Face a Face!... com Tomaz Dentinho

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Tomaz Ponce Dentinho, católico, casado, dois filhos, filho, seis irmãos, com parentes em Elvas e, mais afastados, em Portalegre, Olhão e Faro, economista, académico, monárquico, residente em Angra e educado em Lisboa.

Fale-nos do seu percurso de vida no campo académico, profissional e social?
Sou economista pela Universidade Católica Portuguesa (1975-1980); fiz três anos do curso de Agronomia e dois anos do Curso Livre de Arquitetura Paisagista de 1976 a 1979; tirei o mestrado em economia em 1987 e o doutoramento em economia regional pela Universidade de Newcastle-upon-Tyne (1990-1995). Fiz ainda uma Pós-Graduação em Economia do Ambiente pelo Harvard Institute for International Development (1999).
Sou docente da Universidade dos Açores desde 1985; trabalhei no apoio às autarquias locais na Secretaria Regional da Administração Pública dos Açores (1985-1987); colaborei no Plano Diretor do Porto no Gabinete de Planeamento Urbanístico da Câmara Municipal do Porto (1983-1985); participei no processo de negociação da adesão de Portugal à Europa no Gabinete do Ministro de Estado e da Qualidade de Vida (1982-1983); foi aspirante na Escola Prática de Infantaria de Mafra (1981-1982), organizei missões de investidores no Instituto de Investimento Estrangeiro (1980-1981) e fui monitor da Faculdade de Direito de Lisboa (1979-1981).
Sou do movimento de Igreja Comunhão e Libertação, sou do Rancho de Romeiros de Nossa Senhora da Conceição, participo nas reuniões do Grupo de Leitura “Nostalgia de Deus na Literatura Contemporânea” e jogo golfe muito mal.

Como se define a nível profissional?
Sou professor universitário que gosta de estudar e ensinar economia regional, economia do ambiente e economia agrária, tem interesse em investigar sobre os factores que influenciam o desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios e de comunicar evidências da ciência que são novidades por vezes perturbadoras para o senso comum. Também gosto de investigação operacional e de metodologias que melhoram a gestão de sistemas de produção, transformação e distribuição de produtos e de métodos de avaliação custo benefício de projectos. Colaboro em trabalhos de ordenamento do território, na edição de livros científicos e na avaliação custo-benefício dos projectos.

Quais as suas responsabilidades?
Tenho tido alguns cargos de responsabilidade mais fora do que dentro da Região. Dentro, coordenei a Licenciatura em Engenharia e Gestão do Ambiente, o Mestrado em Gestão e Conservação da Natureza e o Doutoramento em Gestão Interdisciplinar da Paisagem. Dentro ainda, fui diretor do Jornal a União entre 2001 e 2007 e presido à Associação para a Ciência e Desenvolvimento dos Açores criada em 2013. Fora, fui vice-presidente do Instituto para a Conservação da Natureza entre 1996 e 1998; presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional de 2008 a 2015; director executivo da Associação Internacional de Ciência Regional entre 2011 e 2018 e, desde 2017, editor da revista científica Regional Science Policy and Practice.

Que impactos tem o desaparecimento da família tradicional numa sociedade insular como a açoriana?
Um antropólogo disse-me há meia dúzia de anos que, quando as sociedades colocam o consumo à frente da reprodução, tendem a desaparecer. É isso que estamos a vivenciar com os casamentos cada vez mais tarde e a redução drástica da fertilidade. Se for assim é bem provável que os açorianos, em algumas Ilhas, venham a desaparecer sendo, em poucas décadas, substituídos por cabo-verdianos, alemães, indianos, paquistaneses e chineses. Não é grave, mas não é a mesma coisa.
De notar que as famílias, com raiz dos Açores ou de fora, sempre foram diversas e multigeracionais. A mesma família pode ter membros divorciados, juntos, casados pelo civil ou casados pela Igreja, com filhos e sem filhos… a família envolve tudo isso.
Dito isto, é provável que as famílias ditas tradicionais sejam mais possibilitadoras de espaços de liberdade e de pertença. Muito concretamente que haja uma mesa posta e uma cama feita para filhos, irmãos, sobrinhos, netos e avós. Se isso se quebra, no caso dos Açores, haverá mais gente pobre porque a separação familiar está fortemente associada à pobreza. Por outro lado, põe-se em risco o chamado capital social que é extremamente criativo e produtivo. Quantos empregos e negócios se fazem num bom ambiente familiar? Quantas visitas temos e quantas visitas fazemos sustentados na família. Mas o mais preocupante é que se perde o ambiente de educação que a família cria. Em família, aprende-se a conversar e a pensar, a trabalhar nos ofícios dos pais e a partilhar, a ver e a rezar.

