Que a Páscoa “seja o culminar de um período de autêntica e profunda conversão de vida”

 Correio dos Açores - O seu último livro foi “O que viste, Maria”. Como surgiu?
Maria José Gouveia - Antes de mais, queria manifestar a minha gratidão pela oportunidade que me é oferecida de poder me exprimir em público para as pessoas da minha terra; pessoas que na maioria não me conhecem ou não se lembram de mim, uma vez que daí saí há mais de quarenta anos. De qualquer modo, é sempre uma alegria sentir-me conectada com as minhas raízes.
Quanto ao livro “O que viste, Maria?”, como no próprio é explicado, nasceu do desejo de partilhar com outras pessoas a experiência que fiz na Terra Santa; uma experiência intensa e emocionada, porque é uma emoção muito forte, saber que mesmo se há dois anos atrás, foi aquele o lugar onde o Céu pisou a Terra e o Verbo de Deus se fez um de nós, para nos tornar participantes da Sua própria Vida. Como ficar frio ou indiferente perante este facto, quando se é cristã/o?! Eu não fiquei. E achei que poderia ser útil, algures, a alguém, manifestá-lo. Também fui incentivada neste sentido, concretamente pelo Sr. D. Maurílio de Gouveia – a quem dedico o livro – o, então, Arcebispo Emérito de Évora, a quem quero, também aqui, prestar uma sentida homenagem de reconhecimento e apreço.

Concorda que ler este livro é como peregrinar e rezar ao mesmo tempo?
Como creio que ficou claro, “O que viste, Maria?” é um livro de leitura espiritual, concebido a propósito de uma viagem à Terra Santa. O título até pode sugerir que o enfoque é o da descrição da viagem, mas não é. O enfoque está colocado na pergunta que é feita a Maria Madalena, quando esta regressa da sua ida ao Sepulcro, e na consequente resposta que é anúncio da Ressurreição do Senhor. Sendo assim, considero que é um livro que pode ajudar quem já foi peregrino na Terra Santa a recordar o que lá viveu; a quem ainda não foi, mas pensa ir, a preparar-se para tal; e, a todos, fornecendo subsídios que, sim, podem ajudar na oração. Porém, para ser mais precisa, devo dizer que não concebo o peregrinar desligado do rezar.

A visita à Terra Santa correspondeu àquilo que imaginava antes de iniciar a peregrinação?
Em parte, sim. Noutra, superou as minhas expectativas.
Digo que em parte sim, porque fiz uma preparação cuidada para essa viagem. Li várias coisas e vi muitos vídeos. Os vídeos, como sabe, actualmente mostram tudo o que a gente queira conhecer de qualquer parte do mundo. Mas é muito diferente quando se experimenta a sensação do “é aqui” “estou aqui”. Recordo muito particularmente a emoção da travessia do mar da Galileia; do toque na pedra do Calvário; do percurso no Monte das Oliveiras; da chegada a Jerusalém… Por muitos anos que tenham passado, continuava a ser “ali”…
O que superou as minhas expectativas foi, sobretudo, o contacto com os israelitas, com os judeus. Fiquei apaixonada por eles, confesso. São um povo extraordinário. Israel, como actual país, é apenas um ano mais velho do que eu, porém, o que eles conseguiram fazer pelo seu pequeno país em tão pouco tempo, é digno do maior apreço. Depois, saber que foram os judeus que transportaram a “Tocha da Fé” ao longo dos milénios, faz-me sentir muito grata para com esse povo tão especial e também tão sofrido. Fiquei a sentir um enorme carinho por eles; assim como que um carinho de neta…

Que conselhos dá a quem pretende fazer esta viagem?
Em primeiro lugar que não vá como turista, nem se deixe dominar pela sofreguidão das fotografias. Saborear cada lugar não é o mesmo que tirar dele uma centena de fotos “para mais tarde recordar”; o que fica mesmo é a emoção vivida lá; as fotos estão na Internet aos milhares…
Depois, que faça uma boa preparação. O livro “O que viste, Maria?” é uma excelente opção neste sentido. Finalmente, que se disponha interiormente a fazer uma experiência de peregrino/a, que é sempre uma experiência na fé.
    
