10 de outubro de 2021

Opinião - Crónica da Madeira

Pedro Calado: aos 50 anos de idade conquistou os funchalenses

Os funchalenses depositaram as
suas esperanças em Pedro Calado.
Elegeram-no para o principal município
da Madeira.
Traz consigo a experiência
de empresariado,
de Vice-Presidente da Câmara.
Nos últimos anos desempenhou,
brilhantemente, a Vice-presidência
do Governo Regional.

Relativamente, comparado com a minha idade, Pedro Calado é um jovem em que muito deposito as minhas esperanças e os funchalenses também. Naturalmente que, como madeirense, estou feliz em saber que estará na presidência da Câmara Municipal do Funchal. Reúne todas as qualidades que o conduzirão ao êxito: é um político inteligente, empreendedor, competente, dinâmico, perspicaz, tem adrenalina que ferve nas veias. Tem uma excelente relação com o público e é humilde. Sendo jovem tem pela frente uma longa carreira política a percorrer. A Madeira precisa de políticos como o Pedro Calado.
Conhecedor dos problemas citadinos, ele tem quatro anos para resolver muitos deles. Tem ainda a missão de solucionar os seus problemas sociais. Uma cidade em que os munícipes sejam ouvidos e compreendidos; em que os papéis não adormeçam nas gavetas; em que os funcionários municipais sejam estimados e valorizados para que tratem convenientemente e com paciência o público. É preciso trazer os funchalenses para a rua, atraindo-os com iniciativas culturais. É. Incompreensível que uma cidade, cuja beleza se derrama por ruas e praças, com um clima como o nosso, não seja usufruída convenientemente pelos seus habitantes. Presos às televisões; às novelas e aos comentários futebolísticos que se sobrepõem uns aos outros e massacram à força de se repetirem (todos à mesma hora) estupidificam-se.
Na sua primeira entrevista, a um jornal local, o novo Presidente da Câmara Municipal do Funchal fez questão de destacar alguns pontos fulcrais do programa para o seu mandato. Revelou que uma das suas grandes preocupações é a solução dos problemas na área social. É um aspeto positivo e revelador da grandeza da sua alma e que transmite a consciência que tem em relação do ser-humano no contexto de uma sociedade infelizmente ainda muito desigual nas suas vivências. A consciência de que, na temporalidade das nossas vidas, o que fazemos pelos outros é enriquecedor à sociedade.
Há poucos dias o Papa Francisco disse que os ricos não pensassem que o mundo lhes pertencia. Foi uma forma de chamar a atenção para os pobres, para os marginalizados, aqueles que fora dos programas sociais, têm que esmolar para sobreviverem.
O acesso à saúde é outro ponto fulcral para o seu mandato. A estruturação das famílias. A Câmara tem um serviço social que merece ser revisto no que diz respeito aos dirigentes, alguns excelentes, com quem trabalhei no Sociohabita foram inexplicavelmente afastados, por isso esta estrutura degradou-se em entusiasmo e empenhamento. As consultas de saúde, nas diferentes áreas, é outro seu desejo que não posso deixar de registar e felicitar.
Julgo que a Cultura é um ponto que lhe deve merecer a atenção. Uma cidade sem cultura é uma cidade sem alma. A cultura enriquece as sociedades, torna-as mais pensantes, mais livres, mais sonhadoras. É importante que os munícipes tenham criatividade, iniciativa, por isso devem sonhar. Somos um povo ecuménico, com uma história de séculos que desafiou, em todos os tempos, os abismos; um povo que no mundo  ajudou a construir cidades. Matar os sonhos, dizia Pessoa, é matarmo-nos.
O Funchal precisa de cultura com qualidade, no aproveitamento das nossas tradições como cartão de visita, na realização de festivais, de colóquios e Encontros internacionais. É urgente que se transforme algum espaço camarário num “Picollo Teatro” incentivando jovens a fundarem uma companhia teatral. Valorizar os seus escritores, poetas, artistas sem esquecer que eles são veículos de promoção da cidade. O Teatro Municipal já não comporta tantas iniciativas.
Por fim a revisão do Plano Municipal facilitando, obrigatoriamente dentro das regras, os projetos. Que os casos não emperrem nas secretarias e que os burocratas não se sobreponham à própria burocracia.
Para as zonas altas propunha-lhe a repetição de uma campanha feita há anos pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura para que não se deitasse lixo nas ruas e que se cuidasse das pinturas das casas, das cores. O slogan era: “Assim sim, assim não.” A campanha resultou durante muitos anos. Depois começaram, timidamente, a pintar as casas cor de abóbora, “verdinho, vermelhinho, cor de rosa-choc e até azul escurinho!” Como pode imaginar este espetáculo fantasmagórico não condiz com o deslumbramento da paisagem. Não se enquadra nessa.
Senhor Presidente da Câmara acredito em si e na sua equipa com pessoas sensíveis e experientes. Pessoas que, naturalmente, empenhar-se-ão consigo na resolução e nos melhoramentos de uma cidade que todos nós amamos.
O que é feito por amor não custa, faz-nos felizes!

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Categorias: Opinião

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