Como descreve a família de hoje e que espaço lhe reserva?
As famílias de hoje têm a mesma base de sempre. Um homem e uma mulher que se apaixonam, saem de casa dos seus pais para viverem juntos, partilharem o que conseguem ganhar e, se Deus quiser, têm filhos.
Há meia dúzia de anos, um geógrafo apresentou um estudo que falava de quatro tipos de famílias: a) mononucleares constituídas por marido e mulher em que os filhos saem de casa cedo e todos herdam; b) tribais, constituídas por três gerações na mesma casa em que o que fica dono da casa é que herda; c) comunitárias em que existem três gerações na mesma casa e todos herdam; e d) mistasem que existem apenas pais e filhos na mesma casa, mas os herdeiros não herdam igualmente.
Os Açores têm famílias diferentes conforme as ilhas e a ruralidade, mas com desempenhos sociais diferentes. A criatividade e a especialização no sector terciário aparecem mais em famílias mononucleares urbanas. A lealdade e a especialização nos sectores agrícolas e industrias surgem mais nas famílias “tribais” ou mistas de zonas mais rurais. E as famílias comunitárias estão associadas a vivências de comunidade muito próprias. Em suma, as famílias adaptam-se à evolução dos territórios sendo natural que o processo de urbanização se ligue à passagem de famílias “tribais”, mistas e comunitárias do espaço rural para famílias mononucleares urbanas. E, nesta passagem, é natural que haja alguns desajustamentos que importa ajudar a corrigir na certeza de que é necessário continuar a haver homens e mulheres que se apaixonem, saiam de casa dos seus pais para viverem juntos, partilharem o que conseguem ganhar e terem filhos. Os vínculos laborais públicos dos pais feitos por conta e insegurança nos empregos privados dos mais novos é claramente uma situação que atrasa e dificulta a criação de famílias.

A relação entre pais e filhos é, quase sempre, foco de tensões. Que abordagens, em sua opinião, devem ser feitas?
A injustiça geracional que beneficia os pais actuais com vínculos públicos e prejudica os seus filhos com inseguranças privadas é naturalmente um foco de tensão que pode ser corrigido se melhorarmos a produtividade dos funcionários públicos para que produzam de acordo com o que recebem e não obriguem a uma carga fiscal que prejudica a empregabilidade dos filhos.
Por outro lado, a educação pelo testemunho de vida está desajustada pois indica aos filhos que o vínculo para a vida a um emprego é melhor quando na verdade não é compatível com a realidade dinâmica que obriga a uma adaptação constante a novos desafios. Por isso é que muitos filhos acabam por trabalhar fora dos Açores e do País onde o sistema económico e os valores sociais são mais coerentes e percebíveis pelos mais novos.
Finalmente, há tensões extra entre os pais e os filhos porque os empregos que se vão criando são mal pagos, e sem qualquer esperança de melhoria, porque baseadas na imobilidade laboral. Como podem exigir mais trabalho se o que lhes pedem no emprego é para ficar quietos?

