Câmara dá apoio de 25 mil euros anuais

Escola Profissional de Nordeste está a atravessar dificuldades financeiras

 A Câmara Municipal de Nordeste aprovou a atribuição de um apoio anual de 25 mil euros à Santa Casa da Misericórdia de Nordeste para manter a escola profissional em funcionamento, “sem prejuízo de outros apoios que possam vir a ser julgados adequados e necessários para implementação de políticas comuns relativas à formação profissional”, por parte da autarquia e outras entidades”.
O presidente da Câmara de Nordeste, António Miguel Soares, explicou que este apoio teve origem em reuniões realizadas com a Fundação Padre José Lucindo da Graça Sousa e Santa Casa da Misericórdia, em que “foram discutidas as dificuldades financeiras da Escola Profissional do Nordeste e a subsidiação de cursos ministrados no estabelecimento de ensino”.
António Miguel Soares realçou, então, “noção da importância do ensino profissional para o concelho e do ensino em geral como pilar de qualquer sociedade e teve em consideração o esforço da Santa Casa da Misericórdia  em internalizar a Escola Profissional do Nordeste, de forma a garantir a sua manutenção.
O vereador socialista, Carlos Mendonça, afirmou na altura que “as dificuldades financeiras sentidas pela Escola Profissional de Nordeste já existem há muitos anos e passam, principalmente, pela falta de controlo dos fundos disponíveis”.
Carlos Mendonça disse também que “compreendia as afirmações” do presidente da Câmara, “mas não percebia a razão de atribuir mais um financiamento porque já dispõem de muitos fundos, tendo recentemente a junta de Freguesia de São Pedro Nordestinho celebrado um protocolo com a Escola Profissional para a cedência de um pavilhão”.
Em sequência a estas afirmações do vereador socialista, o presidente da Câmara de Nordeste considerou “importante manter “ o estabelecimento de ensino e informou  “ter conhecimento que, desde o passado mês de Setembro, a direcção da Escola Profissional não estava a auferir qualquer remuneração, havendo também um esforço para contenção de depesas, de acordo com o que foi solicitado pelo executivo nas reuniões realizadas”.
Salientou igualmente que a forma como são financiadas as escolas profissionais, “com base nos alunos inscritos no início do ano lectivo, leva a que, no fim do ano lectivo, ocorrendo a desistência destes alunos, as despesas e custos se mantenham, mas o financiamento sofreu uma redução”.
Esta situação afecta, anualmente, todas as escolas profissionais da Região e é mais evidente naquelas que têm menos alunos e menos recursos para fazerem face às dificuldades financeiras que vão surgindo ao longo do ano lectivo e se agravam no final do ano.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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