Alguma vez sentiu algum temor nesta viagem, pelo contexto de guerra em que vive a Região?
Apenas no aeroporto à partida de Lisboa. Nunca tinha feito uma tal experiência de embarque: num espaço confinado, guardado por militares armados, com cães ao redor; malas abertas; questionários rigorosos… enfim, meteu respeito. Mas, em chegando lá, não havia lugar para medos. O ambiente era normalíssimo. Mesmo se, ao entardecer, se visse um ou outro militar nas ruas, não era nada que metesse medo. Não medo, mas muito pesar tive ao entrar em Belém. Embora estivéssemos apenas a 9 km de Jerusalém, estávamos noutro país, pelo que o nosso autocarro foi sujeito a inspecção militar. Aí, sim, senti o coração despedaçar-se-me ao ver que os militares eram apenas jovenzinhas, mesmo muito jovenzinhas, com aquelas pesadas metralhadoras, a olhar-nos como se olha o inimigo… Esta foi a experiência mais dolorosa que lá fiz.

Qual o sítio da Terra Santa que lhe proporcionou emoções inesperadas?
Houve vários, mas iria salientar, sobretudo, a Basílica do Santo Sepulcro. Não esperava nada encontrar ali um ambiente verdadeiramente caótico, pela mistura de ritos, cânticos em alta voz a decorrer ao mesmo tempo com celebrações noutras línguas… A própria configuração interior da Basílica é estranha; há como que uma justaposição de igrejas, dentro do mesmo espaço. Não sei se me faço entender?! Mas, depois que a gente entra e faz o percurso devido e, sobretudo, beija o Santo Sepulcro, tudo se normaliza, cá dentro. Percebe?

Conte-nos como foi percorrer a Via Sacra no meio do turbilhão de culturas?
Isto eu conto de forma pormenorizada no livro. Só lhe posso dizer que foi uma experiência tocante, muito tocante. Por ali é necessário caminhar de olhos fechados, melhor, semicerrados, para não tropeçar a cada passo em artigos de Bazar… só vendo! Ali, temos mesmo de procurar interiorizar o que estamos a viver, de contrário, não faz qualquer sentido.

Considera que o livro “A Praia das Araucárias” é o reavivar de memórias?
Não foi um reavivar de memórias porque elas estão cá e nunca se separarão de mim, a não ser, é claro, por doença, se tal vier a acontecer, mas foi um exercício interessante e gratificante porque foi como se lhes desse vida. Há quem diga que um livro é como um filho. Na verdade, salvas as devidas proporções, não deixa de haver alguma analogia: o livro – aquele livro - é algo que faz parte de mim, que saiu de mim e que também é independente de mim…
No entanto, a minha intenção ao escrever “A Praia das Araucárias” foi sobretudo a de prestar uma homenagem aos meus pais e ao lugar onde cresci. Nasci em Rabo de Peixe – freguesia de origem do meu pai – o que muito me orgulha, mas cresci junto à Praia do Pópulo e é por ali que estão todas as minhas recordações de infância e juventude, às quais sou muito grata, porque são recordações de um tempo feliz; de um tempo que me moldou como alguém que nunca deixou de se sentir filha do mar e das areias, dos cactos, das araucárias, das lantanas e dos verdes, de muitos verdes… Hoje, posso até ser do mundo inteiro, mas as minhas raízes estão ali… e nelas o meu mais genuíno sentido de pertença.

