Professora tirou licença sem vencimento e fez mestrado e doutoramento como emigrante

Célia Cordeiro, feminista, tem um percurso académico feito a pulso nos Açores e nos EUA e gostava de dar aulas na Universidade

Correio dos Açores: - Fale-nos um pouco do início do seu percurso académico e dos entraves que lhe foram colocados por não poder estudar fora dos Açores?
Célia Carmen Cordeiro: Sou natural da freguesia dos Arrifes, mas nasci em São José (Ponta Delgada), no antigo hospital. Já não sou do tempo de nascer em casa, mas toda a minha infância foi passada nos Arrifes. Tive a oportunidade de frequentar a Escola Básica 2/3 dos Arrifes até ao 9º ano. Com 14 anos, já a fazer 15, fui estudar para a Escola Secundária Domingos Rebelo. Era muito boa aluna em todas as disciplinas e tive alguma dificuldade em escolher a área a seguir. Na altura, não havia testes psicotécnicos e os meus professores desaconselharam-me a seguir a área de Letras. Portanto, foram mais eles que me orientaram do que a minha família, que não tinha conhecimentos para dizer a melhor área. Fui então para a área de Ciências Exactas, agrupamento 1, embora já no 9º ano pensasse seguir Jornalismo ou Psicologia. Para isso, teria de ir estudar para Portugal continental, mas tal era assunto tabu. A minha mãe desaconselhava-me vivamente a sair da ilha. Sou de uma família humilde; o meu pai era lavrador, tinha uma carroça, algumas terras, e casa própria, porque lutou muito para isso. Foi emigrante durante 14 anos, no Canadá. Era com ele que eu desabafa e dizia que gostava de estudar fora da ilha. Ele apoiava esta minha vontade, pois a minha irmã mais velha deu-lhe o grande desgosto de não ter prosseguido os estudos, não porque não tivesse essa oportunidade, mas porque  não gostava da escola, tendo ficado apenas pela escolaridade obrigatória. 

Se o pai a apoiava, então porque segue os estudos em São Miguel?
Falar da minha partida para fora era feita sempre às escondidas da minha mãe, principalmente quando ela ia à missa, porque quando ela estava sentia-se que detestava ouvir falar de planos com os quais não concordava. O pior azar da minha vida foi quando o meu pai teve um enfarte e posteriormente veio a falecer. Estava eu no final do 11º ano. Para além do desgosto de o perder, também perdi quem me apoiava em estudar fora. Isso foi o evento mais marcante da minha adolescência, porque condicionou também os meus sonhos. A minha mãe ficou a fazer o duplo papel: mãe e pai. Nunca meteu em causa o facto de eu continuar a estudar, mas impôs que o teria de fazer na Universidade dos Açores, em São Miguel.
 No final do 11º ano tive então de ver qual o curso na academia açoriana em que eu poderia prosseguir estudos. Na altura não me imaginava a dar aulas nem de Biologia nem de Matemática, até porque no 12º ano passei à disciplina, mas lutei muito para isso. Nesta época 1994/95 havia poucos cursos, mas como gostava muito de literatura pensei que poderia enveredar pela via ensino no curso de Português/Inglês. Tomei esta decisão numas férias de Páscoa, e como não era da área, tive de actualizar-me. Isto é, tive de estar ao nível dos meus colegas que tinham estado 3 anos em Humanísticas. Com a professora Henriqueta Sousa delineou-se um plano de estudo; estudei as obras, arranjei umas explicações de Português e também tive explicações de Latim. A verdade é que quando fiz a prova para Português valeu a pena, pois tive 75%. Os meus colegas das Letras não queriam acreditar. Essa mudança foi radical na minha vida. Fiz os exames nacionais. Entrei com facilidade na Universidade, mas no 1º ano sempre tive medo de dizer alguma asneira por não ter as mesmas bases dos colegas de Letras. Mas consegui, porque meti na cabeça que tinha de me esforçar, e, por isso fiz bem o curso, terminando-o com 14 valores, sendo que o mínimo na altura para passar uma disciplina era 12 valores.
Na altura não sabia se queria dar aulas, mas também pensava que como não tinha conhecimentos/cunhas eu teria que seguir a via do ensino. 

