The Code lança dia 9 video/single no Coliseu Micaelense e tem duas músicas em telenovelas da SIC


Correio dos Açores - É um dos membros da banda The Code, uma das mais emblemáticas bandas da atualidade dentro e fora dos Açores. Como foi ela criada.
Hugo Medeiros - Conhecemo-nos em Janeiro de 2004, através de um amigo/primo em comum. Estávamos entre os 13 e os 16 anos. Andávamos à procura de uma vocalista e a Marisa foi ao “casting” e passou... Formámos os Anjos Negros. Razões pessoais levaram a afastar-se da banda. Cada um seguiu o seu rumo, mas quis o destino que em 2012, oito anos depois, nos reencontrássemos. Foi nesta altura que formámos os The Code, (“o código”), pois, quando nos conhecemos, tínhamos pouca ou nenhuma formação musical e, portanto, “criámos” um código muito nosso para melhor nos entendermos. Para além deste significado, The Code também porque queremos que o público “decifre” a nossa Mensagem.

Quando começou a paixão pela música?
A minha paixão pela música começou por volta do ano 2001, quando ia com meu tio tocar violão nas Festas do Espírito Santo. Tudo isto levou a que prestasse mais atenção à música em si, desenvolvendo-a a sério mais tarde!

Como define a relação com o teclado?
É uma relação que começou por conveniência, pois tive que saltar da guitarra para o teclado por faltar uma pessoa para o mesmo lugar, sendo que a guitarra já estava ocupada pelo meu irmão e colega de banda, o Félix (risos).

De todas as músicas que já tocou qual foi aquela que mais o marcou? A que tipo de música mais se entrega e tem mesmo prazer em tocar?
Toda a música “verdadeira”, ou seja, aquela que é feita com alma e com um objectivo de passar sentimentos e reacções às pessoas, pois nada nos enche mais a alma do que sentir que existem pessoas que se identificam com as tuas próprias músicas.

Quais os objectivos enquanto músico?
Continuar na luta e basicamente continuar a fazer o que tenho feito até então, na companhia de família e amigos.

É possível nos Açores ser profissional da música?
Sim. Todos sabemos ser difícil mas, no entanto, eu tenho amigos e colegas profissionais a viver da música nos Açores.

Venceram os prémios de Música do Ano e Melhor Tema Rock com Flyhigher.
Sim e para além desses dois prémios, que foram em 2018, também em 2019 ganhamos o vídeo do ano com o tema “Vai” e já este ano, em 2020, o melhor tema rock com “1minuto” que nos foi atribuído pelos IPMA (International Portuguese Music Awards). Aliás, o facto de termos ganho prémios nos IPMA, em 3 anos consecutivos só quer dizer que somos muito bons numa coisa, em trabalhar!

Qual foi a sensação de participar naquela gala?
Foi fantástico, primeiro por termos a nossa música a ser reconhecida fora dos pais, e também por termos a oportunidade de tocar nos E.U.A.

Do currículo no mundo da música destaca algumas das etapas mais significativas?
Para além de poder já ter tido a oportunidade de tocar várias vezes fora do país, foi sem dúvida alguma o facto de ter dois temas nossos, dos The Code em duas telenovelas da SIC, o que constitui um marco muito importante que mudou a nossa carreira.

The Code é sobejamente conhecido fora dos Açores. Como está a vossa carreira fora da Região?
Como já referi anteriormente já fomos várias vezes aos Estados Unidos, e este ano, na nossa tour tínhamos, para além dos Estados Unidos, o Canadá, e alguns concertos no norte de Portugal, que basicamente é o que nos falta, o mercado nacional.

Conte como foi a primeira vez que pisou um palco.
Sinceramente, não tenho assim grande memória, da primeira vez que eu subi ao palco. No entanto, sei que foi a abrir um concerto dos Passos Pesados que gentilmente nos deram aquela oportunidade.

Qual o tipo de música com que mais se identificas?
Não sou uma pessoa de um só estilo, pois como músico e pessoa tento ouvir de tudo, tentando perceber um pouco de tudo.

Qual foi o melhor concerto da banda e como correu?
Felizmente, já tivemos muitos concertos fantásticos, mas mais recentemente lembro-me de um no Festival das Marés, em 2019, que foi qualquer coisa... estávamos todos “ligados” com o público, foi seguramente um concerto de uma só energia! Foi um momento fantástico.

Que tipo de público gosta mais das vossas actuações?
O atento e o que respeita.

Para quando mais um videoclip da banda e quais os teus próximos projectos?
O próximo video/single da banda sairá já no dia 9 de Outubro, onde iremos fazer um concerto de apresentação no Coliseu Micaelense. Será um concerto acústico “CASA 2020”, onde teremos alguns convidados especiais, nomeadamente Luís Alberto Bettencourt, Vânia Dilac, João Moniz e Mariana Machado.
Em relação aos próximos projetos? Ainda são segredo... (risos).

                                       

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