por cima, mas também por baixo. Aquilo que queremos é andar por cima e estar bem (…) Há uma regra de ouro dentro do grupo de trabalho que é não podemos abrandar de forma alguma”.

Carlos Carvalhal:
“Acho que este é um jogo fácil de analisar. Vimo-nos a perder logo aos 5 minutos, numa desatenção da nossa equipa numa segunda bola e que depois há uma tentativa, não muito bem conseguida da nossa parte, de reagir. Fiquei com a sensação de que ao intervalo o empate seria o resultado que mais se ajustava. Na segunda parte o jogo teve só o sentido ofensivo da nossa parte e não permitimos que o adversário saísse uma única vez em transição. Tivemos, penso que, sete oportunidades e atiramos duas bolas ao poste (…) Haverá o dia em que vamos uma vez à baliza e vamos ganhar 1-0 e não vamos jogar metade do que jogamos hoje”. 
                                   

Luís Lobão
 

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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