Miguel Pereira Pimentel, jovem cozinheiro do Sal Grosso Restaurante nos Arrifes

Jovem cozinheiro açoriano passa pela Irlanda e Saint-Tropez antes de ser chef no Sal Grosso

Miguel Pereira Pimentel, de apenas 25 anos de idade é o responsável pela cozinha no Sal Grosso Restaurante, na Rua da Saúde, nos Arrifes, gerido por Tiago Cordeiro Costa.
Estudou na Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada, recordando com agrado quem com ele frequentou o curso. “Aprendi muito com todos, aliás na cozinha aprende-se sempre e é como um livro que nunca mais tem fim”.
No início, o nosso entrevistado até pensava que não iria conseguir entrar naquela escola, mas o sonho tornou-se realidade. “Foi uma enorme satisfação ter ali estado, apesar de não gostar muito da teórica, que também é importante, mas entusiasmava-me mais com a prática, como acontece com todas as profissões”.

O gosto pela cozinha 
começou em casa

Também releva, ter aprendido com diferentes formadores, que com as suas técnicas irrepreensíveis e capacidades criativas garantem formação acima da média para onde possam depois seguir as suas carreiras.
O gosto pela cozinha até começou em casa, principalmente nas alturas mais festivas. Não raras vezes, a mãe incentivava-o a fazer o almoço ou jantar. “Ainda hoje é um bocado assim, quando tenho disponibilidade, porque nesta vida não há muito tempo e dias disponíveis”.
Miguel Pereira Pimentel está no Sal Grosso desde o início, e no passado dia 7 de Outubro, o Restaurante comemorou o seu primeiro aniversário. Ali estão seis colaboradores e o Miguel é o mais novo.
Questionado qual o ingrediente que nunca pode faltar numa cozinha, diz que “nunca pode faltar o sal e a pimenta. Há muita coisa que se pode temperar só com estes dois ingredientes e são suficientes para agradar o cliente”.

A diferença está nos temperos

Em jeito de brincadeira dispara, que “o Sal Grosso é só de nome, porque tudo o resto é bem moderado e a conjugação de tudo é que faz a diferença”.
Bifes, Risotos, Filetes ou outros pratos são preparados na hora, numa ementa à carta, mas surgem também outros pratos mais económicos, que tanto podem ser Iscas de Fígado, Carne Guisada ou até mesmo uma imperdível Dobrada.
Para quem não sabe, o Risoto é um prato típico italiano em que se fritam levemente as cebolas e o arroz em manteiga, e vai-se gradualmente deitando fundo de carne ou legumes e outros ingredientes, até o arroz estar cozido e não poder absorver mais líquido.
Miguel Pereira Pimentel é natural de São Vicente Ferreira, mas já leva consigo uma enorme bagagem de conhecimentos, reconhecendo “que sempre teve uma paixão pelos pratos gourmet”, que como se sabe é um ideal cultural associado com a arte colunária da boa comida e bebida, na alta cozinha.
Deste modo, também considera que “nem todos os pratos são complicados se forem bem estudados. Aqui, no Restaurante, nada é complicado, mas é à Sal Grosso”, sustenta, onde “a qualidade é ainda requintada”.

O Bife da casa

Nem de propósito, Miguel reconhece que “o Bife é o prato que mais sai, porque é temperado com Vinho de Cheiro e Alecrim”. Ainda quisemos saber mais algum segredo desta popular e famosa iguaria, mas ficamos sem saber mais nada, até porque “o segredo é alma do negócio”.
Para além da carne, o peixe também é rei no Restaurante. “Todos os dias temos peixe fresco, mas todas as sextas-feiras temos a Sopa de Peixe ao almoço e as Lulas Grelhadas”.
A nossa reportagem chegou à fala com Miguel Pereira Pimentel numa dia da semana que findou, de manhã e à hora combinada, até porque iria começar mais um dia de trabalho, numa altura em que o patrão já não estava, porque tinha outras coisas programadas para fazer e curiosos que somos, quisemos saber se o jovem empresário é exigente. “Até não é exigente, é como se fosse mais um empregado e até trabalha mais do que nós”, revela para acrescentar que “o patrão faz de tudo um pouco. É o primeiro e chegar, mas também é o último a sair, serve à mesa, varre, limpa, entre outras tarefas”.

Experiência internacional

Miguel trabalhou nos restaurantes Convés e “A Tasca”, mas também esteve na Irlanda, durante um ano, a trabalhar no Trump International Golf Resort, uma unidade hoteleira de 5 cinco estrelas. Passado algum tempo, voltou a ter mais uma experiência no estrangeiro, mais concretamente em Saint-Tropez, França, antes de regressar de férias a São Miguel.
Entretanto, ficou a saber da vontade de Tiago Cordeiro Costa poder abrir um restaurante e alinhou. “Gosto de cozinhar e agradar, apesar, desta vida roubar muito tempo da nossa vida particular, mas faz parte e está quem quer e não quem pode”.
“É uma profissão exigente, de tal forma que, quando terminamos cada turno, quer seja ao almoço ou jantar, saímos com tudo limpo, mas no dia seguinte pergunto sempre como correu e se gostaram”, valida.
De referir ainda que o Sal Grosso Restaurante funciona todos os dias das 12h00 às 15 horas e das 19h00 às 22h00. Domingo é dia de descanso semanal e à Segunda-feira abre apenas para almoço.
Naquele espaço, surge uma relação de proximidade entre os colaboradores e os consumidores, já que na sala, com capacidade para 50 pessoas, poderá ver-se os cozinheiros a confeccionar as refeições e demais funcionários nas respectivas funções. 
 

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