29 de novembro de 2020

Recados com Amor

Meus Queridos! Rabo de Peixe tem estado nas bocas do mundo, numa estigmatização desrespeitosa para com a população daquela Vila. Contudo, a minha sobrinha neta, que tem acompanhado pelas redes sociais o que se tem escrito e dito sobre aquela terra de gente honrada e corajosa, ficou emocionada e até lhe veio as lágrimas aos olhos, ao ler o testemunho de António Pedro Lopes, conhecido promotor cultural do prestigiado Festival Tremor, ao manifestar publicamente que Rabo de Peixe é muito mais do que os clichés cristalizados das bocas papagueadoras de uma monocultura mediática. Para aquele agente cultural açoriano, aquela Vila é um dos lugares mais inspiracionais, jovens e vibrantes de Portugal dos Pequeninos e o país tem muito a aprender com Rabo de Peixe e que tomem o exemplo da Escola de Música de Rabo de Peixe, um projecto que não se cansa de contar a história, uma escola de jazz, experimental, pioneira e incrível, todas as vezes em todos os tempos. Também muito gostei de ler a crónica desta semana do colaborador deste jornal que me acolhe generosamente no seu seio, António Pedro Costa, acérrimo defensor da sua terra, que intitulou o seu escrito de “Rio” sinónimo de caudal de disparates, referindo que a sua população não merece os epítetos e a anátema que o “Rio” ajudou a lançar no ar. Chegou-me igualmente às mãos um contundente artigo da professora e socióloga Piedade Lalanda com o sugestivo título: Respeitem Rabo de Peixe! Por minha parte, eu espero que se calem os “portadores” das verdades absolutas, mas que se ouça ao menos uma palavrinha de carinho das nossas autoridades, que tem faltado no desenrolar desta maldita polémica. Só faltava para rematar o folhetim, vir o jornalista João Miguel Costa que foi orador especial do 10 de Junho na era “Marcelista”… vir comparar e anunciar a grande profecia que … “Portugal era o Rabo de Peixe da Europa”… Ao senhor João Miguel Tavares que  se intitula como cronista e comentador político, escritor e ex-jornalista… apenas digo  “Não vá o sapateiro além dos sapatos”… e morando eu paredes meias com a Vila de Rabo de Peixe,… convido e desafio o dito cujo cronista a ir a Rabo de Peixe, para conhecer a Vila de mais de dez mil habitantes, e o que de bom, além do seu povo, Rabo de Peixe tem para  oferecer.


Meus queridos! Estou em pulgas para conhecer o programa que o meu querido Presidente Bolieiro vai apresentar para ser discutido no Parlamento Regional. Prometi a mim mesmo que não falava do Governo pelo menos antes de saber o que ele pretende fazer. Não quero guiar-me por caminhos como aqueles que a minha sobrinha-neta me conta que andam a ser trilhados por alguns sabichões nas redes sociais que andam à coca de tudo para criticar, mesmo antes dos governantes aquecerem as cadeiras e começarem a governar. A ânsia do mediatismo e a necessidade de ser notados é de tal ordem… que gera vertigens a quem critica e a quem lê os impropérios próprios dos sapateiros que vão p´ra além do chinelo…. A gente sabe que as mudanças doem e custam muito… sobretudo aos boys e girls, que se amamentam na mesa do orçamento e sentem agora fugir a manjedoura… mas também sabemos que tudo tem o seu tempo. Por isso, meus queridos, é preciso dar tempo ao tempo,… e  vou esperar para falar depois das coisas importantes …e não  me dou à paciência sequer de comentar casos como o do rico ex-vice-Serginho que não recebeu o sucessor Secretário Bastos e Silva e que segundo o que veio a público…  afinal tratou-se de um mal-entendido entre chefes de gabinete… Se há maneiras de saber entrar, também há de saber sair… Mas isso  é com cada qual!

Ricos! E já que falo do início do mandato do novo Governo, quero registar o encontro do novo Secretário da Agricultura António Ventura com o Presidente da Associação Agrícola dos Açores, para acertarem agulhas perante a República e perante Bruxelas sobre todos os constrangimentos que afectam a fileira do leite e dos lacticínios. Pelos vistos, para já o entendimento entre o Governante e a Associação foi perfeito… É um bom começo!

