Sem explicações plausíveis aos utentes

Centros de Saúde estão a suspender aplicação de vacinas

A vacinação contra a gripe nos Centros de Saúde de São Miguel está suspensa e os utentes estão a ser informados, telefonicamente.
É o caso de uma utente do considerado ‘grupo de risco’, por ser asmática, que foi ontem ao Centro de Saúde de Ponta Delgada para levar a vacina contra a gripe que estava marcada há muito tempo e, quando chegou foi informada pelos serviços que “não havia vacina” e perante a insistência da utente, obteve como resposta que “iam falar com a médica de família para ver o que é que se arranjava”.
Outros utentes que estavam também programados para, durante o mês de Novembro, levarem a vacina, segundo as informações chegadas à redacção do Correio dos Açores, receberam um telefonema dos seus centros de saúde a comunicar a suspensão da administração da vacina e que, oportunamente, dariam notícia.
A Unidade de Saúde de São Miguel, contactada pelo nosso jornal, informou que não se trata de uma suspensão, mas sim de uma reorganização de modo a que seja reposta a normalidade até 31 de Dezembro.
Perante a insistência do jornalista de que se trata de uma suspensão de vacinação, a resposta foi de que “não é cancela a vacina, mas sim reagendar a vacinação. É uma questão de organização”, referiu.
Recorda-se que o Governo açoriano anunciou, em Setembro, que tinha todo o sistema de vacinação garantido, começando por dar prioridade às pessoas institucionalizadas, grupos de risco e grávidas e pessoal de saúde. 
Acontece agora que, depois de terem agendado a vacinação nos centros de Saúde, os utentes são confrontados com a sua suspensão sem qualquer justificação plausível. 
Por outro lado, é de salientar que, no final de Outubro, as farmácias dos Açores esgotaram as vacinas que tinham disponíveis e não sabiam se iriam ter este ano mais, mesmo tendo listas de espera para vacinação.
De acordo com as declarações prestadas pelos farmacêuticos contactados pelo Correio dos Açores, a causa de falta de resposta das farmácias deve-se ao corte drástico na quantidade de vacinas que receberam em anos anteriores e a que havia sido prevista para o ano em curso. 
Em suma, a Região não está a assumir a carência que existe de vacinas para satisfazer as necessidades e a procura num ano problemático devido à situação pandémica em que vivemos.
                                        
João Paz

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Autor: CA

Categorias: Regional

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