Começou logo a trabalhar quando acabou a licenciatura?
Na ocasião, gostaria de ter feito o mestrado, mas os rendimentos lá de casa não permitiam isso. Comecei a minha carreira a dar aulas de Inglês, com estágio em Angra do Heroísmo, ficando lá a trabalhar, a que se seguiu São Jorge e Santa Maria. 
Só quando fui colocada no Quadro de Zona Pedagógica é que regresso a São Miguel, para dar aulas nos Ginetes. No ano seguinte, fiquei efectiva na Escola EB2/3 da Maia, onde actualmente dou aulas. 

Acabou por sair da ilha para ir trabalhar em outras ilhas. Foi agradável a experiência? Podemos dizer que foram uma espécie de férias em trabalho?
A primeira fez que sai da ilha foi para Boston (EUA), para fazer uns inquéritos aos emigrantes, a convite da professora Gabriela Funk. A segunda foi para dar aulas na Terceira. Não conhecia nada dos Açores, nem de Portugal continental. Na altura, só regressava a casa nas férias de Natal, Páscoa e de Verão. Foi também nessa época que tive a noção de arquipélago. E nessa altura não havia o programa “Bom Dia Açores [de Pedro Moura na RTP-Açores], através do qual se conhecia as outras ilhas (risos). Ouvia falar no Telejornal de vários lugares das ilhas, como as fajãs de São Jorge, mas nem imaginava como eram. Quando cheguei a Santa Maria é que comecei a ter uma ideia exacta de arquipélago, até porque nunca me tinha debatido com a falta do barco, com a falta da fruta, da farinha, com a falta do pão. Não havia o híper… Estamos a falar de 2005/2006. Numa década tudo mudou. Dei aulas em São Jorge, no Topo, e ir do Topo à Calheta, por exemplo, era uma viagem de aventura. Só uma colega do nosso grupo é que tinha carro. Para fazer compras maiores tinha de ser à boleia. Tanto em Santa Maria como em São Jorge não foi fácil viver. Quando havia temporais, o barco não chegava e quando íamos aos supermercados encontramos literalmente as prateleiras vazias. Nessa altura, tive a noção negativa de arquipélago. Em São Miguel nunca me deparei com isso.

Ficou efectiva em São Miguel e que decisões toma?
Fiquei efectiva porque mudei para Português, embora reconheça que já estava a ficar frustrada com a leccionação de Inglês porque os alunos trazem muito pouca bagagem e isso obriga-nos a falar muito em Português e eu queria dar as aulas em inglês. Até porque depois do ano de estágio, tinha feito um programa na Universidade de Boston em que me foi possível desenvolver o meu inglês. Foi um curso muito caro e ainda bem que lá tinha uma prima que vivia ali perto e não paguei estadia. Regressei com mais confiança. Senti necessidade de fazer este curso porque as aulas na universidade, à época, tinham muita gramática e pouca oralidade. Embora deve reconhecer que na Universidade dos Açores, depois de eu ter ido a primeira vez aos EUA, o tratamento que tive no 4ª ano face à minha pessoa, com a mesma professora de inglês, foi muito diferente, para melhor, e eu não tinha mais Inglês porque os emigrantes na altura falam em português. Mas tratou-me como se tivesse passado o Verão inteiro na British School, em Londres. A minha nota mudou, para melhor (risos).

