Atlântico Expresso

Jonathan Rea alcançou o “Hexacampeonato”

Palco de emoções fortes, impróprias para cardíacos, o Autódromo do Estoril encerrou com chave de ouro a 33ª edição do WSBK. Jonathan Rea sagrou-se pelo sexto ano consecutivo Campeão do Mundo de “WorldSBK”, título assinado na “race 1”, realizada no sábado. Rea precisava “apenas” de três pontos para alcançar o ceptro mundial, ou seja, o 13º lugar, no entanto, conseguiu terminar no quarto posto, embora tenha rodado no segundo lugar, ele que largou do 15º lugar da grelha de partida, após uma queda durante a sessão de qualificação, que o impediu de largar nas primeiras linhas da grelha de partida. Rea não conseguiu vencer nenhuma das três corridas do evento, pelo que adiou para a próxima época a tão ambicionada 100ª vitória no “WorldSBK”. Toprak Razgatlioglu venceu a “race 1” e a “Superople race”, enquanto Chaz davies ganhou a “race 2”, no evento português, que encerrou a época de 2020. 

No deporto motorizado foram poucos os pilotos que conseguiram alcançar seis títulos de Campeão do Mundo e, deste lote, foram ainda muito poucos aqueles que o fizeram de forma consecutiva. Jonathan Rea entrou no restrito lote dos “verdadeiros” campeões de todas as catregorias do desporto de motor. Igualou nomes “IMORTAIS” do Motociclismo, Fórmula 1 ou Motocross, entre outros campeonatos.
O “campeoníssimo”, Giacomo Agostini, foi um deles. O piloto italiano, tem um total de 15 títulos mundiais no Campeonato do Mundo de Velocidade de Motociclismo. Agostini rubricou oito ceptros de Campeão do Mundo em 500cc, sete dos quais consecutivamente (1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971 e 1972) e assinou sete Campeonatos do Mundo de foirma consecutiva de 350cc (1968, 1969, 1970, 1971, 1972, 1973 e 1974), quando era permitido aos pilotos no mesmo evento, competir em mais do que uma cilindrada mundial. Outros tempos. 
Os actuais pilotos de MotoGP, Valentino Rossi e Marc Marquez, também conseguiram seis títulos. Rossi tem sete ceptros na classe Rainha (1/500cc - 6/MotoGP), e Marc Marquez (6/MotoGP), no entanto, nenhuma série de seis consecutivos. Rossi conquistou cinco títulos de campeão do Mundo consecutivamente (2001 a 2005) e Marquez tem quatro consecutivos, entre 2016 e 2019, mas uma lesão grave no primeiro GP desta temporada, impediu que o piloto espanhol estivesse nas restantes corridas do mundial e , eventualmente, conquistasse um quinto ceptro de forma seguida.
Nas duas rodas, Toni Bou (Piera/Catalunha) é um piloto de Trial de Excelência e com o maior número de títulos mundiais: 28! Bou tem 14 títulos de Campeão do Mundo de Trial consecutivos, entre 2007 e 2020, e, neste mesmo período, soma outros 14 ceptros mundiais de forma consecutiva no Campeonato do Mundo de Trial Indoor.
O piloto francês, Sebastien Loeb, é dos poucos que supera Jonathan Rea, quer no número de títulos conquistados e nos ceptros conquistados consecutivamente. Entre 2004 e 2012, Loeb assinou um total de nove títulos de Campeão do Mundo no WRC, todos eles de forma consecutiva. Na Fórmula 1, Lewis Hamilton tem um total de seis títulos mundiais e poderá conquistar este ano o seu sétimo ceptro. Destes seis campeonatos conquistados, Hamilton tem três ceptros consecutivos (2017 a 2019), podendo assinar esta tempoarada o quarto mundial consecutivo.
No Autódromo do Estoril caíu o pano no Campeonato do Mundo de 2020 e, neste mesmo traçado iniciou-se na passada segunda-feira a preparação para a 34ª época do WSBK, uma temporada que tenha mais eventos do que os oito efectuados este ano, com um total de 24 corridas, num ano difícil e complicado para todos devido a esta pandemia.

BANDEIRA DE XADREZ

WSBK: PILOTOS COM SEIS E MAIS TÍTULOS NO DEPORTO MOTORIZADO EM COMPETIÇÕES NÃO DESIGNADAS COMO CAMPEONATO DO MUNDO - SEm designação de Campeonato do Mundo houve outros pilotos que ganharam seis e mais títulos. A.J.Foyt ganhou sete Campeonatos aprovados pelo Automóvel Clube dos EUA - hoje com designação de Campeonato InyCar - durante as décadas de 1960 e 1970, embora nunca tivesse somado mais de dois títulos de forma consecutiva. Ganhou o título Campeão em 1960 e defendeu-o, em 1961, tendo conquistado pelo segundo ano outro ceptro, antes de voltar a ganhar os campeonatos de 1963 e 1964, també, consecutivamente. O seu quinto título chegou em 1967 e só ganhari mais dois ceptros em 1975 e 1979. Outro desportista que merece estar neste quadro de honra, embora sem ganhar títulos mundiais, é Stephane Peterhansel, vencedor do Rally Paris-Dakar em 13 ocasiões. O piloto francês ganhou seis vezes em duas rodas e sete em quatro. O êxito de Peterhansel começou em 1991 nas motos, ganhando seis títulos em sete anos com motos, entre os anos de 1991 e 1998., antes de passar para os carros onde venceu sete campeonatos. Em quatro rodas ganhou em 2004, 2005 e 2007, aos comandos da Mitsubishi, em 2012 e 2013, tripulando um Mini, e em 2016 e 2017, pela marca francesa da Peugeot. As “24 Heures Du Mans” é uma prova mítica e uma das corridas mais importantes do mundo automobilístico, embora só dois pilotos a tivessem ganho seis ou mais vezes. O belga, Jacky Ickx, venceu seis títulos, entre 1969 e 1982, incluindo três triunfos consecutivos, nos anos de 1975, 1976 e 1977. Tom Kristensen (Dinamarca) soma nove incríveis triunfos nesta prova mítica, incluindo seis de forma consecutiva, entre 2000 e 2005.  

José Manuel Pinho Valente

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Autor: CA

Categorias: Desporto

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