Foi difícil encontrar a inspiração para as suas histórias?
Não foi preciso inspiração porque, como disse atrás, já tudo estava lá, isto é, dentro de mim, como experiências de vida. Foi só preciso encontrar um pouco de coragem para as exprimir; para me desnudar… Hoje, olho para o livro como para um retrato e gosto de me ver nele. Sou eu, olhada por mim mesma a cinquenta anos de distância. No entanto, não creio haver aqui nada de narcisista. Pelo contrário, foi um acto de despojamento, porque sempre fui muito introvertida, muito reservada e ciosa dos próprios sentimentos.
Sobre o contar de histórias gostaria de dizer que só sei escrever sobre experiências reais. Gosto muito de ler ficção, mas não sei escrever ficção. Por isso, não me considero uma escritora, sou apenas uma pessoa que gosta de exprimir por escrito aquilo que vive e sente. Nada mais que isto!

Quando se apercebeste da apetência pela escrita?
Acho que desde sempre. Como sempre gostei muito de ler também nutria um desejo secreto por escrever. Era uma espécie de sonho impossível, porque enquanto trabalhei o tempo não me chegava para mais nada. Nessa altura, escrevi sim, muitos relatórios, mas apenas isso. A escrita requer muito tempo, muita dedicação, muito carinho… No fundo, a escrita é como a pintura…  Faz-se um esboço, depois vai-se preenchendo o esboço, depois ficamos a olhar para o resultado que vai surgindo, com muita atenção… retoca aqui… retoca ali… e assim a obra vai nascendo. É um processo moroso, mas muito apaixonante!

Considera que a escrita faz parte de si?
Sim, acho que nisto da escrita, como em qualquer forma de aptidão especial, já nascemos com alguma apetência. Sem querer parecer vaidosa (que nisto não sou), recordo o dia em que, na primária, fiz a minha primeira redacção. Era para dizer qualquer coisa sobre o sol, a água e o ar, depois da professora, é claro, ter explicado a função de cada um destes elementos essenciais à nossa vida. Quando entreguei a minha redacção à professora, ela leu, e saiu porta fora, dizendo: “volto já”. Tinha ido às outras salas mostrar a minha redacção às colegas, de tão admirada que ficou pelo que eu tinha escrito. Também recordo a minha primeira professora de Português no ciclo preparatório. No final do primeiro período, ela disse-me: “vejo que tem facilidade para escrever, por isso, aproveite agora as férias para ler, leia muito. Para se escrever bem é preciso ler muito. Nunca se esqueça disto”. Eu nunca me esqueci e sempre lhe fiquei grata por este conselho que subscrevo inteiramente.

Como é que o público tem acolhido os seus livros?
Os meus livros ainda não chegaram ao grande público. Nem sei se algum dia chegarão. Têm sido editados a título privado pela Fundação que integro e, naturalmente, atingem apenas o público restrito do âmbito da Fundação. Foi uma opção porque, actualmente, as livrarias apostam em grandes nomes, não em amadores sem provas dadas, como é o meu caso. Diz-se que o “negócio dos livros” não é actualmente dos mais florescentes, e no âmbito dos negócios imperam os grandes lucros, ou a perspectiva deles… Ora, eu não escrevo para obter lucros, mas sim como resposta a um apelo interior e a um desejo criativo. Claro que um livro só alcança o seu objectivo quando é lido, e ter muitos leitores é sempre o grande desejo de quem escreve. Porém, não é fácil consegui-lo, até porque, actualmente, por circunstâncias várias, as pessoas lêem menos. E é pena porque a leitura é um dos meios mais decisivos de desenvolvimento pessoal.

Quais as suas emoções ao passar para a escrita o que vai na mente?
Creio que já respondi a isto quando disse que é parecido à gestação de um filho…
Criar texto, para mim, é um prazer imenso. Mas o mais importante mesmo é a possibilidade de entrar em comunhão de alma com outras pessoas. Quem lê o que escrevo, está, de alguma forma, em comunhão comigo, com a minha interioridade. Sim, porque como já disse eu não escrevo ficção, mas apenas sobre o que vivo e sinto. Mesmo que a minha forma de apresentar a escrita possa ser ligeiramente ficcionada – a fim de lhe imprimir algum dinamismo – não o é o seu conteúdo. Por isso, considero também a escrita como um ato fraterno e construtor de fraternidade; e sendo que a fraternidade é o meu ideal de vida, considero também o ato de escrever como uma missão: a missão de contribuir para um mundo mais fraterno, mais desprovido das barreiras que nos afastam uns dos outros. Por exemplo, se não tivesse lido o meu livro não me teria contactado para esta entrevista e não estaríamos hoje aqui a falar como próximos. É, ou não é, verdade?

