No período entre 2006 e 2018

Consumo das famílias açorianas cresceu 500 milhões de euros em doze anos

 O Consumo Final das Famílias dos Açores foi de 3.201 milhões de euros em 2018, tendo aumentado cerca de 500 milhões de euros desde 2006, e apresentando em 2018 uma taxa de crescimento de 4,3%, superior à do PIB (3,7%), anunciou ontem o Serviço Regional de Estatística.
O SREA divulga pela primeira vez o valor do Consumo Final Privado das Famílias da Região. As estimativas agora divulgadas são o culminar de um projecto iniciado em 2018, do qual já havia resultado a publicação do Indicador do Consumo Privado das Famílias (ICP-Açores) desde Março de 2020. 
“O consumo de bens e serviços numa economia pode distinguir-se em consumo privado e consumo público, consoante o sujeito económico seja privado, como as famílias e as empresas privadas, ou seja público, como as instituições públicas”, explica o Serviço Regional de Estatística.
“O consumo pode também distinguir-se em intermédio ou final, consoante tenha por intuito a produção de novos bens ou serviços ou se destine à satisfação directa das necessidades dos agentes, respectivamente”.
Além disso, o consumo das famílias pode ser efectuado dentro do território económico ou fora dele, por residentes ou por não residentes. O consumo privado pode ser efectuado directamente pelas famílias ou por Instituições Sem Fins Lucrativos ao Serviço das Famílias (ISFLSF).
 O consumo público é atribuído às entidades públicas, embora se traduza efectivamente na disponibilização às famílias de serviços a preços reduzidos ou nulos, como serviços de saúde, educação ou cultura, entre outros. 
No âmbito da Contabilidade Regional dos Açores, como explica o SREA, a referência resumida ao Consumo das Famílias diz respeito ao consumo final privado efectuado directamente pelas famílias residentes nos Açores, dentro ou fora desse território. 
Faz notar o Serviço Regional de Estatística que o consumo das famílias inclui na sua contabilização diversos valores imputados. Destes, o caso mais relevante é o valor imputado das rendas, isto é, o valor das rendas que as famílias teriam de pagar caso as respectivas habitações tivessem sido arrendadas.
Assim, o valor do Consumo das Famílias é uma grandeza cuja evolução se reveste da maior importância na análise económica, uma vez que, em conjunto com o valor do Consumo Público, traduz a quantidade e qualidade de bens e serviços utilizados pela população na satisfação directa das suas necessidades, e está directamente relacionada com o seu bem-estar. 
O andamento do Consumo das Famílias no período entre 2006 e 2018 pode ser repartido grosso modo em três fases: uma fase de crescimento entre 2006 e 2010, uma fase de contracção entre 2011 e 2013, e uma fase de retoma e crescimento desde 2014. 
Na totalidade do período o Consumo das Famílias cresceu cerca de 500 milhões de euros.
                                                   

J.P.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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