Dados de 2018 divulgados pelo INE

13.088 euros do Rendimento Disponível Bruto das famílias dos Açores inferior à média nacional de 13.348 €

 O Produto Interno Bruto dos Açores registou, em 2019, uma taxa de crescimento real superior à média nacional. Assim, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, no ano de 2019 a taxa real do PIB dos Açores é 2,4% enquanto o país teve uma taxa de 2,2%. A previsão do Serviço Regional de Estatística, divulgada em Março deste ano, foi de 2,1%.
A taxa de evolução real do PIB dos Açores foi superior às taxas de crescimento das regiões do Alentejo com 0,6%; da Madeira (0,8%); do Norte (2,2%); e do Centro (2,3%). O Algarve e Lisboa, ambas com 2,6%, foram as regiões com a taxa mais alta.
Para o crescimento real do PIB dos Açores contribuíram significativamente os ramos do comércio, transportes e alojamento e restauração, que registou um crescimento do Valor Acrescentado Bruto, em volume, de 6,5%, bem como o ramo da Construção (+5,0%) e as actividades dos serviços prestados às empresas (+3,2%).
O valor do PIB dos Açores de 2019 é estimado pelo Instituto Nacional de Estatística em 4.469 milhões de euros, com um crescimento nominal de 4,3%, superior à média nacional que foi de 4%. O Algarve foi a região com a taxa mais alta: 4,4%.
 Para 2018, o Instituto Nacional de Estatística reviu ligeiramente em alta o valor do PIB dos Açores. Há um ano o valor provisório foi estimado em 4.262 milhões de euros, enquanto o valor final, agora divulgado, sobe para 4.285 milhões de euros. A evolução real do Produto Interno Bruto dos Açores, em 2018, com os dados finais, manteve a taxa de 2%, estimada o ano passado com os dados provisórios.
Segundo o INE, de acordo com os resultados provisórios das Contas Regionais de 2019, todas as regiões registaram crescimentos do Produto Interno Bruto em termos reais, tendo a Área Metropolitana de Lisboa e o Algarve (ambas com 2,6%); a Região Autónoma dos Açores (2,4%); e o Centro (2,3%) crescido acima da média nacional (2,2%).
No Norte, o crescimento foi idêntico ao do país e verificaram-se variações inferiores na Região Autónoma da Madeira e no Alentejo (0,8% e 0,6%, respectivamente).

Convergência nacional
e no contexto europeu
O Produto Interno Bruto  per capita dos Açores em 2019 tem o índice 89 relativamente à média nacional de 100, convergindo um ponto percentual relativamente ao ano anterior. O Algarve também converge um ponto percentual. As regiões do Norte, Centro e Lisboa, mantêm o índice de 2018, e a Madeira e o Alentejo divergem um ponto percentual, segundo as estatísticas reveladas ontem.
 Relativamente à média da União Europeia a 28, o PIB per capita em PPC (paridades de poder de compra) dos Açores é 69,9% em 2019, convergindo 1,3 pontos percentuais  enquanto o país converge um ponto percentual. Apenas o Algarve apresenta uma convergência superior (1,7 pontos percentuais). Lisboa e Centro sobem 1,1 pontos percentuais; o Norte 0,9 pontos percentuais;  o Alentejo 0,2 pontos percentuais e a Madeira mantém a percentagem de 2018.

Rendimento Disponível Bruto
das famílias por habitante
Com as contas regionais, o Instituto Nacional de Estatística divulgou igualmente o Rendimento Disponível Bruto das famílias das regiões para o ano de 2018. Em 2018, último ano divulgado, os Açores têm um Rendimento Disponível Bruto per capita de 13.088 € enquanto a média nacional é de 13.348 €.
O valor para os Açores do Rendimento Disponível Bruto das famílias per capita é superior ao das regiões do Norte (11.829 euros); do Centro (12.652 euros); do Alentejo (12.919 euros); e da Madeira (12.985 euros).
Apenas as famílias residentes no Algarve (16.064 euros); e em Lisboa (15.545 euros) têm um Rendimento Disponível Bruto per capita superior aos Açores.
Nesse ano as famílias dos Açores tiveram um aumento de rendimento per capita de 4,3%, ligeiramente inferior à média nacional (4,5%), mas superior ao da Madeira (3,9%); e de Lisboa e Centro com 4% cada. O Algarve, com 6,2%, registou a maior evolução.  
Os resultados finais de 2018 revelaram que as assimetrias do PIB per capita entre as vinte e cinco regiões atingem a sua expressão máxima na comparação da Área Metropolitana de Lisboa (129,9) com a do Tâmega e Sousa (60,8), verificando-se, no entanto, uma diminuição da disparidade regional deste indicador.
No contexto da União europeia, considerando a informação referente a 2018 por regiões NUTS II, Portugal destacava-se por ser um dos países com assimetrias regionais mais baixas em termos do PIB per capita.

Print
Autor: CA

Categorias: Regional

Tags:

Theme picker

Revista Pub açorianissima