Governo Regional está a ultimar novo programa de formação para activos e desempregados

Depois de uma reunião que teve lugar no Instituto de Educação Técnica dos Açores (INETESE), onde outrora funcionava a Pousada de Juventude do Concelho da Lagoa, Duarte Freitas explicou aos jornalistas que o Governo Regional está a trabalhar num programa que será lançado em breve que tem como objectivo formar o máximo de activos possível.
Isto é, através de um programa “desburocratizado e de simples acesso”, o Governo Regional dos Açores pretende disponibilizar uma formação mais adequada para cada uma das empresas interessadas, procurando assim, com este encontro, “melhorar o desenho” do programa que está actualmente em análise e que deverá ser aprovado o mais rápido possível.
“Este novo programa tem como primeiro grande objectivo, no seguimento do que temos vindo a fazer, ser um programa desburocratizado, de simples acesso, e que visa ter uma formação à medida para as empresas e para os activos, isto é, este novo programa que estamos a desenhar e que será aprovado brevemente (…), pretende objectivar a formação para activos empregados e desempregados, empregados que neste momento terão menos actividade e que podem aproveitar este período baixo para se formarem e as empresas poderem formar os empregados, e também aqueles activos que estão desempregados”, disse o Secretário Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego.
Neste sentido, o Governo entende que esta é também uma forma de estabelecer uma parceria entre as entidades formadoras e as empresas, de modo a que estas possam, em conjunto, “construir programas de formação e projectos de formação à medida e que aproveitem este momento mais baixo da economia para poderem melhorar as suas qualificações, quer sejam empregados quer seja até os próprios empresários”.
Duarte Freitas adiantou ainda aos jornalistas que este programa “terá um modelo de consultoria para as micro empresas abaixo de dez trabalhadores”, através do qual as entidades formadoras poderão formar não só os empregadores como os empregados, tendo ainda em conta que também as empresas com mais de dez trabalhadores se “podem formar sectorialmente”.
A título de exemplo, avançou o Secretário Regional, “um restaurante que tenha cinco pessoas na cozinha pode ter uma formação específica para essas cinco pessoas, e se existirem dez pessoas na sala, pode haver uma formação específica para essas dez pessoas, e queremos montar este programa de forma desburocratizada, simples, mas também flexível para que possa responder às verdadeiras necessidades das empresas”.
Conforme referiu, o desafio que este programa enfrenta é “grande”, sendo este um “projecto-piloto” que se pretende implementar e com o qual se poderá “avançar na qualificação de activos e que será muito vocacionado para uma parceria muito próxima entre as empresas e as entidades formadoras”.
Através deste programa, o Governo Regional espera também verificar qual a atracção do mesmo e quais as possibilidades que ele permite alcançar, permitindo que as empresas “dialoguem” e que sejam “desenhados programas formativos à medida”.
A aprovação deste novo programa encontrar-se-á para breve, explicando Duarte Freitas que este é “um momento baixo da economia para que se possam formar seus trabalhadores”, sendo que se espera que “a partir do Verão a economia possa começar a crescer e que os efeitos pandémicos possam começar a diminuir”.
Para o futuro, para além de pretender formar um grande número de activos por intermédio deste trabalho conjunto, o Governo Regional pretende ainda “avançar com uma reflexão profunda, que em breve será pública, relativamente ao ensino profissional num horizonte bastante mais lato”.
No que diz respeito às pessoas que neste momento se encontram no desemprego, cerca de 7 mil, Duarte Freitas salientou que estes “serão objecto de uma atenção particular para tentar qualificar e criar melhores condições para que possam ingressar no mercado de trabalho e, para depois de termos todas as empresas, nomeadamente aquelas que foram mais atingidas pela quebra de trabalho, que possam aproveitar para formar os seus activos”, concluiu, mas sem antes sublinhar a importância “da flexibilidade e maleabilidade que pretendemos para que se construa dentro de cada empresa programas de formação adequados ao perfil de cada um dos funcionários”.

 

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