Próxima época baixa preocupa hotelaria e restauração dos Açores

 A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, Associação de Alojamento Local dos Açores e Delegação da AHRESP registada “a grande preocupação com o aproximar da época baixa e as perspectivas pouco positivas para a mesma, num contexto em que as empresas se encontram muito débeis do ponto de vista financeiro, após longos períodos de quase total inactividade, ou actividade muito reduzida”.
As três instituições acrescentam “as preocupações com o fim das moratórias, quando as empresas ainda se encontram longe de recuperarem níveis de facturação aceitáveis e com prejuízos acumulados, bem como a continuação de falta de mão-de-obra e da qualificação da disponível e, ainda, a pouca definição das políticas para o futuro do turismo e o parco investimento canalizado para a promoção”.
No encontro foram analisados os previsíveis impactos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Destacaram, a propósito, “a necessidade de, urgentemente, se encontrar soluções alternativas de financiamento das empresas, principalmente com o fim das moratórias”, acrescentando que se “aguarda com muita expectativa as medidas de recapitalização previstas no PRR, que se espera sejam adequadas à realidade e às necessidades do tecido empresarial regional”.
Realçam a “premência na implementação de programas de requalificação e formação para o sector, mas que sejam flexíveis, de resposta rápida e adaptados às reais necessidades das empresas. Neste contexto, constitui também prioridade a requalificação de desempregados e a redução de utilização pública de programas ocupacionais, num contexto de falta de mão-de-obra em diversas actividades económicas”.
Sublinham a “necessidade de clarificação das políticas públicas para o sector e reforço de programas de promoção” e a “reedição de programas públicos de mitigação dos impactos da pandemia dada a ainda fraca recuperação do sector, como se constata pelos dados estatísticos referidos e pelas perspectivas menos positivas para a época baixa que se avizinha”.
Salientam a “”necessidade urgente de se definir os contornos da agenda mobilizadora para o turismo e a sua implementação, bem como das diversas medidas previstas no PRR, como um contributo muito relevante para dar um novo ânimo e dinâmica ao sector”. Os três organismos começam por analisar os dados estatísticos do mês de Julho, últimos disponíveis, tendo-se constatado que, em termos de dormidas, “há uma recuperação, embora ainda os Açores apresentem uma redução de - 39,1%, comparativamente com o mesmo mês de 2019”.
Salientam que em Junho este valor foi de - 69,1% e que em termos de valores acumulados de dormidas, no período de Janeiro a Julho, os Açores têm um registo negativo de - 61,3%, se comparado com o período homologo de 2019.
Como explicam, os Açores apresentaram em Julho, em termos de hóspedes, “uma situação negativa” de - 36,9% em relação a julho de 2019, enquanto em termos acumulados de janeiro a Julho a variação foi de - 55,5%.
Os dados estatísticos evidenciam globalmente “uma tendência de retoma, mas que não se está a verificar de forma uniforme em todas as ilhas, destacando-se o facto de S. Miguel apresentar a evolução menos positiva acumulada em termos de dormidas - 65,3% e de hóspedes - 60,1%, e neste item seguida de Santa Maria com -55,9%”.
No actual contexto, salienta-se “a recuperação que se registou nos meses de Junho e Julho e de boas perspectivas para Agosto, embora em níveis inferiores ao registado em Julho de 2019 na maioria das ilhas, como bem evidencia o número de passageiros desembarcados em Ponta Delgada em Agosto, que é inferior em mais de 17%, comparativamente com o mês homólogo de 2019”.

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Autor: CA

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