Que importância tem os amigos na sua vida?
Os meus amigos foram criados em momentos intensos quando eéamos teenagers ou sempre que conseguimos voltar a ter as dúvidas e os sonhos de teenagers. Aconteceu mais com o desporto do que com a escola. Mais no risco de uma arena do que na gargalhada de uma festa. Mais na partilha de um campo de férias do que nas tarefas de um trabalho de grupo. Refreou e reconstruiu-se com a criação da família, porque os amigos, novos e velhos, passam a ser comuns. Mas é bom quando ficamos mais velhos sabermos que temos esses espaços que criámos com sonho e alegria, dúvidas e sofrimento. É bom jogar o golfe com amigos. É bom fazer sessenta anos e mobilizar os amigos dos 14, dos 16, dos 20 e dos 24 anos e aparecerem todos. É bom haver quem organize almoços do colégio com os que voltamos a conhecer dos 6, dos 8, dos 10 e dos 12 anos. É bom bater à porta e almoçar no Porto; telefonar e lanchar em Ponta Delgada; encontrar e almoçar em Belém; marcar e estar oito horas a almoçar em Sintra; e cinco horas na Moita. E ficar a campo em Elvas ou num churrasco no Algarve. E todos os anos beber uma cerveja em San Diego e Pittsburgh; um vinho em Nápoles ou Bolzano; um chá em Goa ou Calcutá e um silêncio cúmplice em Nagasaki ou em Lisboa. Com amigos fala-se das coisas mais sérias a sorrir. E ainda aprendemos a ficar melhor educado; quisera que fosse mais santo.

Que actividades gosta de desenvolver?
Gosto de jogar golfe e de nadar, de ler e de estar à mesa a conversar.

Vê televisão? Quais os canais?
Vejo os canais que os outros colocam para ver. Quando não está ninguém gosto de procurar um filme com actores conhecidos ou simplesmente ouvir música e ler, ou trabalhar.

Que sonhos alimentou em criança?
Já não me lembro. Tornaram-se realidade. Jogar rugby. Velejar. Terminar os cursos. Casar. Passear pelo mundo todo. Trabalhar numa Universidade. Ter filhos. Descer um rio. Subir a um monte. Andar a pé. Outros sonhos tive que deixar para trás porque não tinha jeito como tocar e cantar, nem para desenhar e pintar. Agora, quero ultrapassar a preguiça e escrever um ou dois livros académicos e quero que os Açores e Portugal se desenvolvam e que o mesmo aconteça com os países mais pobres que visito. Mas, na verdade, quero ser santo e isso só consigo com a Graça de Deus.

Qual o seu clube de futebol?  
Uma vez quis ser do Sporting e o meu pai não ficou contente porque o meu avô tinha sido um sócio com numero pequeno no Benfica; com os meus irmãos mais novos já não foi assim. Na verdade, sou adepto ferrenho da equipa de Portugal e tenho pena que o desporto não esteja organizado para eu ser adepto do Clube de São Pedro, do Clube de Angra, do Clube da Terceira e do Clube dos Açores como a organização dos campeonatos como os que existem na Irlanda.

O que mais o incomoda nos outros?
O que me incomoda é a minha reação face a alguns outros. Fico com vergonha de reagir assim e peço desculpa.

Que características mais admira no sexo oposto? 
A completude.

Gosta de ler? Diga o nome de um livro de eleição?
Gosto de ler bons livros. “O Fio da Navalha” de Somerset Maugham. “Por quem os Sinos Dobram” de Hemingway. “José e Seus Irmãos” de Thomas Mann. “Guerra e Paz” (mais a parte da guerra) de Tolstoi. E estou a ler o Idiota de Dostoievski, bom e suave.

Como se relaciona com o manancial de informação que inunda as redes sociais?
Isso são dados. A informação é só aquilo que eu leio e acredito. E há muita coisa boa. Um primo meu de Elvas que morreu o ano passado de cancro publicava pinturas fantásticas. Um amigo que se fardou comigo no Aposento da Moita publica poemas lindos associados a imagens belíssimas. Foi pelo Facebook que encontrámos os 55 colegas que estivemos no colégio da primeira classe ao quinto ano.