São Miguel em termos académicos tornou-se pequeno para si e decide continuar os seus estudos nos EUA, tornando-se emigrante. Porquê?
Queria estudar mais, mas não me via a fazer um Mestrado na Universidade dos Açores até porque em 2006 a oferta não era a que há hoje. Como me tinha ficado o bichinho da América, um dia a fazer pesquisa na internet descobri que podia dar aulas nos EUA e ao mesmo tempo estudar. Senti que era a minha oportunidade. Eu já tinha concorrido, através do Instituto Camões, e não tinha conseguido ficar no estrangeiro a dar aulas. Por isso, decidi candidatar-me a várias universidades nos EUA, sem ser na costa leste, onde estão os nossos emigrantes, porque queria integrar-me numa comunidade onde o inglês fosse predominante. Também estava interessada em seguir estudos feministas, até porque, a convite da professora Fátima Sequeira Dias, participei em 2008 no segundo congresso feminista em Portugal, na Fundação Calouste Gulbenkian [o primeiro foi em 1928], onde apresentei uma comunicação, que foi publicada em livro (Colectânea das Actas). Esse mesmo trabalho, aprofundado, enviei para as universidades americanas. O que eu queria era trabalhar com Ana Paula Roseira na Universidade de Minnesota, porque era, e é, uma referência, e consegui. Com ela trabalhei durante mais de dois anos. Portanto, fui aceite nos EUA para trabalhar e estudar, pedi uma licença sem vencimento cá, e lá fui. 
A professora Ana Paula Roseira foi de sabática e surgiu a oportunidade de eu continuar a trabalhar lá, e assim foi. Depois do Mestrado em Literaturas e Culturas Lusófonas, em que faço uma pequena tese sobre Ana de Castro Osório, autora do primeiro manifesto feminista português, a tese, reduzida, foi publicada em livro em 2012 pela Editora Fonte da Palavra, em Lisboa, e apresentado em Dezembro desse ano na Biblioteca Pública de Ponta Delgada e em Janeiro de 2013 no Senado da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa pelas professoras Teresa Bizarro Beleza e Isabel Lousada, tendo depois sido publicado em vários outros lugares em Lisboa e Setúbal, esta última foi a cidade onde Ana Castro Osório viveu. 

Em termos académicos que ponte fez entre os EUA e os Açores?
A minha ligação académica aos Açores quando eu estava nos EUA foi feita sempre com a professora Fátima Sequeira Dias e até quando ela esteve a fazer pesquisa na Universidade de Brown, nos EUA, falávamos por Skype. O prefácio do meu livro é da sua autoria. A professora Leonor Sampaio apresentou a obra em Ponta Delgada. 

O que a fascinou no feminismo que a leva a fazer um trabalho académico de grande investigação?
Sempre senti que as mulheres não tinham na sociedade portuguesa o seu devido papel. Não falo de ter um papel superior ao género masculino, mas sim do devido valor. Por exemplo, a minha avó, a minha mãe, a minha irmã (porque não quis) são mulheres da minha família que nunca tinham estudado. Senti-me sempre privilegiada. Estudei coisas sobre as quais eu não podia falar em casa porque ninguém ia compreender. Talvez eu quisesse trabalhar este tema, porque eu venho de um meio – e não foi há tanto tempo assim – em que as mulheres não estudavam. O meu pai fez a quarta classe à noite e estudou inglês básico também à noite para poder emigrar para o Canadá, país que já seleccionava os trabalhadores, ao contrário dos EUA. Contudo, senti sempre que embora as mulheres da minha família não tivessem estudos eram elas que geriam a casa. Eram elas que tomavam conta do dinheiro. Penso que isso é algo do nosso meio rural, Percebi que era possível vingar e também sempre quis perceber como o feminismo tinha nascido em Portugal, daí que tenha enveredado nessa área, para perceber como as ideias do século XIX – Eça, Garrett, Antero - tinham impactado as mulheres (vistas por eles como inúteis, bibelôs), e queria estudar alguém contemporâneo deles para perceber como tudo se desenrolou, embora saibamos que na Europa do sul as mulheres são grandes matriarcas, pois são os países que sofrem mais com as emigração e as mulheres têm de ficar a governar a casa, o que aconteceu também nos Açores com a emigração do Canadá (a partir de 1953), para o Brasil (até finais de 60) e com a guerra colonial.
No meu doutoramento entrevistei pessoas no Brasil que emigraram nos anos 70, das ilhas de São Miguel e, mais tarde, da Terceira. Foi muito interessante.

