No ano de 2018, o último sobre o qual o Serviço Regional de Estatística tem dados actualizados, as doenças do aparelho circulatório foram a principal causa de morte na Região Autónoma dos Açores com 688 óbitos registados devido a esta problemática. Dentro destas as cérebro-vasculares, com 228 registos, são as de maior prevalência. Nesta lista seguem-se os tumores (neoplasmas) com 656 ocorrências. Dentro dos tumores, os da laringe, traqueia, brônquios e pulmões lideram a lista com um total de 144 óbitos. Ainda dentro dos tumores, os malignos do tecido linfático e hematopoiético e tecidos relacionados (52), do estômago (45) e da mama (44) foram os que apresentaram números mais significativos.
Doenças como a diabetes melitus, com 131 óbitos ou a pneumonia com 105 mortes, continuam a apresentar números significativos no contexto regional. No ano de 2018 registaram-se também 10 óbitos em consequência do vírus da gripe (influenza).
Num ano em que faleceram 2295 pessoas na região, os dados disponibilizados apresentam o número de óbitos discriminados por concelho.
Começando esta análise por Ponta Delgada, contabilizaram-se 570 óbitos durante o ano de 2018. Os tumores (neoplasmas) malignos com 168 óbitos e as doenças do aparelho circulatório com 155 ocorrências foram as principais causas de morte no ano de 2018.
No ano a que se reportam os dados, o concelho da Ribeira Grande registou 243 óbitos. Destes, 67 estão relacionados com tumores malignos. As doenças do aparelho circulatório, com 53 casos, foram a terceira causa de morte na Ribeira Grande.
Ainda na ilha de São Miguel, a Lagoa contabilizou 110 óbitos durante o ano de 2018. Com 43 casos, as doenças do aparelho circulatório foram a principal causa de morte neste concelho. Com 27 casos os tumores malignos foram outra das principais causas de morte na Lagoa durante o ano de 2018.
Em Vila Franca do Campo, registaram-se 96 óbitos no ano de 2018. Destes, 32 estão relacionados com doenças do aparelho circulatório. Com 18 casos os tumores malignos voltam a ser outra das principais causas de morte.
No concelho do Nordeste, onde se contabilizaram 55 óbitos, os tumores malignos (18) foram a problemática que mais contribuíram para o total de falecimentos no concelho.
Já na Povoação e de um total de 50 mortes, 17 delas estão relacionadas com doenças do aparelho circulatório. 11 tumores malignos foram outras das principais causas destes óbitos. ´
No concelho de Vila do Porto, em Santa Maria, faleceram 62 pessoas no ano de 2018.
No restante arquipélago, os concelhos de Angra do Heroísmo com 337 óbitos e da Praia da Vitória com 182 mortes, são aqueles onde se registaram maior número de óbitos fora da ilha de São Miguel. Ainda no Grupo Central, o concelho da Horta contabilizou 163 falecimentos; a Madalena 82; as Lajes do Pico 70 e São Roque do Pico 43 óbitos. Na ilha de São Jorge registaram-se 58 mortes nas Velas e 42 na Calheta, enquanto em Santa Cruz da Graciosa o número de óbitos fixou-se em 62.
No Grupo Ocidental, o Corvo registou 6 mortes. Nas Flores, o concelho com o número mais elevado de óbitos foi Santa Cruz com 36 falecimentos enquanto nas Lajes das Flores registaram-se 28 mortes.
L.L