Campanha de esterilização gratuita atingiu 478 animais de companhia da Lagoa e Nordeste

 A campanha de esterilização gratuita promovida pelas Câmaras Municipais da Lagoa e do Nordeste através do Centro de Recolha Oficial da Lagoa abrangeu um total de 478 animais de companhia.
A campanha esterilização, como medida privilegiada de prevenção e controlo da sobrepopulação e combate ao abandono de animais de companhia, foi coordenada pelo Centro de Recolha Oficial da Lagoa, em cooperação com todas as juntas de freguesia de ambos os concelhos, que ficaram responsáveis pela seleção de prioridades de intervenção.
A presidente da Câmara Municipal da Lagoa, Cristina Calisto, considera que a campanha teve um balanço muito positivo. Segundo a edil, “a adesão à campanha é demonstrativa da crescente responsabilidade dos munícipes face aos seus animais de companhia. Estas campanhas servem, também, de sensibilização e exemplo da responsabilidade inerente a todos os detentores de animais de companhia”.
Realce-se que esta campanha de esterilização de animais de companhia foi apoiada pelo Governo Regional dos Açores, através dos protocolos de cooperação com os Centros de Recolha Oficiais dos Açores. Cristina Calisto assegura que “o protocolo celebrado no início de 2020 com a então Secretaria Regional da Agricultura e Florestas foi determinante para que o CRO da Lagoa fizesse 653 cirurgias de esterilização durante o ano de 2020”.
Em virtude da adesão à campanha e às solicitações pendentes que foram reportadas pelas juntas de freguesia, a Câmara Municipal da Lagoa, através do seu CRO, tem previsto a realização de uma campanha semelhante durante o presente ano.
Recorde-se que há duas propostas - do Bloco de Esquerda e do PAN – que pretendem acabar com o “abate descontrolado” de animais saudáveis nos canis dos Açores para controlo de população. As propostas foram apresentadas ontem em reunião da Comissão Permanente de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, e o deputado do PAN, Pedro Neves, explicou que a alteração ao Projecto de Decreto Legislativo Regional implica na prática que “se o diploma for aprovado, será proibido o abate apenas para controlo da população” de animais errantes. Esta alteração implica que se retire a moratória existente do Decreto, que permite que esta prática seja usada até 2022 por parte de canis e Centros de recolha oficiais, e passe a ser proibido o abate indiscriminado. 
Por seu lado, o deputado António Lima, do Bloco de Esquerda, explicou que a proposta que o partido apresentou incide sobre a mesma matéria da proposta do PAN e pretende acabar com o abate de animais saudáveis nos canis nos Açores, “que é actualmente a única região do país em que esta prática ainda é permitida”. 
A proposta do Bloco de Esquerda pretende também que quando da adopção de animais dos canis seja preenchido um questionário para aferir as condições e a motivação de quem adopta, para garantir uma adopção responsável e evitar situações de posterior devolução do animal aos Centros de Recolha Oficial de Animais dos vários concelhos.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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