Vila Franca vai candidatar-se a três centrais de tratamento de águas no Concelho

 O Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo, Ricardo Rodrigues, anunciou ontem ao Correio dos Açores que já deu entrada na Assembleia Municipal o pedido de elaboração de um projecto de reformulação de saneamento básico no Concelho, que prevê a construção de três Centrais de Tratamento de Águas Residuais, uma em Ponta Garça, outra em Água D’Álto e uma terceira no centro da Vila.
Será na próxima Assembleia Municipal de Abril é que será feita a adjudicação do projecto, por um valor que ronda os 100 mil euros, indo as obras ser candidatas a fundos comunitários.
A Câmara Municipal de Vila Franca do Campo ainda não avançou com este projecto porque só o ano passado ficou concluído o processo de saneamento financeiro da Câmara com a internalização de todas as empresas  municipais e a internalização de muitos milhões de euros  de dívida. Ora, a uma Câmara com nestas características financeiras não era possível fazer um investimento de saneamento básico que é sempre de muitos milhões de euros.
Vamos fazer o levantamento de todas as necessidades para elaborar o caderno de encargos para lançar a concurso do projecto que deverá ser apresentado em 2022 a fundos comunitários.

Águas balneares “excelentes”
 
Ricardo Rodrigues desmentiu, por outro lado, categoricamente, qualquer ligação entre os problemas suscitados por privados com o emissário submarino de Vila Franca do Campo e as águas balneares das praias da Vila. “Há cinco anos que as praias têm bandeira azul e há dois anos que a Câmara Municipal tem vindo a fazer, de 15 em 15 dias e, durante um período de tempo, de semana a semana, análises às águas das praias e os resultados são excelentes”, sublinhou o autarca.
 
 Emissário submarino com 27 anos

O emissário submarino de Vila Franca do Campo é datado de 1995, de há 27 anos e, segundo o Presidente da Câmara de Vila Franca do Campo, comparar um emissário submarino com uma Central de Tratamento de Água Residuais “é, no mínimo, um eufemismo, mas eu aceito que as pessoas confundem o que é uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (que faz um tratamento secundário de resíduos) e um emissário submarino que tem um tratamento primário de resíduos.
O estudo de impacte ambiental do emissário submarino é de 1992, foi aprovado pela Secretaria Regional do Ambiente de então e tem 30 anos. “E, portanto, as coisas são licenciadas no seu tempo”, palavras de Ricardo Rodrigues.
Entretanto, o autarca aproveitou a oportunidade para deixar claro ao Correio dos Açores que notícias postas a circular de uma acção da Inspecção do Ambiente ao emissário submarino de Vila Franca, “é bem visível no relatório de inspecção quem são os responsáveis”  e “não é certamente a Câmara Municipal de Vila Franca”.
As situações referidas no relatório referem-se a uma unidade hoteleira e a uma associação. E há um terceiro caso de “um acto de vandalismo que não foi possível identificar qual foi o autor”.
Pelo que o autarca explicou ao Correio dos Açores, um indivíduo não identificado picou, com uma picareta a conduta do emissário submarino, filmou com meios próprios os dejectos que começaram a sair e publicou numa rede social questionando a qualidade das águas naquela zona. E este indivíduo nunca chegou a ser identificado.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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