Sente-se realizada ao transpor para a escrita o que lhe vai na alma?
No que disse acima já está parte desta resposta. Está parte, digamos que uma parte positiva, ou seja, aquilo que foi conseguido ao nível da escrita. Considero, porém, que esta forma de realização não é a meta da minha realização pessoal. Seria contentar-me com muito pouco. É apenas uma expressão daquilo que eu sou agora, não daquilo que aspiro a ser no futuro e, asseguro-lhe, que não é vir a ser uma grande escritora, mesmo que isso fosse possível…. Somos seres criados para o infinito. Nada de finito nos pode realizar plenamente.

Por que razão partilha com os leitores as suas vivências?
Bom, aqui é que já respondi mesmo. Todavia, posso ainda acrescentar um outro aspecto a que não me referi antes e que é o seguinte: para além dos motivos já mencionados de comunhão de alma, de partilha fraterna ou mesmo de missão há também o que poderei chamar de “dever de consciência” que me advém do fato de ser (ou querer ser) seguidora do Evangelho.
Lá se diz que procedeu muito mal, e, por isso, foi severamente castigado, o administrador que recebeu um único talento e que o enterrou não fosse o caso de o perder. Quando leio os grandes clássicos da literatura portuguesa e me delicio com obras como “A Cidade e as Serras” ou a “Queda de um Anjo” – que me fez rir perdidamente – vejo claramente a dimensão que tenho e nem me atrevo a considerar-me escritora; sou apenas uma pessoa que gosta de escrever. Temos, felizmente, grandes escritores na língua portuguesa. Eles sim receberam muitos talentos. Mesmo assim, sinto que não devo enterrar o meu “unzinho”. Percebe?

Estás a preparar um próximo livro?
Se chegarão a livros ainda não sei, mas tenho actualmente dois projectos de escrita entre mãos: um espiritual que é mais o meu jeito; o outro é social e nele falo do Alentejo e da profissão de assistente social, que foi a minha. O tempo dirá se estas gestações chegarão a bom termo.

Quais os objectivos da Fundação Frei Eurico de Mello?
São fundamentalmente dois: evangelização e solidariedade. A Fundação surgiu como forma de dar personalidade jurídica canónica a uma experiência de vida (de um pequeno grupo) segundo o ideal de fraternidade de matriz franciscana,  vivido na condição laical. Foi criada pelo então Arcebispo de Évora D. Maurílio de Gouveia em 25 de Março de 1987. A sua Sede encontra-se em Évora, onde resido, e mantém também um pólo de Intervenção na localidade de Vendinha, onde se encontra parte do seu património. As suas actividades vão muito na linha da colaboração na Pastoral Diocesana desenvolvendo: formação para leigos (Escola Emaús); catequese de adultos; preparação de baptismos; celebrações dominicais para os residentes no bairro onde a Fundação se insere, etc… A instituição procura também estar atenta aos mais pobres e, em parceria com outras instituições, desenvolve algumas acções de solidariedade social.

Como vive uma açoriana de gema radicada há muitos anos longe da sua terra?
Como vivem todas as outras que optaram pela concretização de um projecto de vida, longe da terra natal: com muitas saudades. Mas, como somos seres adaptáveis, a gente vai-se adaptando e eu também me adaptei ao Alentejo. Neste sentido, posso dizer que tenho vivido com dois amores, porém, sem me sentir dividida, porque cada amor é único.

