Material agrícola segue para Cabo Verde dando seguimento ao projecto “semear, colher e vender” da ASDEPR

Ainda esta semana vão seguir de São Miguel para a ilha de Santiago, em Cabo Verde, vários equipamentos agrícolas para a instalação de um campo de experimentação para os agricultores da ilha. 
Trata-se de um projecto promovido pela Associação para o Desenvolvimento e Promoção Local – ASDEPR, e que conta com a parceria de outro Grupo de Acção Local, a ARDE, a Associação Agrícola de São Miguel e a própria Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, que tem vindo a tomar forma desde 2019, altura em que foi aprovado no âmbito do PRORURAL +. Este projecto de cooperação transnacional tem agora prontos a seguir viagem várias máquinas agrícolas, um sistema de painéis solares que estará ligado a um furo de água para a sua captação, um sistema de rega, e ainda estufas e todo o material necessário para que o trabalho avance. 
O coordenador deste projecto “semear, colher e vender”, Fernando Sousa, explica que o material que está ainda armazenado na Granja, em Ponta Delgada, teve um custo de cerca de 120 mil euros, de um investimento total de 250 mil euros do co-financiamento do projecto. 
Fernando Sousa reconhece que o projecto já poderia estar mais avançado, não fosse a situação da pandemia pela Covid-19, no entanto, do conhecimento que vão tendo da situação em Cabo Verde “muitas das coisas podem ser instaladas. As zonas para instalação das estufas, do sistema de rega, está tudo apto para ser logo instalado. Mas depende do estado da pandemia”, alerta.
O projecto tem também uma vertente de formação em que já houve técnicos da Associação Agrícola de São Miguel que se deslocaram àquele arquipélago africano e já houve técnicos dos parceiros ACAISA, associação agrícola e comercial de Santiago, e do Ministério da Agricultura e do Ministério da Agricultura e Ambiente, que estiveram em São Miguel para formação. Uma formação que era para ter continuidade, mas que só será possível quando a pandemia evoluir favoravelmente. Por enquanto, os que já tiveram formação vão usar agora estes equipamentos agrícolas para dar continuidade a este projecto de cooperação transnacional cujo objectivo, defende Fernando Sousa, é de “estreitar relações entre dois arquipélagos e a transmissão de conhecimentos”. Uma troca de conhecimentos que os Açores também podem vir a beneficiar já que, parte do projecto também assenta nas alterações climáticas e “apesar de Cabo verde ser mais seco que os Açores, aqui também já falamos de seca. Perceber como eles se adaptam a essas alterações para podermos aprender com eles, se alguma vez for necessário”. 
Cristina Calisto, da Direcção da ASDEPR, assegura que estes equipamentos agrícolas vão agora “servir de espaço de formação para os agricultores poderem explorar as potencialidades e a forma como podem trabalhar a terra, melhorar a potencialidade dos seus territórios e dinamização económica e socialmente a ilha de Santiago”. Para isso o suporte pessoal é importante e tão depressa a situação da pandemia o torne possível “iremos pessoalmente lá”. Até lá, aqueles que já tiveram formação vão tentar replicar a outros agricultores como podem começar a tirar partido de todo o material que vai ser instalado no campo experimental no município de Santa Catarina. 
 

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Autor: Carla Dias

Categorias: Regional

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