Nova máquina de ressonância magnética do HDES dará “mais confiança no diagnóstico” feito pelos profissionais de Saúde

Depois de quatro anos de espera, o Serviço de Imagiologia do Hospital do Divino Espírito Santo (HDES) recebeu, por fim, um novo equipamento de ressonância magnética que entrou oficialmente em funcionamento no início desta semana.
Ao longo dos últimos três meses, o serviço em causa encontrava-se a passar por obras para a adaptação do espaço para a instalação do novo equipamento, traduzindo-se, no total, num investimento superior a um milhão de euros, e que inclui uma sala técnica de controlo, uma nova sala de enfermagem, uma sala de recobro e uma sala de espera.
Anteriormente a este melhoramento no Serviço de Imagiologia, conta a sua Directora, existia no HDES uma ressonância de 1 Tesla que integra o serviço hospitalar desde que ocorreu a transferência de serviços do Campo de São Francisco para a actual infra-estrutura, no ano de 1999, sendo esta uma máquina com 22 anos de idade e que é, neste momento, “a máquina de ressonância magnética mais velha de Portugal”.
Por esse motivo, “era mandatório termos uma máquina mais recente e mais actualizada, que nos desse melhor qualidade de imagem e que nos desse mais confiança a fazer diagnósticos”, explica Rosa Cruz, salientando que a aquisição desta máquina era esperada há quatro anos, sendo agora adquirida a um preço menor.
“Há quatro anos que andamos a tentar (adquirir uma nova máquina), só que nessa altura deram-nos um orçamento que não chegava para o que queríamos, por isso decidimos esperar, porque apesar de todas as máquinas saírem com um preço, esse depois vai baixando com o tempo”, adianta a médica especialista em radiologia.
Este investimento faz agora com que o Hospital do Divino Espírito Santo conte agora com “uma máquina muito boa, topo de gama e das mais novas do país”, a qual permitirá que os profissionais de saúde acedam a imagens com muito mais qualidade e que tenham, por esse mesmo motivo, “muito mais confiança a fazer os diagnósticos”.

Impactos nas listas de espera 
“não serão muito significativos”

No entanto, apesar dos melhoramentos que este equipamento poderá permitir no Serviço Regional de Saúde de uma forma geral, “esta ressonância tem mais sequências por cada exame”, o que, na prática, significa que “provavelmente os exames vão demorar mais tempo do que na máquina antiga, que era muito mais limitada”, explica Rosa Cruz.
Significa isto que não serão feitos mais exames do que aqueles que são feitos até ao momento, e que os impactos nas listas de espera que existem para este tipo de exames “não serão muito significativos”, mantendo-se a intenção de fazer “pelo menos o mesmo número de exames que eram feitos na antiga máquina”, diz a directora do serviço. 
Neste domínio, será, como habitual, concedida prioridade aos doentes com prioridade major, tal como os doentes internados ou os doentes de oncologia, não sendo possível “nunca neste momento” limpar as listas de espera que existem para este tipo de exames.

Máquina permitirá realização de novos exames

Em acréscimo, para além de uma melhor qualidade na imagem, o novo equipamento de ressonância magnética adquirido pelo Governo Regional para o hospital de Ponta Delgada irá também permitir a realização de novos exames, nomeadamente a angiografia de corpo inteiro, a ressonância da mama, a ressonância cardíaca e a perfusão e difusão.
Ainda assim, mesmo com a mais velha máquina de Portugal a funcionar, o Hospital do Divino Espírito Santo adiantou que, em comparação com o ano de 2018, houve em 2019 um aumento de 16,55% no número de exames imagiológicos feitos, correspondendo a um total de 139 mil 418 exames efectuados no ano passado.
No que diz respeito a esta velha máquina, Rosa Cruz adianta que será entretanto abatida, uma vez que já não são fabricadas peças para o modelo adquirido anteriormente pela Região: “A outra máquina será para abater porque as fábricas já não fabricam peças para aquela máquina velha. Se tivermos o azar de existir uma peça que se avarie já não terá conserto, por isso o que se decidiu foi abatê-la”.
Até lá, poderão ainda passar alguns meses, isso para dar tempo para que a equipa se “habitue confiantemente a trabalhar na nova máquina, mantendo a máquina velha para alguma eventualidade que precisemos”, mantendo-se a intenção de, no futuro, se adquirir uma nova máquina “menos potente do que esta”, para que o Serviço de Imagiologia tenha dois equipamentos a funcionar.
De momento, explica Rosa Cruz, os profissionais do Serviço de Imagiologia do Hospital do Divino Espírito Santo encontram-se em formação com doentes na nova sala, estando a mesma a funcionar desde a tarde da passada segunda-feira, tendo entretanto recebido cerca de uma dúzia de doentes.
No que diz respeito à retoma do Serviço Regional de Saúde em período de pandemia, em concreto no Serviço de Imagiologia, a médica especialista garante que estão a ser feitos “praticamente todos os exames que eram feitos antes da pandemia”, e que caso a situação não piore – no que diz respeito ao novo coronavírus – será possível equilibrar os números.

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