17 de novembro de 2020

Opinião

Surpreender pela positiva


O mandato da Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada tem até agora surpreendido muita gente pela positiva, atendendo a que poucos estariam à espera que tão cedo Maria José Duarte pudesse ocupar aquele cargo de altíssima responsabilidade de gestão política e administrativa, o qual nem tão-pouco passara pela sua mente tal missão.
Mas, como ela própria confessou publicamente, a sua carreira política evoluiu de modo inesperado, embora ela não seja propriamente uma estreante no que respeita a cargos públicos ou de natureza política, o certo é que o destino a levou a assumir o lugar de grande destaque na maior autarquia local dos Açores. 
Conheço a Maria José Duarte há alguns anos, em que o destinou nos juntos amiúde em algumas etapas das nossas vidas, quer nas andanças políticas, mormente como Deputados à Assembleia Legislativa da Região Autónomas em representação do PSD Açores, quer em lides comunitárias, quando me deu o gosto de colaborar comigo na Fundação Pia Diocesana de Socorro “Nossa Senhora das Mercês”.
A sua boa disposição é contagiante e a sua presença é indispensável para criar bons ambientes de trabalho, sendo amiga dos seus amigos e uma pessoa com quem se poderá sempre contar em qualquer fase da vida, pois como mulher culta e humanista a sua primeira preocupação é com as pessoas.
É certo que a sua equipa na Câmara Municipal é uma preciosa ajuda na implementação dos vários investimentos camarários, mas Maria José Duarte é a timoneira daquele grande barco que é a Autarquia-joia dos Açores e sobre ela recaem, em primeira instância, todas as responsabilidades políticas e administrativas do que acontece na Edilidade.
O poder foi-lhe entregue em mãos, de um dia para o outro, sem que ela alguma vez o suspeitasse, porque tendo sido convidada por José Manuel Bolieiro para integrar a lista candidata, em terceiro lugar, nunca passou pela sua cabeça que pudesse ser chamada como foi para liderar o projeto autárquico no maior e mais importante Concelho dos Açores. 
Contudo, tomou a si a responsabilidade e a sua gestão camarária tem sido apreciada pela generalidade dos cidadãos do Concelho de Ponta Delgada e os de fora têm igualmente acompanhado com interesse o seu trabalho cauteloso, pragmático mas determinado, o que são atributos de um bom líder que ela preenche cabalmente.
A Câmara Municipal de Ponta Delgada tem-se destacado, neste momento histórico de combate à pandemia, com medidas importantes para enfrentar esta nova realidade social e económica dela decorrente, tendo sido decisiva a política adotada e direcionada para as pessoas que estão a ser confrontadas com a diminuição do seu rendimento e que permanecem em situação de maior fragilidade social. 
Maria José Duarte é uma mulher da cultura e sempre se destacou no aprofundamento e desenvolvimento da área cultural, onde implementou algumas ações de apoio à cultura desta ilha, mormente quando esteve como Diretora da Casa da Cultura de S. Miguel, dando nas vistas na afirmação dos valores culturais genuínos das nossas populações.
Para a Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, na sua mensagem aos munícipes, o poder local é um desafio constante, designadamente no que diz respeito à qualidade de vida do cidadão, seja na área ambiental, na coesão social e territorial, na descentralização e dotação de meios financeiros para as freguesias, no desenvolvimento económico das potencialidades, na exigência e rigor de uma gestão transparente e participada dos recursos, na regeneração e revitalização urbanas, na segurança e na inovação e modernização administrativa.
O trabalho que ela tem vindo a coordenar na Câmara Municipal dá-lhe crédito para, quando sair desta missão, se mostrar com a consciência de que voltou a dar o seu melhor para atingir os objetivos coletivos a que se propôs, ao aceitar conduzir a grande embarcação que é aquela autarquia, roubando-lhe tempo à sua vida privada para se dedicar à causa pública, desprendida de interesses, pois o que lhe move é servir a causa e o desafio com que, inesperadamente, foi confrontada.
Por isso, aqui fica uma palavra de apreço e solidariedade.

António Pedro Costa

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Categorias: Opinião

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