PSD/Açores insiste em conhecer os custos do avião Airbus A330 entre os anos de 2016 e 2019

Os deputados do PSD/A à Assembleia Legislativa Regional dos Açores, António Vasco Viveiros, Jaime Vieira, João Bruto da Costa, Marco Costa e Paulo Gomes requereram ao novo Governo dos Açores informação sobre os custos “discriminados” pagos pelo grupo SATA nos anos de 2016, 2017, 2018, 2019 e 2020 com a aeronave Airbus A330.
Os deputados querem que estes custos sejam “discriminados por rendas de leasing ou custos similares, reservas de manutenção, e/ou qualquer outro custo decorrente do contrato devido à empresa proprietária”.
Querem saber também qual o “custo total com a resolução do contrato ocorrida em 2020, prazos de pagamento e valor de cada prestação”.
Explicam os deputados que o Plano de Desenvolvimento Estratégico do Grupo SATA 2015-2020 previa a substituição das aeronaves A310 por A330. E, em Março de 2016, a primeira de duas unidades previstas adquirir, inicia a sua operação ao serviço da SATA Azores Airlines.
“Porém”, dizem os deputados, “alguns meses depois e já com um novo Conselho de Administração, é tomada a decisão de cancelar a segunda unidade”.
Relatam os deputados que, no início de 2018, foi divulgada a informação pela Azores Airlines de que a primeira e única aeronave A330 “seria entregue em regime de leasing à empresa Hi Fly, operação que afinal não se concretizou”.
Em audição da Comissão de inquérito ao SPER, em 30 de Outubro de 2018, o Presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA, afirmou que o custo de operação daquela aeronave “era muito elevado, atingindo um valor, entre rendas e reservas de manutenção, de 12 milhões de euros por ano, estando a empresa á procura de uma alternativa para aquela aeronave”.
Em Maio de 2019, o Grupo Parlamentar do PSD apresentou um requerimento, solicitando um conjunto de informações sobre os custos e produção da aeronave A330. “A resposta, violando de forma inaceitável o prazo máximo de 60 dias, só foi prestada em Setembro de 2020, passados 15 meses”.
Ainda assim, concluem os deputados, a resposta “omitiu a questão central, isto é, quais os custos de cada um dos anos de 2016 a 2019 associados ao contrato de leasing2 da aeronave A330.
Colocando-se as questões, agora, a um Governo liderado pelo PSD/A, os deputados signatários do requerimento enviado à presidência da Assembleia Legislativa Regional têm agora todas as condições para receberem as respostas que ambicionam.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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