Feito o Mestrado, continua como emigrante nos EUA. Porquê?
Na altura decidi ficar, mas mudar de Universidade. Já estava a sentir menos apoios financeiros em Minnesota. Isso é importante. Porquê? Porque como dava aulas de Português, os professores (eles chamam instrutores de língua) o que pagavam de propinas, comparando com as pessoas que não tinham oportunidade de ensinar, era quase simbólico. Tínhamos um ordenado modesto e era desse dinheiro que pagávamos tudo, alimentação, estadia e propinas. Para mim, estava tudo bem, porque dava para pagar as contas. Depois, tive a equivalência da minha licenciatura nos Estados Unidos, fui professora substituta nas escolas públicas de Saint Paul. Era meia hora de carro para onde vivia, mas ia de Expresso [autocarro]. Foi uma altura muito dura na minha vida. Fazia numa semana quatro a cinco escolas. Dei aulas em espanhol, mas não interessava a língua. Eles têm um sistema muito eficiente. O professor que sabe que vai faltar deixa na secretária a planificação e os materiais a utilizar. Ao professor substituto basta seguir o plano. Todos os dias, via a plataforma a ver se havia falta de professor, candidatava-me, e lá ia eu, desde o pré, primária e secundária. Não tinha de preparar nada, só tinha de estar a tempo e horas, o que não era fácil, porque não tinha carro. Também dei aulas de espanhol para adultos, uma vez por semana. Fiz isso, durante seis meses. 

Depois vai para o Texas fazer o Doutoramento? Porquê a escolha desta universidade e que diferenças encontrou?
Concorri a várias universidades e a Universidade do Texas, em Austin, foi a que me deu a melhor bolsa (salário), a par com o facto de poder fazer disciplinas ligadas à emigração e aos fluxos migratórios. Esse programa também pesou na minha escolha, porque era multidisciplinar.
No Minnesota, vivi em Mineápolis, onde há uma cultura muito civilizada, muito europeia e rica culturalmente, não tem nada a ver com o Texas, uma cultura mais latino-americana, com muito conservadorismo. 

No período de doutoramento teve oportunidade de visitar a América Latina? Era importante para o seu trabalho?
Sim, fui à Guatemala, no Verão de 2013, e quando lá cheguei tive a sensação de que estava no Portugal dos anos 70, ao nível da decoração. Encontrei objectos iguais aos que a minha avó e minha mãe tinham quando eera pequena. Na Guatemala senti Portugal da minha infância. Encontrei um povo muito sofrido pela guerra mas muito doce, e isso nota-se na música deles. No ano seguinte, para fazer pesquisa, consegui várias bolsas da universidade, as quais permitiram-me ir ao Brasil entrevistar mulheres açorianas emigradas no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Santa Catarina. No primeiro ano, quis ver como eram as festas do Espírito Santo em Florianópolis e qual o papel das mulheres nestas festividades e como se identificam como estratégia para conseguirem espaço na arena pública. Na Casa dos Açores do Rio há mais de 80% de terceirenses e na Casa dos Açores em São Paulo mais de 80% são micaelenses. Volto ao Brasil em 2016 para, em São Paulo, entrevistar mais mulheres. A ideia que se tem em Portugal é que a festa do Espírito Santo é celebrada por gente branca e eu quis fazer o contraponto, porque entendi que o factor raça também entra nas festas. Em São Luís do Maranhão (Nordeste) entrevistei mulheres descendentes de ex-escravos que usavam o cristianismo para ocultar as suas verdadeiras religiões de matriz africana. Eles celebram as festas do Divino Espírito Santo em homenagem a Iemanjá [rainha do mar], entre outros. Aprendi muito ao estudar a festa em Santa Catarina (a forma mais fiel à lenda da rainha Santa Isabel e D. Dinis). Em termos de comida é Açores, mas o espectáculo é como em Portugal continental. (…)