Costuma ler jornais?
Agora leio muito pouco. Só os títulos e capas que me chegam pela internet, o Economist que tenho acesso e o Público que, de vez em quando, me chega por essa via. Também o Diário Insular quando passo por ele na portaria da Universidade ou num café.

Gosta de viajar? Que viagem mais gostou de fazer?
Gosto muito de viajar. Nos aviões e nos aeroportos vêm-se muitos filmes para chorar e acabam-se livros. Nos sítios onde vamos encontramo-nos com pessoas que gostamos. E pelo caminho, vamos guardando memórias boas que relembramos sorrindo. Gostei de alugar uma acelera e ir a Soibada no meio de Timor onde os jesuítas educavam os filhos dos régulos e de onde o padre Abel Soares me pede para receber alunos de Lacluta. Gostei de, em 2004, ir por estrada picada de Luanda ao Huambo, de ter entrevistado o Rei Ekuiki II do Bailundo para a União e de ter ficado amigo do Huambo onde fizemos o Plano Diretor e onde gostava de abrir um Colégio. Gostei de “fugir” de Varadero, em Cuba, com o Engenheiro Leiria e passar por Cuiabá, Baía dos Porcos, Cienfuegos, Trinidad e Santa Clara. Gostei, à posteriori, de ter ficado sem dinheiro no sul de Java e ter chegado a casa com um dia de atraso. Gostei de estar em Forte Apache e no Grand Canyon, nas Montanhas Azuis de Sydney e em San Pedro de Atacama no Chile. Na Ilha da Reunião com o Mário Fortuna e na Guyana sozinho; lá onde os índios falam português. Fico por aqui porque a memória não se cansa de me fazer sorrir.

Quais são os seus gostos gastronómicos? 
Gosto de quase tudo. Não gosto de arroz doce e de mão de vaca.

Que noticia gostaria de encontrar amanhã no jornal?
Acabou a Pandemia

Qual a máxima que o/a inspira?
Vergonha é fazer o mal, diz a minha mãe.

Em que Época gostaria de ter vivido?
Esta.

Como define a política?  
Política é a forma como as pessoas se organizam para prover os bens públicos que querem e pagam. Nos Açores parte dos impostos são pagos por fora e, por isso, temos uma política adolescente e dependente.

Que opinião tem sobre os políticos de hoje?
São os melhores. Não é fácil fazer oposição numa Região com um peso preponderante do Estado. Não é motivante ser da posição numa sociedade que pede atitudes particulares.

Se fosse governante quais as medidas prioritárias que assumiria?
Controlar e pagar a dívida; promover a concorrência entre escolas pelos alunos e premiar as que apresentem mais melhorias; promover a concorrência entre unidades de saúde e premiar as que tenham melhor desempenho; combater a concentração da industria de laticínios e pagar subsídios pela provisão de serviços do ecossistema; liberalizar os transportes marítimos e aéreos internos e externos; combater o livre acesso aos stocks de pesca. Apoiar a Universidade pela existência de cursos completos de direito, engenharia e medicina em Ponta Delgada e Gestão e Veterinária em Angra do Heroísmo.

Foi uma atitude de coragem assumir a posição de cabeça de lista do PPM pela Terceira às eleições legislativas regionais. Isto sabendo que a Terceira é um círculo eleitoral com as votações muito concentradas no PS e no PSD. O que o levou a aceitar esta missão?
Sou do PPM desde antes do 25 de Abril, no exemplo do Gonçalo Ribeiro Teles. Julgo que o PPM tem tido uma função relevante dando visão aos partidos não marxistas ao mesmo tempo que o PPM consegue passar a ideia monárquica que o identifica com mais facilidade. Se não acreditasse que a monarquia é importante para Portugal provavelmente alinharia por outro partido. No PPM podemos chegar ao poder e servir a Região e o País no parlamento e no governo e não abdicamos das ideias que defendemos.

