Lisbon Ventures vai explorar Água das Lombadas

O projecto era ambicioso e desde 2017, quando foi anunciado, foi encontrando muitos obstáculos culminando agora na dificuldade em obter financiamento e na desistência do processo que previa engarrafar a Água das Lombadas.
O projecto, no valor de 10 milhões de euros, prevê a construção de uma nova fábrica a cerca de quatro quilómetros da nascente que terá capacidade para produzir anualmente cerca de 44 milhões de litros, tendo em vista nichos de mercado Premium. O negócio avançou com a parceria do grupo brasileiro Indaiá, que depois acabou por se afastar.
Surgiram depois vários problemas, desde logo devido à expropriação de terreno em volta da nascente. A Atlantifalcon acabou por pedir ao Governo Regional a cedência da sua posição contratual, implicando a mudança de concessionário, mantendo-se todo o contrato que havia sido assinado em 2017 com o Governo Regional para a concessão da exploração. 
No entanto, à Antena 1 Açores, o Director Regional do Apoio ao Investimento e Competitividade, Ricardo Medeiros, confirmou que a Atlantifalcon desistiu do processo “com dificuldades na obtenção dos meios de financiamento necessários, passando a sua posição ao segundo classificado, que neste caso é a Lisbon Ventures”, os investidores actuais do Hotel Hilton que está já a ser construído na Lagoa.
De acordo com Ricardo Medeiros, a Lisbon Ventures passa assim a assumir todas as garantias “nomeadamente caução, manter o investimento previsto e antecipa o pagamento de compensação à Região”. Além disso a agora responsável pela concessão e exploração da Água das Lombadas vai também aproveitar o trabalho já feito, nomeadamente os projectos de arquitectura e especialidade, o estudo hidrogeológico e o processo de licenciamento industrial em curso “numa fase avançada. É um processo que durou algum tempo mas que vemos agora materializado”. Ricardo Medeiros mostra-se esperançado que esta “situação de interesse público” se resolva em breve, até porque vai criar entre 20 a 30 postos de trabalho, e depois de ser aprovada em Conselho de Governo, a Lisbon Ventures tem 18 meses para começar a produzir.
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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