Foram viagens marcantes?
As viagens que fiz ao Brasil foram muito marcantes, não só para estudar as festas do Divino Espírito Santo mas também para fazer o contraponto das mulheres de raiz popular e as mulheres de elite. Maria Archer esteve muito tempo em São Paulo. Portuguesa-emigrante que se auto-exilou porque tinha ideias feministas e porque as suas obras eram censuradas em Portugal. Analiso algumas das obras delas, porque quis melhor conhecer a emigração no pós segunda guerra mundial, quando os açorianos saem “em massa” para o Brasil, e Maria Archer (1955), mas também pós 74, com Leonor Xavier, uma mulher que era esposa de um Ministro de Salazar, que quando cai a ditadura, o marido fez a fuga para o Brasil e ela acompanhou-o. Ele, professor de Direito e ela, dona de casa, que se afasta do lar e integra-se no espaço público, começa a vender Tupperware. Mais tarde divorcia-se e começa a fazer jornalismo. Foi um trabalho muito interessante para ver a mulher na diáspora. Como o pós 74, não são só as pessoas que saem de Portugal, mas também as que entram e não podia deixar de falar da descolonização portuguesa em África, recorrendo ao trabalho de Isabel Figueiredo, onde fala da integração de uma miúda de 13 anos na sociedade portuguesa, com todos os preconceitos que em então existia, face aqueles que foram chamados de retornados, que não eram retornados, pois cá chegavam pela primeira vez.
Portanto, o meu trabalho foi perceber a produção cultural feminina num contexto diaspórico, marcado por entradas e saídas da pátria. Quis não só trabalhar com a cultura erudita, através das obras de mulheres da classe média-alta, mas também quis dar voz às mulheres da cultura popular. Para acabar em equilibro falo também do fado, pois encontrei muitas mulheres fadistas a cantar em restaurantes São Paulo. Faço uma visão do país.

O que mais a fascinou no Brasil?
O que mais me marcou foi aprender com os brasileiros como as religiões têm, por vezes, muito pouco a ver com a espiritualidade.

O seu doutoramento fala da essência da mulher e de Portugal no século XX e faz o retrato histórico dessa época?
É História de Portugal, colonização e descolonização.

É uma feminista?
Sou feminista, mas não concordo com o aborto. Sigo a linha de que a sociedade tem instituições e que há sempre soluções alternativas ao aborto. Não sou uma feminista em que as mulheres devem ter mais direito que o homem mas sim sou a favor da igualdade a todos os níveis. Se houvesse igualdade não teríamos o sistema de quotas, embora seja um princípio.

Todo o seu percurso académico foi feito com muito esforço, desde o impedimento familiar para estudar fora e ter de emigrar para poder conciliar os estudos de mestrado e doutoramento a trabalhar ao mesmo tempo. Gostaria de ser convidada a dar aulas na Universidade dos Açores?
Sim, gostaria, até porque há pessoas que dão aulas na Universidade dos Açores e têm menos habilitações literárias do que eu. 
Eu pelo menos gostaria de colaborar mais não só com a universidade, mas também com a sociedade açoriana.

Tem-se dado a conhecer?
Não, não me tenho dado a conhecer porque não sou esse tipo de pessoa, sou reservada. Mas eu já enviei o meu currículo para a Universidade dos Açores, mesmo antes de regressar aos Açores.

Porque deixou de ser emigrante?
Depois de terminar o doutoramento ainda estive a dar aulas um ano, tive uns problemas de saúde e decidi regressar. Mas isso não foi o que me fez voltar, mas sim entender que não seria feliz se tivesse de ser emigrante para sempre. Contudo, quando voltei pensei que fosse mais fácil contribuir com o meu saber para a sociedade açoriana do que tem sido. 
 
 

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