Apoia a decisão do PPM de coligar-se ao PSD e ao CDS/PP para formar governo com acordos parlamentares com o Chega e o IL? Que análise faz à situação política regional?
Apoiei o Dr. Paulo Estevão para fazer uma coligação à direita e não com o PS porque o PS deixou de ter soluções para a dívida, o emprego, a educação e a saúde nos Açores. A aliança de Governo é com o PSD e o CDS e o apoio necessário para aprovar orçamento tem de ser feito no parlamento com o Chega e a Iniciativa Liberal. Eu defendo que as medidas que já indiquei devem ser tomadas em 100 dias, mas percebo que o Governo queira uma mudança mais gradual. O interessante é que essas medidas são apoiadas pela Iniciativa Liberal e pelo Chega que, neste sentido, podem ser elementos importantes não só para a mudança de políticos, mas também e fundamentalmente para a mudança de políticas.

Que características deve ter o próximo Governo dos Açores?
Eu preferiria um Governo com pastas técnicas mobilizadas porventura fora dos partidos na Saúde, Educação, Finanças, Economia, Agricultura e Ambiente e com pastas políticas na Chefia de Governo.

Tem um projecto para a Universidade dos Açores. O que mudaria e que mais-valias traria o seu projecto ao estabelecimento de ensino superior da Região?
O meu projeto é diferente do actual em dois pontos. Primeiro, enquanto o actual reitor fez com a Universidade descesse de 4.500 alunos para pouco mais de 2.000 alunos, eu provei que era possível ter uma Universidade com 6.000 alunos para servir a procura regional nas diferentes ilhas com possibilidade de chegar a 10.000 alunos em concorrência diferenciada com as Universidades nacionais e estrangeiras. Segundo, para ter uma Universidade de 6.000 a 10.000 alunos é necessário responder à procura de cursos de direito, medicina, engenharia, humanidades e artes adaptando a oferta aos diversos polos em vez de ter de definir os cursos de acordo com a oferta com agricultura e ambiente em Angra e o resto em Ponta Delgada. Agora é mais difícil passar de 2.000 para 6.000 e 10.000, mas não é impossível porque mais gente quer ir para a Universidade e há cada vez mais doutorados para ensinar.

A pandemia provocada pela doença da Covid-19 está a criar sérias dificuldades à economia açoriana e praticamente arrasou a fileira do turismo. Haveria outra forma de reduzir, com maior intensidade, os impactos da pandemia na economia regional? 
Creio que sim. Primeiro, assegurar que os Serviços de Saúde funcionam bem e o que aconteceu nos primeiros tempos da pandemia com 16 mortes em São Miguel não deu bons sinais. Segundo, reduzir o alarmismo que se criou para os que vêm de fora. Finalmente, testando os turistas e fazendo com que circulem nas ilhas com o menor contacto com a população até ao segundo teste. Cada 100 turistas geram 3,4 empregos e o alarmismo já provocou muito desemprego e não impediu o contágio. Mais, o facto de as Ilhas estarem limpas poderia ter sido aproveitado para atrair turistas desde que se fizessem os testes e se evitasse o contacto durante cinco dias. Já perdemos muitos empregos este ano. Julgo fundamental preparar uma recuperação para o ano já a partir de Março, assegurando que o sistema de saúde funcione bem e tratando os turistas como os residentes com cinco dias de não contacto com a população o que não quer dizer que não possam passear.

O Presidente da Federação Agrícola dos Açores quer que novo governo repense a fileira do leite na Região. Em sua opinião, de que forma se poderá fortalecer esta  fileira?
Não é o Governo que tem que pensar a fileira de leite. O Governo tem que promover a concorrência entre fábricas proibindo a recolha conjunta, permitindo que um lavrador possa vender para uma fábrica e depois para outra sem penalização, terminando com as multas por excesso de produção, promovendo a investigação e inovação de novos produtos lácteos. No fundo, seguindo o modelo de regiões leiteiras da Nova Zelândia e da Irlanda.

Tem algo mais a acrescentar que considere interessante e/ou importante no âmbito desta entrevista?
Tenho que vos agradecer a vossa disponibilidade para expressar o que sou e o que penso. Muito obrigado.

João Paz

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Autor: CA

Categorias: Regional

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