Sport Clube Lusitânia desiste da Taça de Portugal

A exemplo de Fayal Sport Club (Faial), Futebol Clube Madalena (Pico) e Sporting Clube de Guadalupe (Graciosa), o Sport Club Lusitânia também abdicou de participar na Taça de Portugal, 2020/2021, cuja primeira eliminatória acontece este fim de semana. 
O grémio da Rua da Sé tinha deslocação ao campo do Real, emblema que compete no Campeonato de Portugal - Série “G” (a mesma que engloba Praiense, Fontinhas, Sporting Ideal e Rabo de Peixe), agendada para amanhã, com pontapé-de-saída às duas da tarde.
As exigências relacionadas com os testes à Covid-19 por parte das entidades empregadoras dos atletas estão na origem da decisão, na linha, aliás, do que levou ao abandono de Fayal Sport, FC Madalena e Sporting de Guadalupe.
QUADRO DE EXCEPÇÃO 
Em face do regulamento em vigor, os clubes que desistem da prova ficam sujeitos ao pagamento de uma multa e impedidos de participar na edição seguinte. 
No entanto, segundo conseguimos apurar, o facto de vivermos uma situação de exceção, em virtude da pandemia por Covid-19, pode levar a que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), chefiada por Fernando Gomes, não aplique, na época em curso, as referidas sanções, até porque estamos a falar de clubes com equipas amadoras, sujeitas, portanto, às disponibilidades profissionais dos atletas.
CLUBE FAZ EXPOSIÇÃO 
Em declarações a Diário Insular, Luís Carneiro, presidente do Lusitânia, lamenta o facto de o clube ter resignado à prova-rainha do futebol luso, mas garante que houve “absoluta transparência e boa-fé” em todo o processo:
“O Lusitânia é uma colectividade com tradição na Taça de Portugal, prova que sempre respeitou e continuará a respeitar. Quando se inscreveu na competição, não estava à espera de saber se iria jogar em casa ou fora para, então, tomar uma decisão. A vontade era única e simplesmente participar, dignificando a instituição e, claro, o futebol açoriano”, afirma.
“Como demonstração cabal da nossa posição, digo-lhe que o Lusitânia já tinha assumido as passagens e o alojamento em Lisboa, o que - para que não restem dúvidas - significa que a intenção foi sempre jogar. Recordo, a propósito, que, na época transacta, o clube marcou presença, com imensa honra e satisfação, na Taça de Portugal, em futebol, basquetebol e futsal (nesta última em ambos os géneros). Como se percebe, agimos com absoluta transparência e boa-fé”, reforça o dirigente. Luís Carneiro sublinha que “os problemas surgiram quando as entidades patronais começaram a exigir os resultados do segundo e, em alguns casos, terceiro testes à Covid-19 antes que os jogadores regressassem ao trabalho. Mesmo com o leque de opções reduzido, procurámos encontrar soluções que viabilizassem a deslocação a Lisboa, o que, em boa verdade, a partir de determinada altura, se tornou impossível, atendendo a que ficámos sem elementos suficientes para formar a equipa. Perante este cenário, foi com enorme pesar que nos vimos obrigados a renunciar à Taça de Portugal”.   
O líder verde e branco informa que o Lusitânia procurou desde logo dar conhecimento da decisão a todas as entidades envolvidas, vincando, ao mesmo tempo, as razões leoninas. 
Neste contexto, diz, “o Lusitânia vai efectuar uma exposição à FPF, via Associação de Futebol de Angra do Heroísmo, devidamente fundamentada - inclusive com as exigências das entidades empregadoras dos praticantes -, no sentido de que não seja penalizado, tanto no plano financeiro como desportivo, e, deste modo, possa estar, com o orgulho habitual, na edição vindoura da prova”.          

CA/DI
 

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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