Governo disponibiliza 75 milhões de euros para “pagar dívidas em atraso” na saúde

O Governo Regional vai reforçar o Serviço Regional de Saúde, já no Orçamento para 2021, para combater “progressivamente o seu sub-financiamento crónico”, e vai disponibilizar também cerca de 75 milhões de euros para o pagamento de “dívidas em atraso, que dificultam a sua gestão diária, quer na valorização dos recursos humanos - dos profissionais de e da saúde - quer na disponibilização a estes dos materiais e equipamentos necessários para a sua actividade clínica”. 
Na inauguração do Hospital Internacional dos Açores, o Presidente do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, elogiou a capacidade instalada “e inovadora” do investimento que é “mais uma valência de qualidade, um espaço novo para a Região e para quem necessita de cuidados de saúde com celeridade. Com a certeza que vai ajudar a reduzir o tempo de espera e de deslocações no acesso a estes cuidados”.
Uma unidade de saúde que também vai permitir diminuir deslocações de açorianos para o continente “por vezes em condições muito difíceis, com desconhecimento do local, com falta de suporte familiar e comunitário, com um apoio da diária que é manifestamente insuficiente porque em muitos casos apenas cobre o alojamento ou os transportes”.
Por isso mesmo José Manuel Bolieiro garantiu que o Governo vai “rever e dignificar os valores da diária para a deslocação de doentes dos Açores”. 
Mas também a criação da tarifa Açores será uma mais-valia para a acessibilidade dos cuidados de saúde na Região, já que “por menos da metade do valor de uma deslocação ao continente, com o conforto, acolhimento e apoio comunitário que tanto nos caracteriza, conseguem ter a mesma qualidade de resposta de saúde entre nós”.
Para o Governo Regional, o Hospital Internacional dos Açores “servirá de complementaridade e de redundância ao Serviço Regional de Saúde. E assim também o entendemos quanto aos profissionais de saúde, não dispensáveis na sua dedicação ao Serviço Regional de Saúde”. E que servia também para a recuperação de listas de espera cirúrgicas e de exames, “com capacidade para atrair equipas médicas e não menos importante mantê-las nos Açores e no Serviço Regional de Saúde, na expectativa de diminuir a taxa de saída da Região de médicos, após o assumir da especialização, visto que no Hospital Internacional dos Açores terão uma opção de acumular exercício privado”. 
Além desta complementaridade entre público e privado, com a futura implementação de uma Entidade Gestora do Doente em Espera, “poderemos contar com um mecanismo privilegiado para a comunicação dentro do Serviço Regional de Saúde, mas também com os seus parceiros privados e sociais”, referiu José Manuel Bolieiro.
Uma aposta “na saúde dos Açorianos e na nossa economia, que não conflitua com o Serviço Regional de Saúde, que continuará a ser o foco central do Governo Regional”, reforçou Bolieiro.
A propósito da aposta do HIA no turismo de saúde, o Presidente do Governo Regional acredita que com esta nova unidade de saúde a Região “valoriza-se como valência turística competitiva neste segmento” e entende que o turismo de saúde e a oferta de serviços de saúde de qualidade “são essenciais para muitos na escolha do destino de férias e de turismo”. 
C.D.

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Autor: CA

Categorias: Regional

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