Com o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada

Meia centena de restaurantes de Ponta Delgada já aderiram ao programa de menus “Ponta Delgada à Prova”

 Para vários empresários da Restauração do concelho, o programa “PONTA DELGADA À PROVA”, da Câmara Municipal ponta-delgadense, é” uma das mais práticas e eficazes medidas de apoio ao sector, dentre as criadas, a nível geral, para apoiar os catastróficos efeitos” que a pandemia da “COVID-19” fez desabar sobre o sector.
Daí “ser com pena” que vêem este programa chegar ao termo anunciado aquando do seu lançamento . “Disseram-nos que terminava em Janeiro; não sabemos se acaba é no princípio, se é a meio ou se é no fim do mês…”- referiu-nos outro interlocutor…
Recorde-se que este programa se desenvolve no âmbito de protocolo estabelecido entre a edilidade e a Confraria Gastronómica “GASTRÓNOMOS DOS AÇORES, garantindo a primeira o seu funcionamento e respectivo financiamento, enquanto a segunda assegura que, por parte dos restaurantes candidatos e aderentes, seja respeitado o cumprimento das regras técnicas estabelecidas.
O processo de candidatura é extremamente simples. Basta os restaurantes interessados procurarem, pessoalmente, junto dos serviços Camarários, ou, em alternativa, no site da edilidade, quais os procedimentos a seguir visando a candidatura, apresentarem um menu com ingredientes genuinamente açorianos, comprometerem-se a apresenta-lo aos clientes em todos os dias de abertura, aguardarem pela respectiva aprovação e incluírem-no na ementa, sem limitações, em todos os dias de abertura. 
A ementa tem o preço único de 15 euros, pagando o cliente 50 por cento deste valor na altura do consumo, assinando a factura e deixando a sua identificação fiscal, sendo os restantes 7,50 euros pagos directamente pela autarquia mediante o mero preenchimento de um formulário registando as refeições fornecidas e o NIF do consumidor. Dias depois, o dinheiro entra nos cofres do Restaurante, sem mais formalidades nem complicação burocráticas.
Ascendeu a cerca de meia centena o número de Restaurantes que, até agora, sem o alarde de campanhas de propaganda, aderiram ao “PONTA DELGADA À PROVA”. Pelo que apurámos, muitos não se candidataram por não terem sabido da sua existência, “talvez por falta de atenção às informações”.
O certo é que a opinião geral é a de que, graças a este programa, os Restaurantes afirmam que, finalmente, acabaram por ter os clientes de volta e as salas bem compostas, quando, antes, entrava dia e saia dia em que os clientes se contavam pelos dedos de uma ou duas mãos… quando os havia!
Apontamos o exemplo da Restaurante “Cais da Sardinha”, onde o jornalista havia estado a almoçar uns dias antes de o “PONTA DELGADA À PROVA” ser lançado. Na nossa mesa estavam quatro pessoas e, na única outra mesa ocupada, mais duas pessoas. Nas duas horas que durou a refeição, não entrou nem saiu mais cliente algum.
Há dias voltámos lá. Salvaguardando o respeito pelas regras sanitárias vigentes, verificámos que todas as mesas estavam ocupadas, havia lá fora clientes a aguardar vez. À saída, falando com o gerente, informou-nos o mesmo que, naquele almoço, a casa havia feito duas mesas ou seja, todas haviam servido duas rodas de refeições.
O mesmo responsável desfez-se em elogios rasgados à Câmara Municipal de Ponta Delgada “Está de parabéns, pois que, sem complicações de qualquer espécie, a Câmara contribuiu para que o nosso restaurante voltasse a ter vida. Agora, com o Programa, o movimento voltou a animar, deixando-nos felizes por termos clientes a entrar e a sair, dando-nos vida ajudando-nos a retomar a confiança”.
 E continuou: “Foram dias muito tristes, dias de muita frustração, aqueles que vivemos ao longo dos últimos meses, dias que agora começámos a esconjurar graças à clientela e à confiança que este Programa nos trouxe” – foram estas as palavras de esperança captadas pelo jornalista no diálogo travado com o responsável pelo Restaurante “Cais da Sardinha”.
 Porém, no momento em que deixávamos o estabelecimento, antes de nos despedirmos, partilhou connosco a sua esperança em ver este Programa renovado até à retoma da vida dita normal, pois “será esta a forma de mantermos a casa em funcionamento, de termos a alegria de ver clientes a entrar e a sair e de continuarmos a ter esperança em que, um dia não distante, tudo há-de regressar a algo parecido com o que era dantes. Será esse o “milagre” que a Câmara poderá fazer a favor da manutenção do sector da Restauração, acautelando falências sem gastar mundos e fundos e sem ter de assistir ao desmantelamento do sector”.
Ao repórter, resta-lhe a esperança de que a edilidade acolha, com o sentimento com que ele as acolheu, as palavras deste agente da restauração ponta-delgadense.
                                                      José Nunes
 

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Autor: CA

Categorias: Regional

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