3 de novembro de 2020

‘Casas da Ribeira Grande’ está a produzir e a vender desinfectante Aloe Vera

Os alojamentos turísticos ‘Casas da Ribeira Grande’ não vão fechar este Inverno, apesar da pandemia, e têm reservas de longa duração com clientes habituais que os seus proprietários pretendem satisfazer.
Um dos proprietários das ‘Casas’, João Pinheiro, explicou ao Correio dos Açores que a estrutura não é assim tão grande e conseguimos aguentar. Vamos continuar abertos. Temos aqui umas reservas de longa duração no Alojamento Local que vamos ter que cumprir. Os trabalhadores estão cá e temos de os aguentar”, disse.
João Pinheiro considerou que a segunda vaga da Covid 19 “não está muito famosa na Europa mas temos aqui alguma esperança que surgem novos clientes. Lá de vez em quando vão surgindo umas reservas de última hora. De hoje para amanhã, de hoje para a próxima semana. Vamos juntando todos os miolos. Agora, já se sabe que para Dezembro, Janeiro e Fevereiro ninguém está a fazer reservas. Não se estão a fazer reservas com muita antecedência”, completou.
As ‘Casas da Ribeira Grande’ fazem parte de uma rede de casas de alojamento local. São casas tradicionais que foram intervencionadas de forma a manterem as suas características genuínas, mas de forma moderna.
Sm 2014, surgiu ‘A Casa do Chafariz’, uma habitação tradicional, com um interior e exterior completamente contemporânea e equipado.
Em 2015, foi executado o projecto de reabilitação na ‘Casa da Cascata’, a guesthouse. E no mesmo ano foi disponibilizada ‘A Casa da Ponte’.  
As três casas são marcadas pela tradicional traça micaelense e relacionam-se sempre de forma especial com a componente arquitectónica, criando uma ambiguidade entre o tradicional e o actual. Todas localizam-se no centro histórico da cidade da Ribeira Grande.

Desinfectar com Aloe Vera

As críticas dos funcionários das ‘Casas da Ribeira’ de que o produto que estavam a utilizar para desinfecção em tempo da pandemia estava a secar as mãos, levaram os proprietários das ‘Casas’ a procurar uma alternativa e fizeram um composto de Aloe Vera com álcool que está a ter grande aceitação.
Trata-se de um produto “natural e artesanal, que desinfecta e hidrata, protege e cuida. Um produto necessário pela altura em que surge, para solucionar as consequências deixadas pelos existentes no mercado como a secura da pele, feridas ou irritações”, lê-se num texto publicado pelas ‘Casas Açorianas’ na sua página do Facebook.
“Criamos, assim, (mais) um produto de raiz, feito por nós. Mais um produto que se adequou a uma necessidade sentida pelos nossos - equipa e hóspedes”.
É um álcool desinfectante de mãos 100% natural, 100% artesanal, 100% açoriano, feito com Aloe Vera. “Não poderia ser mais adequado. Comprovado e testado por muitos, os resultados têm sido os mesmos: satisfação garantida”.
 “Nós fizemos este produto para utilizar nas nossas casas e para os nossos funcionários. E fizemos uma quantidade grande que podemos colocar no mercado, mas camos devagar”, disse João Pinheiro
Quando questionado sobre o que diferencia o produto?, a resposta é a de que “primeiro, é feito com base em produtos dos Açores. O álcool é açoriano e o Aloé Vera é açoriano. E só tem estes dois produtos. Não tem químicos. É só mesmo estes dois ingredientes”, acentuou.
“O produto não está no mercado a toda a força porque ainda não está testado em laboratório. Mas estamos a fazer força para isso. A Aloé vera está testada como sendo boa para a pele em termos dermatológicos”, disse.
  Presentemente, têm 50 garrafas de Aloe Vera em stock e podem produzir cerca de 50 garrafas por semana se houver procura.  
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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