Ricos! Da Comissão Justiça e Paz e assinado pelo seu assistente espiritual, Padre José Júlio Mendes Rocha, recebeu o Director do jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio uma simpática cartinha de esclarecimento que aqui reproduzo, também com todo o gosto:
Na última edição do vosso jornal, nomeadamente na secção de sátira social “Maria Corisca”, vem uma referência, irónica, como compete a uma página como essa, a respeito da Comissão Diocesana Justiça e Paz. Nela, estranha-se que só agora a referida Comissão venha lembrar a pobreza endémica nos Açores, quando nunca a ela se referiu durante o mandato do Governo cessante.
Uma vez que fui eu, padre Júlio Rocha, que fui entrevistado para o programa de Rádio da Igreja Açores, quero referir que me limitei a responder a uma pergunta da jornalista sobre o que esperava do novo governo. Limitei-me a responder o que seria de esperar de um responsável da Comissão, consciente de que a pobreza endémica é um dos nossos maiores dramas.
Quanto ao facto de a dita Comissão nunca ter falado deste assunto, é meu dever corrigir a “Maria Corisca”, que falhou a esse respeito e esta é a razão desta mensagem.
De facto, foi logo na primeira nota  desta comissão, a 1 de Janeiro de 2019, ao celebrar o Dia Mundial da Paz, que lá vêm, bem visíveis, estes parágrafos:
«A Comissão Diocesana Justiça e Paz (CDJP) congratula-se com esta Mensagem do Santo Padre e apela a toda a comunidade política açoriana para que nunca esmoreça na sua luta pelas principais causas de uma política justa, a saber, a primazia do Bem Comum, da dignidade e dos direitos fundamentais de todos os cidadãos, principalmente dos mais desfavorecidos, a promoção de um desenvolvimento sustentado e a construção de uma paz que não seja apenas ausência de conflitos.
Neste sentido, a CDJP não pode deixar de recordar a Carta Encíclica “Populorum Progressio”, do Papa Paulo VI, em 1967, cujo lema fundamental era “O desenvolvimento é o novo nome da paz”. Por isso, é com grande preocupação que a CDJP encara o autêntico flagelo social que é a pobreza na Região Autónoma dos Açores, noticiada nos últimos meses. De facto, nenhum açoriano se pode conformar com essa realidade assustadora. Quando mais de 30% dos açorianos vivem abaixo do limiar da pobreza, não podemos deixar de nos encarar com um défice de paz.»
Na esperança de ter esclarecido este pequeno lapso, gentilmente vos cumprimento”.

Pois meus queridos! Fiquei muito contente ao saber que não foi a primeira vez que falaram de pobreza e só espero que sejam sempre que necessário uma voz de denúncia de todos os males que abalam as gentes desamparadas, porque eu e as minhas amigas estão sempre atentas a todos os apelos que e denuncias fazem…  e até estranham tantos silêncios do passado recente…

Meus queridos! Tem sido muito falada e badalada a ideia que o Primeiro-Costa já deu a entender… de vir a estudar o regresso dos CTT à esfera pública. A minha prima Jardelina até já disse que isto já deveria ter sido há mais tempo estudo e decidido, porque os prejuízos aos utentes dos CTT são mais do que muitos e parece que de há uns meses para cá o correio escasseia e até os bancos se queixam com a demora da distribuição para os clientes que ainda não aderiram ao correio electrónico… Mas o pior é que esse estudo para retornar os CTT à esfera pública não passa de uma cenoura para atrair os partidos da esquerda caviar… para aprovarem o orçamento de 2021, que parece ter acabado todo desfigurado…. Mas a realidade é a que ainda há dias o simpatiquérrimo Professor Ambientalista Teófilo Braga, que leio atentamente toas as semanas no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio, teve um desabafo dizendo que um simples livro mandado do Pico da Pedra para o Funchal, demorou 18 dias a ser recebido pelo seu destinatário. Ou seja, mais tempo do que nos tempos das caravelas. Por isso mesmo não me canso de dizer que para dar tantos milhões de lucro, fecham estações, reduzem carteiros e fazem crescer as filas nas estações, com o pessoal a atender, estourado e sem saber o que fazer… Para isso, que volte ao público… se houver coragem…

Meus queridos! Lá para os lados de Loures, no rectângulo, termina hoje o Congresso do Partido Comunista, feito contra tudo e contra todos, numa prova de força que só eles têm e que o Primeiro-Costa trocou por uma abstenção e o meu querido Marcelo deixa passar como deixou passar o 25 de Abril, o Primeiro de Maio e a festa do Avante, sujeitando-se à vergonha de ter celebrado o 10 de Junho com 12 pessoas. Mas isto é lá com eles, porque eu, mesmo reformada e com dores nas cruzes acrescentadas pelo frio que tem feito,… vou sabendo muito bem quando devo sair e ficar em casa, porque de medo não hei-de morrer. Morrendo de susto ia eu… quando ouvi, lá no Congresso comunista, o histórico Albano Nunes dizer que “o capitalismo tem de ser derrubado pela força”. Assim mesmo com todas as letras. E eu pensei logo que já iam alugar a Praça de Touros do Campo Pequeno, outra vez… para prepararem a matança que esteve prevista em 1975, ano já longínquo do século passado, mas que a memória viva… de muitos que “faziam parte da manada”… ainda conserva tal recordação… Imaginem só que André Ventura dizia que o comunismo ou a ditadura do proletariado tinha de ser derrubados pela força… Já tinha caído o Carmo e a Trindade… E depois admiram-se!

Ricos! Na passada semana, aqui nos meus recadinhos, falei na beatificação de Madre Teresa da Anunciada, que no dia 25 de Novembro fez 362 anos que nasceu e cuja data foi assinalada num bela artigo assinado pelo meu querido Dr. António Pedro Costa, aqui da minha cidade-norte e publicado no jornal que tão generosamente me acolhe no seu seio. E pensei que ao lado do processo de Maria Vieira, está mesmo na hora de fazer avançar as coisas porque a maré é favorável. Até li esta semana que o Vaticano vai declarar 128 novos Beatos e declarar seis Veneráveis… Como diz a minha prima Teresinha, até parece que à dúzia é mais barato…

Meus queridos! O Tribunal de Contas chumbou um processo em que a tropa queria comprar 1400 monóculos para ver de noite, pela módica quantia de 8,5 milhões de euros. Mas para que é que os tropas precisam tanto de monóculos para ver de noite? Quem pergunta não ofende… Terá sido por falta dos monóculos que as armas desapareceram de Tancos, ou será que precisam deles para ajudar a procurar as que ainda falta encontrar? E depois queixam-se de que não há pilim…

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Autor: CA

Categorias: Maria Corisca

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