Na ilha esteve ligada às áreas sociais. Porque enveredou profissionalmente por esta área?
Por influência da minha muito querida e saudosa professora de Desenho D. Ilda Franco. Ela era uma mãe para as suas alunas e neste sentido empenhava-se muito na nossa formação o que a levava a organizar actividades de complemento curricular e extracurricular. Neste âmbito, criou na Escola que eu frequentava – a Roberto Ivens – uma Conferência Vicentina que prestava assistência às crianças da Pediatria do nosso Hospital. Foi assim que despertou a minha apetência e interesse pela área do serviço social.

Tem saudades do teu tempo de docência?
Desse tempo, infelizmente, não tenho saudades. Foi um tempo muito doloroso, porque eu era muito tímida e não tinha nenhuma apetência para o ensino. Todavia, tive de enfrentar essa dificuldade que acabou sendo uma oportunidade, porque me permitiu – já em Lisboa – como trabalhadora estudante, atingir o patamar do ensino superior, ao qual, a escola industrial que inicialmente frequentei, não me dera acesso.

Sentes falta do mar e do verde da nossa ilha?
Como não sentir que “O mar imenso me enche a alma, e tenho verde, tanto verde a indicar-me a esperança”? Apesar da ausência física continuo uma legítima filha da “Ilha da bruma”, do lugar “Onde as gaivotas vão beijar a terra”. Não há nada a fazer, porque: “Corre-me nas veias basalto negro e trago no coração a ardência das caldeiras” …

Como tem encarado esta pandemia?
Com apreensão e com muito pesar por todos aqueles que têm sido vítimas desta calamidade. Tem sido uma coisa terrível por ser mortífera e por ser à escala global. O mundo inteiro está de luto.
Sobre este assunto muito se tem dito, muito se diz todos os dias. Não preciso repetir o que já estamos cansados de ouvir. Faço apenas um voto, que é também aquele que vai no coração de todos nós e que é: que o pior já tenha passado e que em breve possamos voltar à vida normal: sem confinamentos obrigatórios, sobretudo, sem medos, sendo que o mais triste de todos é o medo que agora temos uns dos outros…

O curso de Assistente Social tem uma mais-valia neste período pandémico?
Claro que sim. No pandémico e no pós-pandémico, do qual ainda não se viu tudo. As consequências desta pandemia são gravíssimas a nível social e, claro, os assistentes sociais estão aí para fazerem, também eles, a sua parte como lhes compete. Assim o espero.

Qual o seu maior desejo para celebrar esta Páscoa?
Que seja o culminar festivo de um período de autêntica e profunda conversão de vida. Está provado que o sofrimento, quando vivido na atitude certa, nos aproxima de Deus. Então espero que tudo aquilo que temos vivido e nos tem “obrigado” a concentrarmo-nos no essencial e a interiorizar o nosso ser quem somos, nos ajude a uma verdadeira conversão, entendida esta como um encontro vital com a nossa própria essência, que nos abre os olhos para a presença de Deus, tão real na nossa vida, mas tantas vezes tão pouco percebida por causa da dispersão que nos envolve. Os constrangimentos vividos por causa da pandemia, favorecem – se os quisermos aproveitar, é claro - o aprofundamento da nossa interioridade. Então, teremos muitas chances de passar da obscuridade à luz. E assim, a grande Festa que celebra a nossa filiação divina, sejam quais forem as circunstâncias exteriores da sua celebração, será uma Páscoa de Luz e de muita Esperança…

Depois da aposentação, como é o seu dia-a-dia?
Do mais calmo que possa haver. Sem nenhum tipo de stress. Tenho a minha rotina diária com tempo para tudo o que considero mais importante: Deus, a partilha fraterna, a escrita, a preparação e realização das actividades da Fundação onde vivo, terminando sempre por um serão de recreação e crochet. É um tipo de vida tranquilo, mas muito feliz, porque eu procuro a felicidade exactamente onde ela está e nela habito. Tive esta sorte, a de atinar com a morada da felicidade!
                                     

António Pedro Costa

 

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