“Manter 100% do emprego, face aos apoios existentes, foi um erro para as empresas” afirmou Mário Fortua

O movimento de empresários da restauração dos Açores - designado como UERA - União de Empresários da Restauração dos Açores - que na semana transacta apresentou ao Governo Regional dos Açores uma proposta com 30 medidas de apoio ao sector da restauração e que, ao dia de ontem, é já subscrita por 84 empresários de todas as ilhas dos Açores que, entre si, representam 758 postos de trabalho, reuniu-se, ontem, com o Presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Mário Fortuna, e com a sua equipa, Mário Custódio, João Medeiros, Raquel Franco e Fernando Neves.
Em representação do movimento estiveram presentes nesta reunião virtual - via zoom - dadas as contingências actuais, Rúben Pacheco Correia (Botequim Açoriano), 1º subscritor; João Dias Sousa (Singular); e Sílvia Vasconcelos (Refúgio Açoriano).
Durante a reunião, foi notório o espírito de cooperação de ambas as partes, tendo o Presidente da Câmara do Comércio e indústria de ponta Delgada considerado que a instituição que representa “subscreve na generalidade o manifesto”, ao qual se revê “praticamente em tudo”.
Mário Fortuna garantiu, ainda, que está a par da actual situação da restauração nos Açores, uma vez que tem acompanhado junto do Governo a situação há mais de dez meses. Reiterou a necessidade de se “transformar o crédito a fundo perdido” e considerou que “manter 100% do emprego, face aos apoios existentes, foi um erro para as empresas”.
Mostrou-se esperançoso quanto à futura acção deste governo, não deixando de parte “a sua preocupação na facilitação no acesso das empresas aos programas”. Por outro lado, o primeiro subscritor do programa, Rúben Pacheco Correia, agradeceu a iniciativa da reunião por parte da CCIPDL, mostrando disponibilidade para diálogo e colaboração a favor da causa.
Rúben Pacheco Correia, concordando com o anseio de Mário Fortuna no que respeita à facilitação no acesso aos apoios, defendeu que “a diponibilização do programa Apoiar.PT é urgente, não sendo possível que, ao dia de ontem, o Secretário das Finanças ainda esteja a equacionar a redefinição do programa para os valores nacionais apresentados”.
 Por sua vez, Sílvia Vasconcelos pediu, ainda, sensibilidade “na elegibilidade das despesas, face ao programa de adaptação das empresas ao contexto COVID-19” e sugeriu que este “deveria ter em conta a realidade da restauração”.
Já João Dias Sousa, segundo subscritor do movimento, mostrou-se reticente quanto às propostas do novo executivo, considerando que “não são 500€ de apoio às empresas que vão manter um posto de trabalho por seis meses”. Acrescentou, ainda, que o “take away não é a solução, servindo apenas para mitigar e não resolver o problema”.
No fundo, o movimento voltou a pedir “mais celeridade na disponibilização das candidaturas, a reactivação de outros programas que estiveram em vigor em 2020 - como o programa de apoio aos custos operacionais das empresas do sector do turismo - alargando, neste ponto, as despesas elegíveis”.

 

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Autor: CA

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