Vice-presidente diz que PSD/A “tem a responsabilidade de formar governo nos Açores”

 O líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, vai levar amanhã ao Conselho Regional do partido, as linhas gerais de uma plataforma de entendimento entre os partidos de direita, com vista à formação de um governo maioritário na Assembleia Legislativa Regional, soube o ‘Correio dos Açores’.
O Conselho Regional do partido tem, entre as suas competências, “deliberar sobre coligações, frentes comuns ou associações com outros partidos no âmbito regional”, segundo os estatutos dos sociais-democratas açorianos.
Um dirigente social-democrata confirmou ontem ao nosso jornal que  “está tudo muito bem encaminhado” para um entendimento entre os partidos de direita com vista à formação de governo. “Ainda não temos um documento escrito, mas o entendimento está praticamente assente”, completou.
Este entendimento passou por negociações com o CDS/PP, com o PPM, com o Chega, com o PAN e com o partido Iniciativa Liberal. 
Segundo as fontes de informação do Correio dos Açores, as negociações do PSD com o CDS, PPM, Chega e PAN “estão bem encaminhadas”, o que, desde logo, assegura uma plataforma de governo maioritário à direita com 29 deputados na Assembleia Legislativa Regional.
Nuno Barata, do iniciativa Liberal, já assumiu que vai ser um deputado da oposição no Parlamento da Região, não viabilizando o governo nem à esquerda nem à direita.
Num texto publicado ontem na sua página do Facebook, o Vice-presidente do PSD/Açores, Pedro do Nascimento Cabral, escreve que o partido “tem a responsabilidade de formar Governo, aliando-se aos partidos do seu espectro político, e assumir uma nova forma de desenvolver a Região Autónoma dos Açores. É isto que o nosso Povo exige!”, completou.
Como refere, o PSD/Açores “não pode ser conivente com a possibilidade de Vasco Cordeiro continuar a liderar os destinos da nossa Região Autónoma, com os infelizes resultados que todos nós já conhecemos, sob pena de perder toda a sua credibilidade e, na sequência, o eleitorado que lhe confiou o seu voto”.
Para Pedro do Nascimento Cabral, o resultado das eleições legislativas regionais do passado Domingo “determinou o fim de um ciclo político dominado pelo Partido Socialista”.
“Ao longo de 24 anos vivemos sob a égide de uma única ideologia, materializada nos sucessivos governos de Carlos César e de Vasco Cordeiro, que, mais preocupados em desfrutar e manter o poder pelo poder, trouxeram a Região Autónoma dos Açores aos piores índices de desenvolvimento económico, social e cultural que são objectiva e imparcialmente retratados pela Pordata – Fundação Francisco Manuel dos Santos, mesmo antes de sermos invadidos pela pandemia Covid 19”, afirma o Vice-presidente do líder José-Manuel Bolieiro.
Salienta que, ao longo dos seus mandatos, Vasco Cordeiro não hesitou em hostilizar os partidos da oposição, tendo afirmado mesmo, do alto da mais pura sobranceria, em Novembro de 2013, aquando da votação do Orçamento para 2014, que o PSD/Açores era um partido ‘irrelevante’ no panorama político regional”.
“Foi contra toda esta má gestão na nossa vida colectiva e prepotência no exercício do poder, que o povo dos Açores optou, agora, por conferir ao Parlamento uma maioria à Direita”, concluiu.
O representante da República deverá começar a ouvir os partidos com assento no novo Parlamento a partir de quinta ou sexta-feira depois dos quadros dos resultados estarem publicados no Diário da República. Na altura, Pedro Catarino ficará perante o cenário de uma maioria parlamentar de direita para formar Governo.
 Depois da tomada de posse do próximo Governo dos Açores, haverá um prazo máximo de 10 dias para o programa do Executivo regional ser entregue à Assembleia Legislativa.
                                                       

J.P.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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