Maria José Duarte considera que combate à violência é “um desafio colectivo que tem de começar por cada um de nós”

A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada defendeu “ser necessário que cada um de nós tome devida consciência de uma nova cultura comunitária no que à violência diz respeito: a cultura preventiva”. 
Maria José Lemos Duarte, que falava na sessão de abertura das VI Jornadas da APAV Açores contra a Violência, citada em nota à imprensa, lembrou que “é papel do Estado formar o Homem, a pessoa capaz de construir em si um quadro axiológico comportamental que evite a sua tendência agressora ou omissa na denúncia do outro que foi agressor”, mas que, “antes de uma actuação institucional, impõe-se, a mudança cívica”. 
“Importa para isso criar organismos que ajudem a abalar consciências adormecidas e a promover o debate em torno desta problemática, infelizmente, sempre tão actual”, considerou a edil.
Tem sido com este sentido estratégico que o Município de Ponta Delgada apoiou a instalação do Gabinete de Apoio à Vítima e é com este espírito de cooperação que se tem  associado a diversas iniciativas de debate, reflexão e análise da situação da violência. 
A Presidente afirmou que “estamos satisfeitos com o feito, mas cientes de que ainda há tanto a fazer para reformar mentalidades e alterar procedimentos”, considerando que “estamos perante um desafio colectivo que  tem de começar por cada um de nós”. 
“A cada um de nós compete sensibilizar e educar os nossos familiares e amigos para a problemática da violência numa óptica preventiva e, sempre que ela se verifique, para o saber denunciar o agressor e apoiar a vítima”, apontou, rematando que “estamos perante uma situação elementar de Direitos Humanos” e que “todos somos poucos para este enorme desafio”.
Maria José Lemos Duarte expressou o grato gosto pessoal e institucional em participar nas sextas jornadas da APAV Açores contra a Violência, reconhecendo o importante trabalho desenvolvido nos Açores - e, de modo especial, em Ponta Delgada - pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. “Tem marcado a diferença na vida das pessoas vítimas de crime e na comunidade em geral”, reiterou.
Recorde-se que é missão da APAV apoiar as vítimas de crime, seus familiares e amigos, prestando-lhes serviços de qualidade, gratuitos e confidenciais, e contribuir para o aperfeiçoamento das políticas públicas, sociais e privadas centradas no estatuto da vítima, numa missão que “é muito importante e o seu desempenho tem sido cumprido com enorme valia comunitária”.

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Autor: CA

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