O Secretário Regional do Mar e das Pescas anunciou ontem, na Horta, que o Governo dos Açores, através da Escola do Mar, avançou esta semana com uma radiografia sem precedentes às necessidades de formação do sector das pescas na Região.
“É um trabalho fundamental e inédito à escala regional para que a Escola avance na prossecução dos objectivos propostos e, no fundo, criar uma resposta exequível e direccionada para resolver, porventura, o maior problema do sector das pescas e que se prende com a formação, sendo este um dos princípios norteadoras das políticas do XIII Governo dos Açores”, referiu.
Manuel São João falava na sessão de apresentação pública do Plano de Actividades da Escola do Mar dos Açores (EMA) para 2021 e a Estratégia de Intervenção Sectorial para a fileira da pesca.
Segundo o governante, “o actual Conselho de Administração da ADFMA - Associação para o Desenvolvimento e Formação do Mar dos Açores, entidade que tutela a EMA, tomou posse há cerca de um mês e neste curto espaço de tempo, praticamente um mês, conseguiu elaborar os documentos necessários à operacionalização da escola, bem como definir as linhas orientadoras da sua gestão, algo que não foi conseguido nos últimos dois anos”.
“Só por aqui, julgo estarmos perante um enorme avanço, quer qualitativo quer quantitativo, para que a Escola do Mar dos Açores possa cumprir o desiderato para o qual foi criada”, adiantou o governante, sublinhando que “quer junto do cidadão comum quer junto dos mais distraídos com responsabilidades públicas e políticas na Região, a Escola do Mar dos Açores não está parada”.
“Tem existido todo um trabalho que não é visível no sentido de se preparar as condições para a devida estruturação do projecto técnico-pedagógico da Escola, pilar fundamental para que se atinja os objectivos propostos”, rematou.
De acordo com o Secretário Regional do Mar e das Pescas, a plena operacionalidade da escola só não deverá acontecer mais cedo do que era pretensão do actual Conselho de Administração, “muito por força das circunstâncias em que vivemos, apesar de existir acordo com os parceiros credenciados e de referência com que a escola trabalha para uma plena formação e qualificação de activos”.